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	<title>Gaspar e Rufatto Advogados</title>
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	<description>Gaspar e Rufatto Advogados</description>
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		<title>Extinção de condomínio entre herdeiros ou ex-cônjuges: como funciona</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lidiane]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 21:26:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Imobiliário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Views: 30Imóvel em comum após herança ou divórcio: quando cabe a extinção de condomínio Como resolver a copropriedade quando um herdeiro ou ex-cônjuge quer vender e o outro não Lidiane Rufatto &#124; Advogada &#8211; OAB/PR 44.484 &#160; Um imóvel deixado como herança ou adquirido durante um casamento pode permanecer em nome de várias pessoas por&#8230;&#160;<a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/extincao-condominio-herdeiros-ex-conjuges-imovel-comum/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Extinção de condomínio entre herdeiros ou ex-cônjuges: como funciona</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Views: 30</p><h1><strong>Imóvel em comum após herança ou divórcio: quando cabe a extinção de condomínio</strong></h1>
<p><em>Como resolver a copropriedade quando um herdeiro ou ex-cônjuge quer vender e o outro não</em></p>
<p><strong>Lidiane Rufatto | Advogada &#8211; OAB/PR 44.484</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um imóvel deixado como herança ou adquirido durante um casamento pode permanecer em nome de várias pessoas por muito tempo. Enquanto existe concordância sobre o uso, o pagamento das despesas e o destino do bem, a copropriedade costuma ser administrável. O conflito surge quando um dos titulares pretende vender, receber sua parte ou deixar de suportar os encargos, mas os demais desejam conservar o imóvel ou simplesmente não tomam providência alguma.</p>
<p>Nessa situação, a expressão “extinção de condomínio” não se refere ao condomínio edilício do prédio, mas ao encerramento da propriedade comum sobre um determinado bem. A solução pode ocorrer por acordo, com a atribuição do imóvel a um dos coproprietários e o pagamento dos demais, pela venda particular do bem ou, quando o consenso se mostra inviável, por divisão ou alienação judicial.</p>
<p>O Código Civil assegura a cada condômino o uso da coisa comum de modo compatível com os direitos dos demais e lhe permite alienar a própria fração ideal. Também estabelece, como regra, que ninguém é obrigado a permanecer indefinidamente no condomínio: qualquer coproprietário pode exigir a divisão, e, sendo o bem indivisível, a venda e a repartição do valor apurado.<sup>1</sup></p>
<h2>O que é o condomínio sobre um imóvel</h2>
<p>Há condomínio quando duas ou mais pessoas são titulares, ao mesmo tempo, do direito de propriedade sobre o mesmo bem. Cada uma possui uma fração ideal — por exemplo, 50%, 25% ou 10% —, mas essa fração não corresponde, por si só, a um cômodo, pavimento ou faixa física determinada. Salvo divisão formalmente aprovada e registrada, todos exercem direitos sobre o imóvel inteiro, dentro dos limites impostos pela igual titularidade dos demais.</p>
<p>Por isso, o coproprietário de metade de uma casa não se torna automaticamente dono da sala, do piso superior ou da parte frontal do terreno. A individualização material depende de divisibilidade física e jurídica, observância das regras urbanísticas, elaboração técnica e registro imobiliário. Em apartamentos, casas urbanas comuns e muitos imóveis rurais, a divisão cômoda é impossível ou provoca perda relevante de utilidade e valor.</p>
<p>A doutrina civilista costuma acentuar que os direitos dos condôminos são qualitativamente iguais, embora quantitativamente diferentes. Todos possuem faculdades de proprietário sobre o conjunto, mas devem exercê-las sem excluir ou prejudicar os outros titulares. Essa característica explica tanto o dever de compartilhar despesas como o direito de pedir o encerramento da comunhão quando a convivência patrimonial deixa de ser possível.</p>
<h2>Como a copropriedade se forma entre herdeiros</h2>
<p>Com a morte, a herança é transmitida imediatamente aos herdeiros, mas permanece como uma universalidade indivisível até a partilha. Nesse período, nenhum coerdeiro é dono isolado de um imóvel específico do espólio; cada qual possui uma quota sobre o acervo hereditário como um todo, e a administração ordinária cabe ao inventariante, sob fiscalização dos interessados e do juízo, quando o inventário é judicial.<sup>2</sup></p>
<p>O modo mais adequado de evitar um condomínio futuro costuma ser resolver o destino do imóvel dentro do próprio inventário. Se o bem não comporta divisão cômoda e não cabe integralmente no quinhão de um herdeiro, o Código de Processo Civil prevê licitação entre os interessados ou venda judicial, com partilha do preço. Também é possível que um herdeiro receba o imóvel e compense os demais, desde que sejam preservados os quinhões e examinadas as repercussões tributárias.<sup>3</sup></p>
<p>Nem sempre isso acontece. Por falta de liquidez, por razões afetivas ou por ausência de consenso, o imóvel pode ser atribuído a todos os sucessores em frações ideais. Encerrado o inventário, deixa de existir a indivisão sobre a herança, mas permanece a copropriedade sobre aquele bem. A partir daí, qualquer um dos herdeiros poderá buscar a divisão ou a extinção do condomínio.</p>
<p><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">O Superior Tribunal de Justiça decidiu que, depois de homologada a partilha e expedido o respectivo formal, o herdeiro pode propor ação de divisão ou de extinção do condomínio antes mesmo de registrar o título na matrícula. O registro continua indispensável para a plena regularização e para a prática de atos perante terceiros, mas não foi considerado condição para o exercício dessa pretensão entre os sucessores. </span></span><sup><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">4</span></span></sup></p>
<h2><strong>Como a copropriedade se forma após o divórcio ou o fim da união estável</strong></h2>
<p>O divórcio pode ser decretado sem que a partilha seja concluída. Quando isso ocorre, os bens comunicáveis permanecem sujeitos à definição posterior dos direitos de cada ex-cônjuge. Antes de falar em extinção de condomínio, é necessário verificar se já existe decisão, escritura ou acordo que identifique o bem, reconheça sua comunicabilidade e estabeleça as quotas pertencentes a cada um.<sup>5</sup></p>
<p>Se a proporção ainda está em discussão — porque se debate o regime de bens, a origem dos recursos, eventual sub-rogação, benfeitorias, financiamento ou data da separação de fato —, a providência principal pode ser a própria partilha. Somente depois de definidos os direitos é possível determinar com segurança quanto cada parte receberá na venda, na adjudicação ou em eventual indenização pelo uso exclusivo.</p>
<p>Quando o imóvel já foi partilhado em frações ideais, a relação deixa de ser apenas uma pendência familiar e passa a ser também uma típica copropriedade. A circunstância de um dos ex-cônjuges continuar residindo no local, ainda que com filhos do casal, não elimina automaticamente o direito do outro de pedir a extinção do condomínio. Em precedente envolvendo imóvel no Paraná, o STJ reconheceu que a permanência da ex-companheira com as filhas não impedia a alienação judicial do bem indivisível.<sup>6</sup></p>
<h2>Ninguém é obrigado a permanecer indefinidamente no condomínio</h2>
<p>O artigo 1.320 do Código Civil permite que o condômino exija, a qualquer tempo, a divisão da coisa comum. Trata-se de prerrogativa ligada ao próprio direito de propriedade: quem possui uma fração não pode ser compelido a manter para sempre um vínculo patrimonial que já não atende aos seus interesses.</p>
<p>Isso não significa que toda ação será automaticamente julgada procedente sem exame do caso. É preciso demonstrar a titularidade, delimitar as frações, identificar o imóvel, chamar todos os interessados ao processo e verificar a existência de obstáculos jurídicos. Além disso, os condôminos podem convencionar a indivisão por prazo de até cinco anos, sujeito a nova prorrogação; e direitos reais ou situações protetivas específicas podem impedir ou adiar a venda.</p>
<p>Também é importante separar o desejo de conservar o imóvel da possibilidade jurídica de impedir a extinção. Razões afetivas, a expectativa de valorização ou a alegação de que o preço não seria suficiente para adquirir outro bem podem justificar uma tentativa de acordo, mas, em regra, não retiram do outro coproprietário o direito de converter sua fração em valor econômico.</p>
<h2><strong>As soluções consensuais costumam preservar melhor o patrimônio</strong></h2>
<p>Antes do processo, é recomendável apurar o valor de mercado, as despesas pendentes, a situação registral, a existência de financiamento ou gravames e a capacidade financeira de cada interessado. Com essas informações, algumas soluções se tornam possíveis:</p>
<p>– venda particular do imóvel inteiro, com divisão do preço conforme as frações de cada titular;</p>
<p>– aquisição das quotas pelos coproprietários que desejam permanecer com o bem, mediante pagamento aos demais;</p>
<p>– adjudicação do imóvel a um herdeiro ou ex-cônjuge no contexto da partilha, com reposição financeira ou atribuição de outros bens;</p>
<p>– divisão física, quando tecnicamente possível, urbanisticamente autorizada e registrável;</p>
<p>– locação do imóvel a terceiro, com repartição dos rendimentos e definição clara de despesas e administração;</p>
<p>– manutenção temporária do condomínio por prazo certo, acompanhada de regras escritas sobre ocupação, venda, avaliação, benfeitorias e encargos.</p>
<p><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">A avaliação independente é útil porque reduz discussões baseadas apenas em estimativas pessoais. Também convém definir por escrito o prazo para pagamento, a responsabilidade por tributos e emolumentos, a entrega da posse, os débitos existentes, a quitação entre as partes e a consequência do inadimplemento. Um acordo mal redigido pode substituir um conflito antigo por outro ainda mais difícil.</span></span></p>
<h2><strong>Quando um quer vender e os outros se recusam</strong></h2>
<p>Sendo o imóvel indivisível e inexistindo acordo para que um dos condôminos adquira as demais quotas, o Código Civil determina a venda e a repartição do produto. A medida costuma ser formulada por meio de ação de extinção de condomínio cumulada, quando necessário, com pedido de alienação judicial, arbitramento de aluguel, prestação de contas ou ressarcimento de despesas.</p>
<p>No processo, todos os coproprietários devem participar. A matrícula, o título de aquisição, a partilha ou decisão de divórcio e os documentos que definem as frações são essenciais. Se houver controvérsia sobre o valor do bem, poderá ser realizada avaliação judicial. Não havendo acordo sobre o modo da venda, o Código de Processo Civil prevê a alienação em leilão, observadas as regras processuais aplicáveis.<sup>7</sup></p>
<p>A venda judicial é solução legítima, mas nem sempre a mais vantajosa economicamente. O procedimento pode envolver custos, demora e risco de o valor final não alcançar a expectativa dos proprietários. Por isso, mesmo após o ajuizamento, a composição para venda particular ou aquisição das quotas por um dos interessados continua sendo alternativa relevante, desde que o acordo assegure transparência e igualdade de condições.</p>
<h2><strong>Um coproprietário pode ficar com o imóvel</strong></h2>
<p>Sim. A extinção do condomínio não exige necessariamente a venda a terceiro. O próprio Código Civil privilegia a adjudicação a um dos consortes, desde que ele indenize os demais pelo valor de suas frações. Essa solução costuma ser adequada quando um herdeiro reside no local, quando um ex-cônjuge deseja conservar a moradia ou quando o imóvel possui importância econômica para apenas um dos titulares.</p>
<p>O ponto central é a apuração do valor e a efetiva capacidade de pagamento. Não basta declarar interesse em ficar com o bem; é necessário oferecer condições concretas, respeitar os quinhões e formalizar a transferência por título apto ao registro. Se houver financiamento, usufruto, penhora, indisponibilidade ou alienação fiduciária, a operação depende ainda da análise do gravame e, em determinados casos, da anuência do credor ou de autorização judicial.</p>
<p>Na alienação judicial, a lei confere preferência ao condômino em igualdade de oferta. Entre coproprietários, a existência de benfeitorias mais valiosas e, na falta delas, a titularidade de quinhão maior são critérios legais de preferência. Não se trata, contudo, de direito de adquirir o imóvel por valor inferior ao oferecido por terceiro.</p>
<h2>Direito de preferência na venda da fração ideal</h2>
<p>Um coproprietário pode vender sua fração ideal sem extinguir o condomínio. Porém, tratando-se de coisa indivisível, o artigo 504 do Código Civil impede que a quota seja vendida a estranho se outro condômino a quiser nas mesmas condições. O titular deve ser cientificado do preço, da forma de pagamento e das condições essenciais do negócio.</p>
<p><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">Se a venda a terceiro ocorrer sem essa ciência, o condômino preterido poderá, em regra, depositar o preço e requerer para si a parte alienada no prazo decadencial de 180 dias. O direito de preferência protege o grupo contra a entrada inesperada de pessoa estranha, mas não impede a transferência de uma quota a outro coproprietário, hipótese em que não há ingresso de novo titular no condomínio. </span></span><sup><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">8</span></span></sup></p>
<p>A venda isolada da fração ideal merece cautela. No mercado, quotas de imóveis indivisos geralmente sofrem deságio e atraem menos compradores, sobretudo quando outro condômino ocupa o bem. Em muitos casos, a venda conjunta do imóvel inteiro ou a aquisição interna das quotas preserva melhor o valor patrimonial.</p>
<h2>Uso exclusivo do imóvel e possível cobrança de aluguel</h2>
<p>O fato de um coproprietário permanecer no imóvel não o transforma em proprietário exclusivo. O Código Civil estabelece que cada condômino responde aos outros pelos frutos que recebeu da coisa e pelos danos que causou. Dessa regra decorre, em determinadas circunstâncias, a possibilidade de fixar indenização equivalente ao aluguel em favor de quem foi privado do uso.<sup>9</sup></p>
<p>A cobrança, porém, não é automática. É necessário examinar se houve uso verdadeiramente exclusivo, se o outro titular manifestou oposição, se as quotas estão definidas, se existia autorização gratuita, se a ocupação integra acordo de divórcio ou obrigação alimentar e a partir de qual momento ficou caracterizada a resistência. Notificações extrajudiciais, pedidos formulados no processo e a citação podem ser relevantes para estabelecer o termo inicial da indenização.</p>
<p>Em 2022, ao admitir a extinção de condomínio de imóvel ocupado pela ex-companheira e pelas filhas, o STJ afastou a cobrança de aluguel porque as partes haviam convencionado que ela poderia residir gratuitamente até a venda. Em outro julgamento, de 2024, a corte rejeitou a indenização porque a filha comum também morava no local e porque o percentual do ex-marido ainda estava sendo discutido na ação de partilha. Os precedentes mostram que a presença dos filhos não produz uma resposta invariável: o conteúdo dos alimentos, o acordo anterior, a definição das quotas e a efetiva exclusão do outro coproprietário precisam ser examinados em conjunto.<sup>10</sup></p>
<p>Há ainda situações em que a cobrança seria incompatível com a própria causa da saída do imóvel. O STJ já afastou aluguel em favor de coproprietário retirado da residência por medida protetiva de urgência decorrente de violência doméstica. A análise patrimonial não pode neutralizar a proteção conferida à vítima nem converter o afastamento judicial do agressor em vantagem econômica.<sup>11</sup></p>
<h2>Direito real de habitação do cônjuge ou companheiro sobrevivente</h2>
<p>Nas relações sucessórias, uma das principais limitações à extinção do condomínio é o direito real de habitação. O Código Civil assegura ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, o direito de permanecer no imóvel destinado à residência da família, desde que atendidos os requisitos legais. A jurisprudência estende a proteção ao companheiro sobrevivente.</p>
<p>Em 2025, o STJ reafirmou que, enquanto perdurar esse direito, não cabe a extinção do condomínio nem a alienação judicial do imóvel, tampouco a cobrança de aluguel pelo uso. Por isso, antes de ajuizar demanda entre herdeiros, é indispensável verificar se o bem era a residência familiar, se o sobrevivente reúne os requisitos da proteção e se existe alguma circunstância jurídica capaz de afastá-la.<sup>12</sup></p>
<p>O direito real de habitação tem natureza sucessória. Ele não pode ser transportado automaticamente para o divórcio apenas porque um ex-cônjuge permaneceu na antiga residência do casal. Em 2024, o STJ afastou essa aplicação por analogia e assinalou que a ocupação do imóvel, nas separações, deve ser resolvida na partilha e nas demais relações familiares pertinentes.<sup>13</sup></p>
<h2>IPTU, condomínio, manutenção e benfeitorias</h2>
<p>A copropriedade não envolve apenas direitos. O artigo 1.315 do Código Civil determina que os condôminos concorram, na proporção de suas partes, para as despesas de conservação e suportem os ônus incidentes sobre o bem. Em princípio, IPTU, despesas extraordinárias e reparos necessários devem ser examinados segundo as frações e o benefício comum; consumos pessoais, como água, energia e serviços utilizados exclusivamente pelo ocupante, tendem a permanecer sob sua responsabilidade.</p>
<p>A existência de uso exclusivo pode influenciar o acerto de contas, mas não autoriza soluções mecânicas. Em 2025, o STJ entendeu que o herdeiro obrigado a indenizar os demais pelo uso exclusivo antes da partilha não deveria, pelo mesmo fato, arcar sozinho também com o IPTU, sob pena de dupla compensação. A corte distinguiu essa hipótese daquela em que o ocupante não paga aluguel, situação na qual os encargos podem ser considerados no encontro de contas.<sup>14</sup></p>
<p>Benfeitorias também exigem prova. É preciso demonstrar o gasto, sua natureza, a época da realização, a ciência dos demais e a efetiva valorização ou necessidade para conservação. Reformas de gosto pessoal, executadas sem consulta, não se confundem com reparos indispensáveis. A documentação deve incluir notas fiscais, comprovantes de pagamento, fotografias, projetos e, quando necessário, avaliação técnica.</p>
<h2>Aspectos tributários e registrais</h2>
<p>A forma escolhida para extinguir o condomínio pode produzir efeitos tributários distintos. Se cada interessado recebe exatamente o valor correspondente à própria quota, a operação difere daquela em que um deles recebe parcela superior. Havendo excesso gratuito de meação ou de quinhão, poderá existir incidência de ITCMD; sendo o excesso oneroso, com pagamento ao outro titular, deve ser examinada a incidência de ITBI segundo a legislação do município onde está localizado o imóvel.</p>
<p>No Paraná, por exemplo, a Lei Estadual nº 18.573/2015 disciplina o ITCMD e a Secretaria da Fazenda mantém sistema próprio para declarações causa mortis e inter vivos gratuitas. A qualificação tributária não deve ser presumida apenas pelo nome atribuído ao acordo: o conteúdo econômico da transferência, os valores das quotas e a existência ou não de compensação precisam estar claramente documentados.<sup>15</sup></p>
<p>Depois da extinção, o título deve ser levado ao Registro de Imóveis. Escritura, formal de partilha, carta de adjudicação, sentença ou instrumento homologado somente produzem a atualização plena da titularidade imobiliária quando ingressam na matrícula, observadas as exigências registrais, os tributos e os gravames existentes.</p>
<h2>Documentos que normalmente precisam ser examinados</h2>
<p>A documentação varia conforme a origem da copropriedade, mas a análise inicial costuma abranger:</p>
<p>– Matrícula atualizada e certidão de ônus do imóvel;</p>
<p><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">– Escritura, contrato de aquisição, formal de partilha, carta de adjudicação ou título que originou as frações;</span></span></p>
<p>– Sentença, escritura ou acordo de divórcio e partilha, quando se tratar de ex-cônjuges ou ex-companheiros;</p>
<p><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">– Processo de inventário, plano de partilha e documentos dos herdeiros, quando a origem for sucessória;</span></span></p>
<p>– Comprovantes de IPTU, taxas condominiais, seguro, manutenção, financiamentos e demais encargos;</p>
<p>– Avaliações de mercado e documentos relativos a propostas de compra;</p>
<p>– Provas da ocupação, de eventual locação e dos frutos recebidos;</p>
<p>– Notificações, mensagens e propostas que demonstrem tentativa de composição;</p>
<p>– Documentação das benfeitorias e despesas que se pretende compensar.</p>
<p>A matrícula é o ponto de partida, mas raramente encerra toda a análise. Em imóveis herdados, podem existir inventários ainda não registrados; em divórcios, a decisão pode ter deixado bens para partilha posterior; e, em ambos os casos, gravames, ações judiciais ou divergências de área podem alterar a estratégia.</p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Um herdeiro pode obrigar os demais a vender o imóvel?</h3>
<p><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">Se o inventário já definiu as unidades e o imóvel é indivisível, um dos coproprietários pode pedir a extinção do condomínio e a alienação judicial. Durante o inventário, a destinação do bem deve, em regra, ser tratada na própria partilha, observando-se a oferta entre interessados, a adjudicação ou a venda previstas no Código de Processo Civil.</span></span></p>
<h3>O herdeiro que mora sozinho no imóvel pode impedir a venda?</h3>
<p>A ocupação, por si só, não impede a extinção. Devem ser examinados eventual direito real de habitação, acordo de indivisão, decisão no inventário e outras circunstâncias jurídicas. A simples preferência pessoal por continuar no imóvel não elimina a quota dos demais.</p>
<h3><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">O ex-cônjuge que reside com os filhos é obrigado a pagar aluguel?</span></span></h3>
<p><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">Não há resposta automática. A indenização depende do uso exclusivo, da definição das quotas, da oposição do outro titular, dos alimentos, de acordo anterior e das circunstâncias concretas. A presença dos filhos pode ser relevante, mas não substitui a análise integral da relação patrimonial e familiar.</span></span></p>
<h3>É possível vender apenas a parte ideal?</h3>
<p>Sim, mas, em bem indivisível, os demais condôminos possuem preferência em igualdade de condições quando a venda é dirigida a terceiro. Além disso, frações ideais costumam ter menor liquidez e valor de mercado do que a venda conjunta do imóvel.</p>
<h3>Quem pagou sozinho IPTU e reformas será reembolsado?</h3>
<p>Pode haver direito de ressarcimento ou compensação, mas é necessário comprovar o pagamento, a natureza da despesa, o benefício comum e o contexto da ocupação. Despesas de conservação não recebem o mesmo tratamento de consumos pessoais ou reformas meramente voluntárias.</p>
<h3>O imóvel sempre vai a leilão?</h3>
<p><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">Não. O leilão é uma consequência possível quando o bem é indivisível e não há acordo sobre adjudicação ou venda. Os interessados ​​podem solucionar a questão por compra das cotas, venda particular, mediação ou acordo judicial até etapas avançadas do procedimento, desde que preservados os direitos de todos.</span></span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A extinção de condomínio é instrumento destinado a encerrar uma copropriedade que perdeu sua função prática. Entre herdeiros, ela exige distinguir a herança ainda indivisa do condomínio estabelecido após a partilha. Entre ex-cônjuges, depende da definição prévia dos bens comunicáveis e das quotas. Em ambos os casos, a titularidade, a ocupação, os encargos, as benfeitorias, os tributos e os direitos protetivos devem ser examinados de maneira conjunta.</p>
<p>A solução consensual costuma preservar melhor o valor do patrimônio e reduzir o desgaste pessoal. Quando ela não é possível, a lei oferece meios para que nenhum titular permaneça indefinidamente preso ao bem comum. A escolha do procedimento adequado, porém, exige análise documental e registral, especialmente quando há inventário em curso, filhos residindo no imóvel, direito real de habitação, financiamento ou divergência sobre as frações.</p>
<p><strong><em>**Este conteúdo possui finalidade exclusivamente informativa e não substitui a análise jurídica individualizada dos documentos, do título de propriedade e das circunstâncias de cada copropriedade. Havendo dúvidas consulte um profissional habilitado de sua confiança.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Notas técnicas</h2>
<ol>
<li><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">Código Civil, arts. 1.314, 1.315, 1.319, 1.320, 1.321 e 1.322. Os dispositivos regulam o uso da coisa, as despesas, a responsabilidade pelos frutos, o direito à divisão e a alienação do bem indivisível.</span></span></li>
<li><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">Código Civil, art. 1.791 e parágrafo único. Até a partilha, a herança é considerada unitária e o direito dos coerdeiros à propriedade e à posse é indivisível, aplicando-se, no que couber, as normas do condomínio.</span></span></li>
<li><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">Código de Processo Civil, arts. 648 e 649. A partilha deve buscar igualdade, prevenção de litígios e comodidade; bens sem divisão cômoda podem ser arrematados entre os interessados ​​ou vendidos judicialmente, salvo acordo para adjudicação comum.</span></span></li>
<li>STJ, REsp 1.813.862/SP, Terceira Turma. O registro do formal de partilha não foi considerado requisito para o ajuizamento da ação de divisão ou extinção de condomínio depois de definida a copropriedade entre os herdeiros.</li>
<li>Código Civil, art. 1.581; Código de Processo Civil, art. 731, parágrafo único. O divórcio pode ser decretado antes da partilha, que será realizada posteriormente se não houver acordo.</li>
<li>STJ, REsp 1.852.807/PR, Terceira Turma, julgado em 2022. A permanência da ex-companheira com as filhas no imóvel não impediu a extinção do condomínio e a alienação judicial.</li>
<li>Código de Processo Civil, arts. 725, IV e V, e 730. O pedido de alienação da coisa comum segue a jurisdição voluntária; na ausência de acordo sobre o modo de alienação, o juiz determina leilão.</li>
<li>Código Civil, art. 504. Conforme a jurisprudência do STJ, a preferência legal não se aplica quando a fração é alienada a outro condômino, pois nessa hipótese não há ingresso de terceiro estranho na copropriedade.</li>
<li>Código Civil, art. 1.319. A jurisprudência do STJ admite indenização pela fruição exclusiva quando um coproprietário impede o outro de exercer o uso, desde que sejam examinadas a definição das quotas, a oposição e as circunstâncias da posse.</li>
<li>STJ, REsp 1.852.807/PR e REsp 2.082.584/SP. Os julgados adotaram soluções distintas em razão do acordo de ocupação, da residência dos filhos e da indefinição da fração, evidenciando a natureza casuística do arbitramento de aluguel entre ex-cônjuges.</li>
<li>STJ, REsp 1.966.556/SP, Terceira Turma, julgado em 2022. Foi afastado o arbitramento de aluguel em favor do coproprietário retirado do imóvel por medida protetiva de urgência.</li>
<li>Código Civil, art. 1.831; STJ, REsp 2.189.529/SP, Terceira Turma, julgado em 2025. Enquanto perdurar o direito real de habitação, a orientação reafirmada pelo tribunal impede a extinção do condomínio, a venda judicial e a cobrança de aluguel sobre o imóvel protegido.</li>
<li>STJ, decisão da Terceira Turma divulgada em 14 ago. 2024. O direito real de habitação possui natureza sucessória e não se aplica por analogia ao ex-cônjuge em razão do divórcio.</li>
<li>STJ, Quarta Turma, julgamento divulgado em 7 abr. 2025. O herdeiro que já indeniza os demais pelo uso exclusivo não deve suportar sozinho o IPTU pelo mesmo fundamento, para evitar dupla compensação.</li>
<li>Paraná, Lei Estadual nº 18.573/2015; Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná, orientações do ITCMD; Município de Curitiba, serviço de ITBI para atos judiciais e extrajudiciais. A tributação depende da natureza gratuita ou onerosa do excesso e da legislação aplicável ao local do imóvel.</li>
</ol>
<h2></h2>
<h2>Referências normativas, jurisprudenciais e doutrinárias</h2>
<p>BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Código Civil. Especialmente arts. 504, 1.314 a 1.325, 1.581, 1.791 e 1.831. Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm" target="_blank" rel="noopener">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm</a>. Acesso em: 18 jul. 2026.</p>
<p>BRASIL. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Especialmente arts. 647 a 655, 725 e 730 a 733. Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm" target="_blank" rel="noopener">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm</a>. Acesso em: 18 jul. 2026.</p>
<p>PARANÁ. Lei nº 18.573, de 30 de setembro de 2015. Institui o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos &#8211; ITCMD. Disponível em: <a href="https://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/exibirAto.do?action=iniciarProcesso&amp;codAto=147423" target="_blank" rel="noopener">https://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/exibirAto.do?action=iniciarProcesso&amp;codAto=147423</a>. Acesso em: 18 jul. 2026.</p>
<p>PARANÁ. Secretaria de Estado da Fazenda. ITCMD: informações e acesso ao sistema declaratório. Disponível em: <a href="https://www.fazenda.pr.gov.br/Pagina/ITCMD" target="_blank" rel="noopener">https://www.fazenda.pr.gov.br/Pagina/ITCMD</a>. Acesso em: 19 jul. 2026.</p>
<p>CURITIBA. Prefeitura Municipal. ITBI &#8211; Judicial e Extrajudicial. Disponível em: <a href="https://www.curitiba.pr.gov.br/busca/?filtro=1&amp;termo=itbi" target="_blank" rel="noopener">https://www.curitiba.pr.gov.br/busca/?filtro=1&amp;termo=itbi</a>. Acesso em: 19 jul. 2026.</p>
<p>SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Herdeiro não depende de registro formal da partilha do imóvel para propor extinção do condomínio. REsp 1.813.862/SP. 1º mar. 2021. Disponível em: <a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/01032021-Herdeiro-nao-depende-de-registro-formal-da-partilha-do-imovel-para-propor-extincao-do-condominio.aspx" target="_blank" rel="noopener">https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/01032021-Herdeiro-nao-depende-de-registro-formal-da-partilha-do-imovel-para-propor-extincao-do-condominio.aspx</a>. Acesso em: 19 jul. 2026.</p>
<p>SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Direito de preferência não se aplica na venda de fração de imóvel entre coproprietários. 29 maio 2018. Disponível em: <a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias-antigas/2018/2018-05-29_08-22_Direito-de-preferencia-nao-se-aplica-na-venda-de-fracao-de-imovel-entre-coproprietarios.aspx" target="_blank" rel="noopener">https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias-antigas/2018/2018-05-29_08-22_Direito-de-preferencia-nao-se-aplica-na-venda-de-fracao-de-imovel-entre-coproprietarios.aspx</a>. Acesso em: 20 jul. 2026.</p>
<p>SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Ex-companheiro ficar no imóvel com os filhos do casal não afasta direito do outro à extinção do condomínio. REsp 1.852.807/PR. 17 jun. 2022. Disponível em: <a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/17062022-Ex-companheiro-ficar-no-imovel-com-os-filhos-do-casal-nao-afasta-direito-do-outro-a-extincao-do-condominio-.aspx" target="_blank" rel="noopener">https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/17062022-Ex-companheiro-ficar-no-imovel-com-os-filhos-do-casal-nao-afasta-direito-do-outro-a-extincao-do-condominio-.aspx</a>. Acesso em: 20 jul. 2026.</p>
<p>SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Mulher que mora com a filha não terá de indenizar ex-marido pelo uso de imóvel comum. REsp 2.082.584/SP. 16 jul. 2024. Disponível em: <a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2024/16072024-Mulher-que-mora-com-a-filha-nao-tera-de-indenizar-ex-marido-pelo-uso-de-imovel-comum.aspx" target="_blank" rel="noopener">https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2024/16072024-Mulher-que-mora-com-a-filha-nao-tera-de-indenizar-ex-marido-pelo-uso-de-imovel-comum.aspx</a>. Acesso em: 20 jul. 2026.</p>
<p>SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Direito real de habitação não pode ser exercido por ex-cônjuge em caso de divórcio. 14 ago. 2024. Disponível em: <a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2024/14082024-Direito-real-de-habitacao-nao-pode-ser-exercido-por-ex-conjuge-em-caso-de-divorcio.aspx" target="_blank" rel="noopener">https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2024/14082024-Direito-real-de-habitacao-nao-pode-ser-exercido-por-ex-conjuge-em-caso-de-divorcio.aspx</a>. Acesso em: 20 jul. 2026.</p>
<p>SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Direito real de habitação impede extinção do condomínio e alienação do imóvel. REsp 2.189.529/SP. 3 set. 2025. Disponível em: <a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/paginas/comunicacao/noticias/2025/03092025-direito-real-de-habitacao-impede-extincao-do-condominio-e-alienacao-do-imovel.aspx" target="_blank" rel="noopener">https://www.stj.jus.br/sites/portalp/paginas/comunicacao/noticias/2025/03092025-direito-real-de-habitacao-impede-extincao-do-condominio-e-alienacao-do-imovel.aspx</a>. Acesso em: 20 jul. 2026.</p>
<p><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Herdeiro que paga aluguel pelo uso exclusivo de imóvel antes da partilha não arca sozinho com IPTU. 7 abr. 2025. Disponível em: </span></span><a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2025/07042025-Herdeiro-que-paga-aluguel-pelo-uso-exclusivo-de-imovel-antes-da-partilha-nao-arca-sozinho-com-IPTU.aspx" target="_blank" rel="noopener"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2025/07042025-Herdeiro-que-paga-aluguel-pelo-uso-exclusivo-de-imovel-antes-da-partilha-nao-arca-sozinho-com-IPTU.aspx</span></span></a><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"> . Acesso em: 26 jul. 2026.</span></span></p>
<p>SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Não é cabível arbitramento de aluguel em favor de coproprietário afastado do imóvel por medida protetiva. REsp 1.966.556/SP. 7 mar. 2022. Disponível em: <a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/07032022-Nao-e-cabivel-arbitramento-de-aluguel-em-favor-de-coproprietario-afastado-do-imovel-por-medida-protetiva-.aspx" target="_blank" rel="noopener">https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/07032022-Nao-e-cabivel-arbitramento-de-aluguel-em-favor-de-coproprietario-afastado-do-imovel-por-medida-protetiva-.aspx</a>. Acesso em: 26 jul. 2026.</p>
<p>FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson. Curso de Direito Civil: Reais. v. 5. 22. ed. Salvador: JusPodivm, 2026. Disponível em: <a href="https://juspodivmdigital.com.br/cdn/pdf/JUS5136-Degustacao.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://juspodivmdigital.com.br/cdn/pdf/JUS5136-Degustacao.pdf</a>. Acesso em: 26 jul. 2026.</p>
<p>TARTUCE, Flávio. Direito Civil: Direito das Coisas. v. 4. 18. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2026. Disponível em: <a href="https://www.grupogen.com.br/livro-direito-civil-vol-4-18-edicao-2026-flavio-tartuce-editora-forense-9788530998776" target="_blank" rel="noopener">https://www.grupogen.com.br/livro-direito-civil-vol-4-18-edicao-2026-flavio-tartuce-editora-forense-9788530998776</a>. Acesso em: 26 jul. 2026.</p>
<p>TARTUCE, Flávio. Direito Civil: Direito das Sucessões. v. 6. 19. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2026. Disponível em: <a href="https://www.grupogen.com.br/livro-direito-civil-vol-6-19-edicao-2026-flavio-tartuce-editora-forense-9788530998813" target="_blank" rel="noopener">https://www.grupogen.com.br/livro-direito-civil-vol-6-19-edicao-2026-flavio-tartuce-editora-forense-9788530998813</a>. Acesso em: 26 jul. 2026.</p>
<p>MADALENO, Rolf. Manual de Direito de Família. 5. ed. Salvador: JusPodivm, 2026. Disponível em: <a href="https://www.editorajuspodivm.com.br/manual-de-direito-de-familia-2026-madaleno" target="_blank" rel="noopener">https://www.editorajuspodivm.com.br/manual-de-direito-de-familia-2026-madaleno</a>. Acesso em: 26 jul. 2026.</p>
<p><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">DIAS, Maria Berenice. Manual de Direito das Famílias. 17. ed. Salvador: JusPodivm, 2025. Disponível em: </span></span><a href="https://www.editorajuspodivm.com.br/manual-de-direito-das-familias-2025" target="_blank" rel="noopener"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">https://www.editorajuspodivm.com.br/manual-de-direito-das-familias-2025</span></span></a><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"> . Acesso em: 26 jul. 2026.</span></span></p>
<p>ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. Provimento nº 205/2021. Dispõe sobre publicidade e informação da advocacia. Disponível em: <a href="https://www.oab.org.br/leisnormas/legislacao/provimentos/205-2021" target="_blank" rel="noopener">https://www.oab.org.br/leisnormas/legislacao/provimentos/205-2021</a>. Acesso em: 26 jul. 2026.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autoria</p>
<p><strong>Lidiane Rufatto</strong></p>
<p>Advogada &#8211; OAB/PR 44.484</p>
<p>Gaspar e Rufatto Advogados</p>
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		<item>
		<title>Imóvel quitado, mas sem escritura: adjudicação compulsória extrajudicial</title>
		<link>https://gasparerufattoadvogados.com.br/imovel-quitado-mas-sem-escritura-adjudicacao-compulsoria-extrajudicial/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=imovel-quitado-mas-sem-escritura-adjudicacao-compulsoria-extrajudicial</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lidiane]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 20:26:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imobiliário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Views: 14Quando cabe a adjudicação compulsória extrajudicial Regularização de imóveis pela via do Registro de Imóveis Lidiane Rufatto &#124; Advogada &#8211; OAB/PR 44.484  A compra de um imóvel nem sempre termina no momento em que o preço é pago e as chaves são entregues. Há situações em que o comprador cumpre integralmente o contrato, passa&#8230;&#160;<a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/imovel-quitado-mas-sem-escritura-adjudicacao-compulsoria-extrajudicial/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Imóvel quitado, mas sem escritura: adjudicação compulsória extrajudicial</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Views: 14</p><h1 style="text-align: left;"><strong>Quando cabe a adjudicação compulsória extrajudicial</strong></h1>
<p style="text-align: left;"><em>Regularização de imóveis pela via do Registro de Imóveis</em></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Lidiane Rufatto | Advogada &#8211; OAB/PR 44.484</strong></p>
<p style="text-align: left;"> A compra de um imóvel nem sempre termina no momento em que o preço é pago e as chaves são entregues. Há situações em que o comprador cumpre integralmente o contrato, passa a ocupar o bem e assume despesas como IPTU e condomínio, mas a matrícula permanece em nome do vendedor. O problema costuma ficar oculto durante anos e somente aparece quando se pretende vender, financiar, inventariar ou oferecer o imóvel em garantia.</p>
<p style="text-align: left;">Do ponto de vista jurídico, essa diferença entre a realidade do negócio e a situação registral é relevante. No sistema brasileiro, a propriedade imobiliária não se transfere apenas com o pagamento ou com a assinatura de um contrato particular. A transmissão entre vivos depende do registro do título no Cartório de Registro de Imóveis; enquanto isso não ocorre, o alienante continua sendo considerado proprietário perante o registro.<sup>1</sup></p>
<p style="text-align: left;">Quando a escritura definitiva não é outorgada, a adjudicação compulsória pode ser o instrumento adequado para completar a transferência. Desde 2022, a Lei de Registros Públicos admite que o pedido seja processado diretamente no Registro de Imóveis, sem afastar a possibilidade de ajuizamento da ação judicial.<sup>2</sup></p>
<h2 style="text-align: left;">O que a adjudicação compulsória resolve</h2>
<p style="text-align: left;">A adjudicação compulsória não cria uma compra que nunca existiu. Sua finalidade é dar cumprimento a uma obrigação de transmitir a propriedade já assumida em negócio anterior. Em termos simples, existe contrato, houve cumprimento pelo adquirente e falta apenas a formalização que deveria ter sido praticada pelo vendedor, pelo cedente ou por seus sucessores.</p>
<p style="text-align: left;">A disciplina administrativa do Conselho Nacional de Justiça alcança promessas de compra e venda, promessas de permuta, cessões e promessas de cessão, desde que não haja direito de arrependimento ainda exercitável. Podem requerer o procedimento adquirentes, transmitentes, cedentes, cessionários e sucessores, sempre com assistência de advogado ou defensor público e procuração específica.<sup>3</sup></p>
<p style="text-align: left;">Essa via é especialmente útil em contratos antigos, negócios celebrados por instrumento particular, aquisições feitas de loteadoras ou construtoras que encerraram suas atividades e cadeias sucessivas de cessões. Também pode ser cogitada quando o vendedor faleceu, quando não é localizado ou quando, embora encontrado, deixa de comparecer para concluir a transferência.</p>
<h2 style="text-align: left;">Contrato particular e “contrato de gaveta”</h2>
<p style="text-align: left;">A expressão “contrato de gaveta” é utilizada para documentos muito diferentes entre si. Alguns contêm todas as informações essenciais do negócio, identificam corretamente o imóvel e registram o pagamento. Outros são recibos incompletos, sem descrição suficiente do bem, sem assinatura de quem constava como proprietário ou sem prova da sequência de cessões. Por isso, o nome dado ao documento importa menos do que seu conteúdo.</p>
<p style="text-align: left;">A lei dispensa o registro prévio da promessa de compra e venda ou da cessão para o deferimento da adjudicação compulsória extrajudicial. Também não exige prova da regularidade fiscal do promitente vendedor. A dispensa, contudo, não elimina a necessidade de demonstrar com segurança a origem do direito, a identificação do imóvel, o cumprimento da obrigação do comprador e a ligação entre o negócio apresentado e a pessoa que figura na matrícula.<sup>4</sup></p>
<p style="text-align: left;">Quando houve mais de uma cessão, o último adquirente deve apresentar a cadeia documental completa. Não é suficiente demonstrar apenas que recebeu os direitos de alguém; é necessário reconstruir como esses direitos partiram do proprietário registral e chegaram ao requerente. A continuidade é um dos pilares do registro imobiliário e não pode ser suprida por mera narrativa desacompanhada de documentos.</p>
<h2 style="text-align: left;">O pagamento integral precisa ser demonstrado</h2>
<p style="text-align: left;">A prova do adimplemento é central. A ata notarial deve registrar os elementos que comprovam o pagamento do preço ou o cumprimento da contraprestação prevista no contrato. Podem ser examinados recibos, transferências bancárias, mensagens em que se reconheça a quitação, declarações fiscais, termos de quitação e outros documentos cuja origem possa ser confirmada.<sup>5</sup></p>
<p style="text-align: left;">Em contratos antigos, é comum que os comprovantes estejam dispersos ou tenham sido perdidos. Nessa hipótese, a análise jurídica deve ser prudente. A posse prolongada, o pagamento de tributos e a realização de benfeitorias ajudam a compreender a história do imóvel, mas nem sempre substituem a prova de quitação exigida para a adjudicação. Dependendo do conjunto disponível, a usucapião ou a ação judicial podem ser mais adequadas.</p>
<h2 style="text-align: left;">Como o procedimento é iniciado</h2>
<p style="text-align: left;">O pedido é apresentado ao Registro de Imóveis da atual circunscrição do bem. Antes disso, o advogado examina a matrícula, o instrumento contratual, os comprovantes de pagamento, a qualificação das partes e eventuais ônus ou restrições. Essa etapa inicial evita que o procedimento seja instaurado com vícios que já poderiam ter sido identificados.</p>
<p style="text-align: left;">A ata notarial é lavrada por tabelião de notas. Nela devem constar, entre outros elementos, a identificação do imóvel, o histórico das cessões e sucessões, a prova do pagamento, as providências que deveriam ter sido adotadas para a transmissão e a caracterização do inadimplemento. A ata não transfere a propriedade e não substitui o registro; ela documenta os fatos e integra a instrução do pedido.<sup>6</sup></p>
<p style="text-align: left;">O requerimento inicial deve indicar as partes, descrever o imóvel, apresentar o histórico do negócio, informar a inexistência de processo judicial impeditivo e pedir a notificação do requerido. A regulamentação nacional exige que o pedido seja instruído com a ata notarial e com o instrumento em que se funda a adjudicação. A apresentação pode ser física ou eletrônica, inclusive por meio do Sistema Eletrônico dos Registros Públicos.<sup>7</sup></p>
<h2 style="text-align: left;">Notificação do vendedor e consequências do silêncio</h2>
<p style="text-align: left;">Depois de verificar que o requerimento preenche os requisitos iniciais, o Registro de Imóveis notifica o vendedor ou quem deva praticar o ato de transmissão. O prazo regulamentar é de 15 dias úteis para que o notificado concorde com a transferência ou apresente impugnação acompanhada de suas razões e documentos.</p>
<p style="text-align: left;">O silêncio não equivale, de forma automática e irrestrita, à assinatura da escritura. A norma estabelece que a ausência de manifestação pode gerar presunção de veracidade quanto à alegação de inadimplemento. O registrador ainda terá de qualificar o título, examinar a documentação e verificar se os requisitos legais foram atendidos.<sup>8</sup></p>
<h2 style="text-align: left;">Vendedor falecido, empresa extinta ou endereço desconhecido</h2>
<p style="text-align: left;">A morte do vendedor não impede, por si só, a adjudicação extrajudicial. Se houver inventário, a notificação é dirigida ao inventariante. Não havendo inventário, podem ser notificados os herdeiros legais, desde que sejam comprovados o óbito, a qualidade sucessória e a inexistência de inventário judicial ou extrajudicial.<sup>9</sup></p>
<p style="text-align: left;">Quando a vendedora era pessoa jurídica já extinta, a notificação pode ser enviada ao liquidante ou ao último administrador conhecido. Se essas pessoas não forem identificadas ou estiverem em local incerto, admite-se a notificação por edital.</p>
<p style="text-align: left;">A notificação editalícia não deve ser utilizada como primeiro recurso. O requerente precisa demonstrar que esgotou os meios ordinários de localização. Confirmada a impossibilidade de notificação pessoal, o edital é publicado duas vezes, com intervalo de 15 dias úteis, em jornal impresso ou eletrônico, às expensas do requerente.<sup>10</sup></p>
<h2 style="text-align: left;">O que acontece se houver impugnação</h2>
<p style="text-align: left;">A existência de impugnação não encerra necessariamente o procedimento. O oficial pode afastar manifestações que não exponham razões mínimas, tratem de matéria estranha à adjudicação ou tenham caráter manifestamente protelatório. Se a controvérsia for acolhida, ou se houver recurso contra a rejeição, os autos são encaminhados ao juízo competente para exame específico da procedência da impugnação.</p>
<p style="text-align: left;">Esse encaminhamento não transforma automaticamente o pedido em ação judicial comum. O juiz decide a questão administrativa relativa à impugnação: se a acolher, determina a extinção do procedimento; se a rejeitar, ordena a retomada perante o Registro de Imóveis.<sup>11</sup></p>
<p style="text-align: left;">Controvérsias mais profundas — como alegação de falsidade contratual, discussão relevante sobre o pagamento, simulação, fraude, incapacidade das partes ou necessidade de prova pericial — costumam indicar a conveniência da via judicial, na qual há maior amplitude probatória.</p>
<h2 style="text-align: left;">Documentos que normalmente são examinados</h2>
<p style="text-align: left;">A relação de documentos varia conforme o histórico do imóvel. Em uma análise inicial, costumam ser necessários:</p>
<ul>
<li>matrícula atualizada do imóvel e, quando necessário, certidões de registros anteriores;</li>
<li>promessa de compra e venda, compromisso, cessões de direitos, promessas de cessão ou documentos sucessórios;</li>
<li>recibos, transferências, termos de quitação e demais provas do pagamento;</li>
<li>documentos pessoais, certidões de casamento, divórcio ou união estável, conforme o caso;</li>
<li>certidões dos distribuidores forenses relacionadas ao contrato e às partes;</li>
<li>documentos de óbito, inventário ou identificação de herdeiros, se houver falecimento;</li>
<li>atos societários, baixa da empresa e identificação de administradores, quando a parte for pessoa jurídica;</li>
<li>ata notarial e procuração com poderes específicos;</li>
<li>comprovante do ITBI no momento indicado pelo Registro de Imóveis.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">O registrador pode formular exigências complementares. Se o imóvel estiver descrito de maneira insuficiente, houver divergência de nomes, estado civil, medidas ou numeração, poderá ser necessária a retificação ou a apresentação de outros documentos antes do registro.</p>
<h2 style="text-align: left;">Ônus, indisponibilidade e débitos do imóvel</h2>
<p style="text-align: left;">A existência de ônus na matrícula deve ser analisada caso a caso. Direitos reais, gravames e restrições que não impediriam uma alienação voluntária não afastam necessariamente a adjudicação. A indisponibilidade, porém, impede o deferimento enquanto não for cancelada. A regulamentação também prevê que, para unidades em condomínio edilício, a prova prévia de pagamento das cotas condominiais não é requisito do procedimento.<sup>12</sup></p>
<p style="text-align: left;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">Isso não significa que dívidas deixam de existir. A adjudicação regulariza a titularidade, mas não apaga automaticamente obrigações tributárias, condominiais ou garantias registradas. Antes de prosseguir, é recomendável verificar os efeitos patrimoniais de cada ônus e a responsabilidade do adquirente.</span></span></p>
<h2 style="text-align: left;">ITBI e custos</h2>
<p style="text-align: left;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">O imposto de transmissão deve ser comprovado antes da lavratura do registro. Pelo Código Nacional de Normas, depois de superadas as demais questões, o oficial notifica o requerente para apresentar o pagamento do ITBI no prazo de cinco dias úteis, admitido o sobrestamento em caso de justo impedimento. </span></span><sup><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">13</span></span></sup></p>
<p style="text-align: left;">Além do tributo, o procedimento envolve emolumentos da ata notarial e do Registro de Imóveis, certidões, notificações e honorários advocatícios. O custo depende do valor do bem, da tabela estadual, do número de interessados e da complexidade da cadeia documental. Não existe uma estimativa segura sem o exame prévio do caso.</p>
<h2 style="text-align: left;">Quando a adjudicação extrajudicial não é a melhor via</h2>
<p style="text-align: left;">A desjudicialização não deve ser confundida com uma solução automática. A via extrajudicial é adequada quando os fatos essenciais podem ser demonstrados documentalmente e a qualificação registral oferece segurança para a transferência. Se o próprio contrato é contestado, se não há prova suficiente do pagamento, se o imóvel não pode ser identificado ou se a controvérsia exige ampla produção de provas, o processo judicial tende a ser mais apropriado.</p>
<p style="text-align: left;">Também é necessário diferenciar adjudicação compulsória de usucapião. A primeira decorre de uma obrigação contratual de transmitir o domínio. A segunda se funda na posse exercida durante o prazo e nas condições previstas em lei. A escolha errada pode aumentar custos e prolongar a regularização.</p>
<h2 style="text-align: left;">Por que não convém adiar a regularização</h2>
<p style="text-align: left;">Enquanto o registro não é concluído, o imóvel continua formalmente vinculado ao patrimônio do vendedor. Isso pode gerar dificuldades diante de falecimento, inventário, penhora, indisponibilidade, dissolução de empresa ou novas alienações. Quanto mais tempo passa, maior o risco de perda de documentos e de multiplicação das pessoas que precisarão ser localizadas.</p>
<p style="text-align: left;">A regularização também é indispensável para que o proprietário possa vender o bem com segurança, obter financiamento, oferecê-lo em garantia ou incluí-lo corretamente em planejamento sucessório. O contrato quitado é um ponto de partida importante; a matrícula em nome do adquirente é o que encerra juridicamente a transferência.</p>
<h2 style="text-align: left;">Perguntas frequentes</h2>
<p style="text-align: left;"><strong>Quem pagou o imóvel e recebeu as chaves já é proprietário?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Há direitos decorrentes do contrato e da posse, mas a propriedade imobiliária entre vivos somente se transfere com o registro do título na matrícula.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>É obrigatório que o contrato tenha sido registrado?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Não. A Lei de Registros Públicos dispensa o registro prévio da promessa ou da cessão para a adjudicação compulsória extrajudicial. Ainda assim, o documento deve ser apto a demonstrar o negócio e a cadeia de titularidade.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>O vendedor precisa concordar?</strong></p>
<p style="text-align: left;">A concordância facilita o procedimento, mas sua ausência não impede, por si só, o pedido. Ele será notificado e poderá impugnar. O silêncio pode produzir presunção quanto ao inadimplemento, sem afastar a análise do registrador.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>É possível proceder se o vendedor morreu?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Sim, em determinadas situações. Havendo inventário, notifica-se o inventariante. Sem inventário, podem ser notificados os herdeiros, desde que a sucessão esteja documentalmente comprovada.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Quanto tempo demora?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Não há prazo único. A duração depende da documentação, da localização dos interessados, de eventuais exigências, da ocorrência de impugnação e do recolhimento do imposto.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>A adjudicação extrajudicial impede o processo judicial?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Não. A lei preserva a via jurisdicional. A escolha deve considerar a qualidade da prova e a natureza da controvérsia.</p>
<h2 style="text-align: left;">Considerações finais</h2>
<p style="text-align: left;">A adjudicação compulsória extrajudicial tornou-se um instrumento relevante para corrigir situações em que o negócio foi cumprido, mas a propriedade não chegou ao registro. Seu êxito depende menos do nome atribuído ao contrato e mais da consistência do conjunto documental.</p>
<p style="text-align: left;">Antes de iniciar o procedimento, é necessário reconstruir a história do imóvel, conferir a matrícula, identificar todos os participantes do negócio e avaliar se existe prova suficiente da quitação. Essa análise também permite reconhecer, desde o início, quando a via judicial ou outro mecanismo de regularização oferece maior segurança.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Nota: </strong>Este artigo possui finalidade exclusivamente informativa e não substitui a análise jurídica individualizada do contrato, da matrícula e das circunstâncias do imóvel.</p>
<h2 style="text-align: left;">Notas técnicas</h2>
<ol>
<li>BRASIL. Código Civil, art. 1.245, caput e § 1º: a propriedade imobiliária se transfere pelo registro do título translativo; até o registro, o alienante continua havido como dono.</li>
<li>BRASIL. Lei nº 6.015/1973, art. 216-B, incluído pela Lei nº 14.382/2022. A norma preserva a via judicial e admite o processamento extrajudicial perante o Registro de Imóveis da situação do bem.</li>
<li>CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Provimento nº 150/2023, arts. 440-B, 440-C e 440-E do Código Nacional de Normas da Corregedoria Nacional de Justiça &#8211; Foro Extrajudicial.</li>
<li>BRASIL. Lei nº 6.015/1973, art. 216-B, § 2º: o deferimento independe do registro prévio da promessa ou cessão e da comprovação da regularidade fiscal do promitente vendedor.</li>
<li><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Provimento nº 150/2023, art. 440-G inc. III e § 6º, que exemplifica meios de prova da quitação, como mensagens, comprovantes bancários, declarações fiscais e recibos confirmáveis.</span></span></li>
<li>BRASIL. Lei nº 6.015/1973, art. 216-B, § 1º, inc. III; CNJ, Provimento nº 150/2023, arts. 440-F e 440-G. A ata notarial instrui o pedido, mas não constitui título de propriedade.</li>
<li>CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Provimento nº 150/2023, arts. 440-K, 440-L e 440-M. O requerimento deve atender, no que couber, aos requisitos do art. 319 do CPC e ser instruído com a ata notarial e o instrumento do negócio jurídico.</li>
<li><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Provimento nº 150/2023, arts. 440-R em 440-T. O requerido é notificado para, em 15 dias úteis, anuir ou impugnar; silêncio pode implicar presunção de veracidade da alegação de inadimplemento.</span></span></li>
<li>CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Provimento nº 150/2023, art. 440-W. Havendo inventário, basta a notificação do inventariante; inexistindo inventário, podem ser notificados os herdeiros legais, mediante comprovação.</li>
<li>CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Provimento nº 150/2023, arts. 440-O e 440-X. A notificação por edital pressupõe o esgotamento dos meios ordinários de localização e duas publicações com intervalo de 15 dias úteis.</li>
<li>CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Provimento nº 150/2023, arts. 440-AB a 440-AE. O juízo competente examina especificamente a procedência da impugnação na instância administrativa.</li>
<li>CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Provimento nº 150/2023, arts. 440-AG a 440-AJ. A indisponibilidade impede o deferimento enquanto não cancelada; para unidade em condomínio edilício, não se exige prova prévia de quitação das cotas comuns.</li>
<li>CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Provimento nº 150/2023, art. 440-AL. O imposto de transmissão deve ser comprovado antes do registro, no prazo de cinco dias úteis após a notificação do oficial, salvo justo impedimento.</li>
</ol>
<h2></h2>
<h2 style="text-align: left;">Referências normativas e fontes consultadas</h2>
<p style="text-align: left;">BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Código Civil. Arts. 1.245, 1.417 e 1.418. Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm" target="_blank" rel="noopener">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm</a>. Acesso em: 26 jul. 2026.</p>
<p style="text-align: left;">BRASIL. Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973. Lei de Registros Públicos. Art. 216-B. Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6015compilada.htm" target="_blank" rel="noopener">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6015compilada.htm</a>. Acesso em: 26 jul. 2026.</p>
<p style="text-align: left;">BRASIL. Lei nº 14.382, de 27 de junho de 2022. Dispõe sobre o Sistema Eletrônico dos Registros Públicos e altera a Lei de Registros Públicos. Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14382.htm" target="_blank" rel="noopener">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14382.htm</a>. Acesso em: 26 jul. 2026.</p>
<p style="text-align: left;">CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Provimento nº 149, de 30 de agosto de 2023. Institui o Código Nacional de Normas da Corregedoria Nacional de Justiça &#8211; Foro Extrajudicial. Disponível em: <a href="https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/5243" target="_blank" rel="noopener">https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/5243</a>. Acesso em: 26 jul. 2026.</p>
<p style="text-align: left;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Provimento nº 150, de 11 de setembro de 2023. Regulamenta a adjudicação compulsória extrajudicial e inclui os arts. 440-A a 440-AM no Código Nacional de Normas. Disponível em: </span></span><a href="https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/5258" target="_blank" rel="noopener"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/5258</span></span></a><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"> . Acesso em: 26 jul. 2026.</span></span></p>
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		<item>
		<title>22 Indícios de que a sua empresa está operando com prejuízo</title>
		<link>https://gasparerufattoadvogados.com.br/22-indicios-de-que-a-sua-empresa-esta-operando-com-prejuizo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=22-indicios-de-que-a-sua-empresa-esta-operando-com-prejuizo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Antonio Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 23:48:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresarial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Views: 12&#160; A empresa está afundada em dívidas e tem sócio querendo pular fora do negócio? As margens de lucros são pequenas e as dívidas já se tornaram impagáveis? Não está encontrando caminhos capazes de fazer a empresa voltar a dar lucros? As vendas e o consumo dos seus produtos ou serviços estão reduzindo com&#8230;&#160;<a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/22-indicios-de-que-a-sua-empresa-esta-operando-com-prejuizo/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">22 Indícios de que a sua empresa está operando com prejuízo</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Views: 12</p><p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>A empresa está afundada em dívidas e tem sócio querendo pular fora do negócio?</li>
<li>As margens de lucros são pequenas e as dívidas já se tornaram impagáveis?</li>
<li>Não está encontrando caminhos capazes de fazer a empresa voltar a dar lucros?</li>
<li>As vendas e o consumo dos seus produtos ou serviços estão reduzindo com o passar dos tempos?</li>
<li>A empresa deve para bancos e está necessitando de novos empréstimos para manter o negócio?</li>
<li>Existem tributos parcelados, em atraso e a empresa não consegue pagar os tributos do mês?</li>
<li>Os clientes não procuram seus produtos ou serviços, conforme antes ocorria?</li>
<li>Os avisos de protestos passaram a chegar diariamente, onde alguns são pagos, outros não?</li>
<li>Fornecedores já distribuíram ações de cobranças ou execuções de dívidas?</li>
<li>Os seus estoques e ou as matérias primas estão reduzindo a cada dia, por falta de recursos?</li>
<li>Existem tributos parcelados, em atraso e a empresa não consegue pagar os tributos do mês?</li>
<li>Os clientes não procuram seus produtos ou serviços, conforme antes ocorria?</li>
<li>Os avisos de protestos passaram a chegar diariamente, onde alguns são pagos, outros não?</li>
<li>Fornecedores já distribuíram ações de cobranças ou execuções de dívidas?</li>
<li>Os seus estoques e ou as matérias primas estão reduzindo a cada dia, por falta de recursos?</li>
<li>Os Profissionais mais bem qualificados foram dispensados ou substituídos para redução de custos?</li>
<li>A empresa têm registros negativos no CNPJ e só compra avista por falta de crédito no mercado?</li>
<li>Os sócios já venderam bens pessoais e fizeram dívidas para injetar dinheiro na empresa?</li>
<li>Para levantar dinheiro a empresa passou a vender imóveis, veículos, caminhões, máquinas e equipamentos?</li>
<li>Os sócios não se entendem em relação ao destino a ser dado ao negócio?</li>
<li>O negócio está literalmente travado sem uma solução viável?</li>
<li>Os sócios já estão pensado em pedir recuperação judicial ou decreto de falência.</li>
</ol>
<p>Em definitivo, a empresa e os sócios, estão precisando dos nossos trabalhos.</p>
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		<item>
		<title>10 erros de gestão de causam prejuízos a sua empresa</title>
		<link>https://gasparerufattoadvogados.com.br/10-erros-de-gestao-de-causam-prejuizos-a-sua-empresa/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=10-erros-de-gestao-de-causam-prejuizos-a-sua-empresa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lidiane]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 12:51:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresarial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Views: 17&#160; Muitos empresários, devidos as deficiências de conhecimento ou capital humano, não conseguem nem mesmo se auto gerir, imaginem agora, colocar em prática aquilo que não sabem, e ainda passam, de uma hora para outra a administrar dinheiro, negócios e pessoas. A gestão de um negócio não é tarefa fácil, principalmente considerando a quantidade&#8230;&#160;<a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/10-erros-de-gestao-de-causam-prejuizos-a-sua-empresa/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">10 erros de gestão de causam prejuízos a sua empresa</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Views: 17</p><p>&nbsp;</p>
<div class="qUFtbf">
<div class="vhSllf">
<p>Muitos empresários, devidos as deficiências de conhecimento ou capital humano, não conseguem nem mesmo se auto gerir, imaginem agora, colocar em prática aquilo que não sabem, e ainda passam, de uma hora para outra a administrar dinheiro, negócios e pessoas.</p>
<p>A gestão de um negócio não é tarefa fácil, principalmente considerando a quantidade de ações e cuidados que estão relacionados com o trabalho de direcionar esse investimento para o sucesso pretendido.</p>
</div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Prazo para Usucapião pode ser Completado no Decorrer do Processo Judicial</title>
		<link>https://gasparerufattoadvogados.com.br/prazo-para-usucapiao-pode-ser-completado-no-decorrer-do-processo-judicial/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=prazo-para-usucapiao-pode-ser-completado-no-decorrer-do-processo-judicial</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Antonio Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2022 16:40:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imobiliário]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gasparerufattoadvogados.com.br/?p=4810</guid>

					<description><![CDATA[<p>Views: 18Prazo para Usucapião pode ser Completado no Decorrer do Processo Judicial Segundo STJ – Superior Tribunal de Justiça é possível reconhecer usucapião quando o prazo exigido por lei é cumprido no curso do processo A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que é possível o reconhecimento da prescrição aquisitiva quando o&#8230;&#160;<a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/prazo-para-usucapiao-pode-ser-completado-no-decorrer-do-processo-judicial/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Prazo para Usucapião pode ser Completado no Decorrer do Processo Judicial</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Views: 18</p><p><strong>Prazo para Usucapião pode ser Completado no Decorrer do Processo Judicial</strong></p>
<p><strong>Segundo STJ – Superior Tribunal de Justiça é possível reconhecer usucapião quando o prazo exigido por lei é cumprido no curso do processo</strong></p>
<p>A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que é possível o reconhecimento da prescrição aquisitiva quando o prazo exigido pela lei se completa no curso da ação de usucapião, por força do artigo 462 do Código de Processo Civil de 1973.</p>
<p>Segundo o dispositivo, se, após a propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito influenciar no julgamento do processo, o juiz deve levá-lo em consideração – de ofício ou a requerimento da parte – no momento de proferir a sentença.</p>
<p>Por unanimidade, os ministros reformaram acórdão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) que entendeu que os requisitos da usucapião deveriam estar implementados na data do ajuizamento da ação.</p>
<p>De acordo com o processo, em 1993, teve início o período de posse do possuidor antecessor e, em 1998, iniciou-se a posse dos requerentes que pleitearam judicialmente o direito de usucapião. A ação foi ajuizada em 2010.</p>
<p>Ao STJ, os requerentes alegaram a possibilidade de contagem do tempo exigido para a prescrição aquisitiva durante o trâmite da ação e até a data da sentença, que só foi proferida em 2017.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Prazo apl​​icável</strong></p>
<p><strong>Usucapião Extraordinária</strong>: O solicitante pode requerer a propriedade quando possuir o imóvel por 15 anos contínuos, sem violência, oposição e boa-fé ou qualquer documento (como contrato ou escritura). O prazo pode ser reduzido para 10 anos se o possuidor comprovar o local como moradia habitual ou tenha feito obras e melhorias.</p>
<p><strong>Usucapião Ordinária</strong>: A parte interessada pode adquirir a propriedade do bem quando possuir o imóvel por 10 anos contínuos sem violência e sem oposição, com documento que comprove a aquisição (como contrato ou escritura), e que esteja de boa-fé.</p>
<p><strong>Usucapião Especial Urbana</strong>: Adquire a propriedade quando possuir o imóvel por cinco anos consecutivos, sem violência e sem oposição do real proprietário, desde que a área seja inferior a 250m² e constituído como moradia. O possuidor não pode ter outro imóvel.</p>
<p><strong>Usucapião Especial Rural</strong>: Adquire a propriedade quando possuir o imóvel por cinco anos contínuos sem violência e sem oposição de seu real proprietário, em área rural inferior a 50 hectares, usada como área produtiva de trabalho próprio ou da família, com constituição de moradia. Nesse caso, o possuidor não pode ter outro imóvel.</p>
<p><strong>Usucapião Especial Familiar</strong>: Aplicado quando ex-cônjuge ou ex-companheiro abandona o lar, o imóvel é utilizado para moradia própria ou de sua família e o possuidor não tem outro imóvel. Adquire a propriedade quando possuir o imóvel por dois anos consecutivos.</p>
<p><strong>Coletiva</strong>: Adquire a propriedade quando a área urbana, superior a 250m², for ocupada por população de baixa renda, durante cinco anos contínuos, desde que não seja possível identificar os terrenos ocupados por cada possuinte. É necessário que os possuidores não tenham outro imóvel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Preced​​entes</strong></p>
<p>A ministra citou precedente da Quarta Turma (REsp 1.088.082, de relatoria do ministro Luis Felipe Salomão), em que o colegiado, no mesmo sentido, votou pela possibilidade de declaração da usucapião ocorrida durante o trâmite do processo.</p>
<p>É plenamente possível o reconhecimento da prescrição aquisitiva quando o prazo exigido por lei se exauriu no curso da ação de usucapião, por força do art. 462 do CPC, que privilegia o estado atual em que se encontram as coisas, evitando-se provimento judicial de procedência quando já pereceu o direito do autor ou de improcedência quando o direito pleiteado na inicial, delineado pela causa petendi narrada, é reforçado por fatos supervenientes.</p>
<p>Leia o <a href="https://ww2.stj.jus.br/processo/revista/documento/mediado/?componente=ITA&amp;sequencial=1945308&amp;num_registro=201800148523&amp;data=20200529&amp;formato=PDF" target="_blank" rel="noopener"><strong>acórdão</strong></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Esta notícia refere-se ao(s) processo(s): REsp 1720288 e AgRg no REsp 1.163.175/PA</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se você comprou um imóvel por contrato ou tem posse em um imóvel entre 2 e 15 anos. Reside nele como dono(a) e nunca vieram lhe pedir a restituição. Saiba que existe um direito que pode reconhecido em seu favor e com isto conseguir a escritura do imóvel. A Gaspar e Rufatto Advogados trabalha com usucapião que pode ajudar a resolver essa situação.</p>
<p><strong>Confira o nosso vídeo sobre usucapião</strong></p>
<p>Se ficou com alguma dúvida e precisa de ajuda de alto nível em usucapião, agende uma consulta conosco!</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O testamento e suas vantagens e desvantagens</title>
		<link>https://gasparerufattoadvogados.com.br/o-testamento-e-suas-vantagens-e-desvantagens/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-testamento-e-suas-vantagens-e-desvantagens</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Antonio Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2022 16:35:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sucessões]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gasparerufattoadvogados.com.br/?p=4824</guid>

					<description><![CDATA[<p>Views: 16Última Vontade e Testamento Disposições de última vontade e ou testamento – Isso realmente importa se você não tiver um? Nenhum de nós gosta de pensar em sentar e fazer um testamento, mas, infelizmente, nenhum de nós tem um amanhã garantido. Ao evitar o problema, você pode deixar vários problemas e disputas jurídicas para&#8230;&#160;<a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/o-testamento-e-suas-vantagens-e-desvantagens/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">O testamento e suas vantagens e desvantagens</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Views: 16</p><p><strong>Última Vontade e Testamento</strong></p>
<p><strong>Disposições de última vontade e ou testamento – Isso realmente importa se você não tiver um?</strong></p>
<p>Nenhum de nós gosta de pensar em sentar e fazer um testamento, mas, infelizmente, nenhum de nós tem um amanhã garantido. Ao evitar o problema, você pode deixar vários problemas e disputas jurídicas para seus herdeiros após sua morte. Ao fazer um testamento, você ajuda a garantir que seus pertences não acabem nas mãos erradas.</p>
<p>Um último testamento também pode garantir que outros desejos finais sejam realizados, como a tutela de seus filhos, desejos de funeral, instruções de sepultamento ou cremação e muito mais.</p>
<p><strong>O que é um testamento?</strong></p>
<p>Um testamento é um documento legal usado para distribuir seus ativos (bens pessoais, imóveis, ativos intangíveis) aos beneficiários nomeados. Permite nomear um executor que cuidará de seu patrimônio e verificar se todos os detalhes de seus últimos desejos são realizados e seguem os requisitos legais. Um testamento pode ajudar a evitar que o processo de administração da propriedade force a venda de valiosas heranças de família e itens insubstituíveis. Normalmente, para criar um testamento legal, você deve assiná-lo na frente de duas testemunhas. As testemunhas devem assinar após sua assinatura para atestar sua mente sã e estar livre de influências indevidas.</p>
<p>Uma última vontade e um testamento são cruciais para garantir que os desejos finais do falecido sejam respeitados. A única maneira de garantir que os herdeiros apropriados herdam a propriedade certa de sua propriedade no processo de inventário é fazer um testamento. Dedicar algum tempo agora à preparação de um testamento pode evitar consequências indesejadas que costumam ocorrer se você não tiver um testamento.</p>
<p><strong>O que é necessário para fazer um testamento válido?</strong></p>
<p>A seguir estão os requisitos legais: A mente sã do indivíduo – a vontade deve ser feita com liberdade de influência indevida; um ato feito livremente e com conhecimento de causa. A assinatura perante as testemunhas. Testemunhas – geralmente, duas testemunhas são necessárias para testemunhar o testamento. Um ou mais herdeiros (planejados, beneficiários, legatários) geralmente devem ser claramente nomeados. A seguir estão os termos básicos que devem ser incluídos: A revogação de quaisquer testamentos anteriores deve ser incluída. Um executor deve ser nomeado para garantir que o espólio seja admitido para inventário, administre a distribuição do espólio, receba dívidas, pague credores, arquive qualquer imposto federal sobre imóveis e outros formulários fiscais devidos etc. Uma cláusula residual deve ser incluída para especificar como qualquer propriedade posteriormente adquirida, ou não especificada deve ser distribuída. Uma relação de confiança testamentária pode ser criada, caso em que um administrador também é nomeado. Um tutor pode ser nomeado para os filhos menores que viviam no momento da morte do testador.</p>
<p><strong>Quem precisa de um testamento?</strong></p>
<p>Quer você seja solteiro ou não, casado, tenha filhos ou viva com uma pessoa querida, não pode presumir que as pessoas de quem você gosta herdarão sua propriedade quando você falecer. Aqui estão alguns exemplos: Se o herdeiro não for seu cônjuge, ele ou ela pode ser despejado da casa que você compartilhava com um parente há muito desaparecido. Se ambos os pais de uma criança morrerem sem testamento, a Justiça nomeará um tutor para assumir a custódia dos filhos menores e cuidar de sua herança do espólio dos pais. Pior ainda, se sua propriedade recuperar um grande acordo em um processo por homicídio culposo depois de você morrer em um acidente de carro, ela pode ser assumida pelo estado se você não redigir um testamento. Você se separou de seu cônjuge anos atrás, mas nunca se divorciou e agora ele ou ela pode deserdar as pessoas mais próximas a você. Um testamento é um documento legal que permite a uma pessoa certificar-se de que seus desejos finais sejam atendidos. Ao preencher um testamento, uma pessoa dá instruções sobre como distribuir seus bens entre os beneficiários pretendidos e faz outros desejos finais. Uma pessoa pode deixar um legado na forma que desejar em testamento, deixando tudo para ser distribuído a um beneficiário ou dividido igualmente entre eles, ou em qualquer percentual declarado. Os testadores podem querer deixar tudo para um cônjuge sobrevivente e / ou deixar a propriedade para seus filhos, ou não. Quando houver mais de um herdeiro, os bens não precisam ser divididos entre eles em partes iguais e sendo exatamente esta uma das funções do Testamento. Deixar para um herdeiro quantia maior que outro e sempre dentro da Lei.</p>
<p>Um testamento também permite que uma pessoa escolha indivíduos de confiança para atuar como seus representantes pessoais, a fim de administrar o patrimônio, encerrar os negócios e distribuí-lo de acordo com os desejos declarados do testador. Sem um testamento, uma pessoa pode acabar tendo seus bens distribuídos por um estranho escolhido pelo tribunal de acordo com as regras de seu estado, ou pode ser roubado pelo estado. Isso pode causar muito mais despesas e atrasos no processo de administração do que um testamento exigiria, e a propriedade pode acabar sendo distribuída contra a vontade do falecido.</p>
<p><strong>Alguns outros benefícios de fazer um testamento incluem:</strong></p>
<p>Fazer um testamento é a única maneira de escolher pessoas de confiança para agirem como seus representantes pessoais, que administrarão seu patrimônio e o distribuirão como você gostaria.<br />
Um testamento também pode criar uma tutela para quaisquer dependentes sobreviventes para cuidar de suas propriedades de acordo com seus desejos. Muitos testamentos permitem que você dê instruções personalizadas para o seu enterro ou cremação, desejos para o funeral e preferências de doação, se houver. Um testamento regula as questões fiscais que envolve a partilha. Um testamento pode poupar sua família das despesas e atrasos dos procedimentos de inventário de distribuição de intestados e evitar conflitos familiares. Um testamento pode criar uma relação de confiança testamentária para garantir que quaisquer bens não mencionados no testamento possam ser distribuídos de acordo com os desejos do testador.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Ao não deixar um testamento, a propriedade de uma pessoa falecida será distribuída de acordo com a Lei, ou pode ser confiscada pelo estado. Isso pode gerar mais despesas e atrasos do que se houvesse um último testamento, e também pode significar que seu espólio pode acabar em mãos não intencionais. Sua propriedade pode acabar sendo administrada por um estranho escolhido pelo Justiça. A única maneira de garantir que seus desejos finais para sua família e propriedade sejam atendidos é fazendo um testamento.</p>
<p>Você deve a si mesmo e à sua família ter a tranquilidade de saber que suas necessidades de planejamento imobiliário serão atendidas ao preparar um formulário de testamento.</p>
<p><strong>Confira o nosso vídeo sobre as vantagens do testamento</strong></p>
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<p><strong>Advogados experiência em testamento</strong></p>
<p>Uma das principais áreas de prática em nosso escritório é o <strong>planejamento sucessório</strong>. Temos ampla experiência em ajudá-lo com compaixão a se preparar para as importantes decisões de vida que você precisa tomar antes de partir. Você trabalhou duro e gastou toda a sua vida adquirindo seu dinheiro e propriedades, por isso faz sentido que você tenha uma palavra a dizer sobre o que acontecerá depois de sua morte. Em vez de deixar de lado a realidade da morte, é importante que você a considere e planeje, porque ela afetará significativamente a vida dos entes queridos que você deixou para trás. O Planejamento Sucessório é apenas isso, fazer bons planos e decisões sobre o seu patrimônio e, como resultado, pode ajudar o seu patrimônio a evitar conflitos e batalhas judiciais.</p>
<p>Além de uma vontade ou confiança, é muito importante criar uma procuração durável para transações financeiras, bem como uma procuração durável para cuidados de saúde. Esses documentos irão especificar seus desejos em caso de incapacidade. A procuração durável para transações financeiras designa quem você gostaria que cuidasse de seus assuntos financeiros, incluindo transações de contas bancárias, transações de ações e títulos, transações de propriedade real e pessoal, transações comerciais etc. Em geral, as pessoas tendem a nomear seus cônjuges, um filho ou irmão, parceiro de negócios ou amigo próximo como seu procurador. Você também pode limitar a procuração durável para que o procurador designado possa lidar apenas com certas transações especificadas para você.</p>
<p>O escritório Gaspar e Rufatto advogados tem mais de 25 anos de experiência em testamentos e direito sucessório, além disso, tem amplo conhecimento em inventário, direito de família e direito civil. Entre em contato agora mesmo.</p>
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		<title>Súmulas vinculantes Supremo Tribunal Federal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Antonio Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2022 20:20:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jurisprudêdncia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Views: 1SÚMULA VINCULANTE 1     (Veja o Debate de Aprovação) Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar nº 110/2001. SÚMULA VINCULANTE 2     (Veja o Debate de Aprovação) É inconstitucional a&#8230;&#160;<a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/sumulas-vinculantes-supremo-tribunal-federal/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Súmulas vinculantes Supremo Tribunal Federal</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Views: 1</p><p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula737/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 1</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_01_02_03__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar nº 110/2001.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula738/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 2</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_01_02_03__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula739/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 3</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_01_02_03__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula740/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 4</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_04_05_06__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula741/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 5</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_04_05_06__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula742/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 6</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_04_05_06__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula743/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 7</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_07_08_09_10__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A norma do § 3º do artigo 192 da Constituição, revogada pela Emenda Constitucional nº 40/2003, que limitava a taxa de juros reais a 12% ao ano, tinha sua aplicação condicionada à edição de lei complementar.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula744/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 8</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_07_08_09_10__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula745/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 9</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_07_08_09_10__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">O disposto no artigo 127 da Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução Penal) foi recebido pela ordem constitucional vigente, e não se lhe aplica o limite temporal previsto no caput do artigo 58.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula746/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 10</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_07_08_09_10__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de Tribunal que embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula760/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 11</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_11_12_13__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula757/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 12</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_11_12_13__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no art. 206, IV, da Constituição Federal.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula761/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 13</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_11_12_13__Debates.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula762/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 14</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_14__PSV_1.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula763/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 15</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_15__PSV_7.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">O cálculo de gratificações e outras vantagens do servidor público não incide sobre o abono utilizado para se atingir o salário mínimo.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula764/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 16</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_16__PSV_8.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Os artigos 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/98), da Constituição, referem-se ao total da remuneração percebida pelo servidor público.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula765/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 17</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_17__PSV_32.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Durante o período previsto no parágrafo 1º do artigo 100 da Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula766/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 18</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_18__PSV_36.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula767/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 19</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_19__PSV_40.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula768/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 20</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_20__PSV_42.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa &#8211; GDATA, instituída pela Lei nº 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5º, parágrafo único, da Lei nº 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1º da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula769/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 21</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_21__PSV_21.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula771/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 22</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_22__PSV_24.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações de indenização por danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente de trabalho propostas por empregado contra empregador, inclusive aquelas que ainda não possuíam sentença de mérito em primeiro grau quando da promulgação da Emenda Constitucional nº 45/04.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula772/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 23</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_23__PSV_25.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula773/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 24</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_24__PSV_29.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula774/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 25</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_25__PSV_31.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula775/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 26</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_26__PSV_30.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei n. 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização de exame criminológico.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula776/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 27</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_27__PSV_34.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Compete à Justiça estadual julgar causas entre consumidor e concessionária de serviço público de telefonia, quando a ANATEL não seja litisconsorte passiva necessária, assistente, nem opoente.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula777/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 28</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_28__PSV_37.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula778/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 29</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_29__PSV_39.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong>SÚMULA VINCULANTE 30</strong></b></p>
<p style="font-weight: 400;">(A Súmula Vinculante 30 está pendente de publicação)</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula779/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 31</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_31__PSV_35.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">É inconstitucional a incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS sobre operações de locação de bens móveis.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula780/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 32</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_32__RE_588149.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula784/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 33</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_33__PSV_45.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Aplicam-se ao servidor público, no que couber, as regras do regime geral da previdência social sobre aposentadoria especial de que trata o artigo 40, § 4º, inciso III da Constituição Federal, até a edição de lei complementar específica.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula785/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 34</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_34__PSV_19.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A Gratificação de Desempenho de Atividade de Seguridade Social e do Trabalho – GDASST, instituída pela Lei 10.483/2002, deve ser estendida aos inativos no valor correspondente a 60 (sessenta) pontos, desde o advento da Medida Provisória 198/2004, convertida na Lei 10.971/2004, quando tais inativos façam jus à paridade constitucional (EC 20/1998, 41/2003 e 47/2005).</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula786/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 35</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_35__PSV_68.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A homologação da transação penal prevista no artigo 76 da Lei 9.099/1995 não faz coisa julgada material e, descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia ou requisição de inquérito policial.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula788/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 36</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_36__PSV_86.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Compete à Justiça Federal comum processar e julgar civil denunciado pelos crimes de falsificação e de uso de documento falso quando se tratar de falsificação da Caderneta de Inscrição e Registro (CIR) ou de Carteira de Habilitação de Amador (CHA), ainda que expedidas pela Marinha do Brasil.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula787/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 37</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_37__PSV_88.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula789/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 38</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_38__PSV_89.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula791/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 39</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_39__PSV_91.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Compete privativamente à União legislar sobre vencimentos dos membros das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula792/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 40</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_40__PSV_95.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A contribuição confederativa de que trata o art. 8º, IV, da Constituição Federal, só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula796/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 41</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_41__PSV_98.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula797/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 42</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_42__PSV_101.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula802/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 43</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_43__PSV_102.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula803/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 44</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_44__PSV_103.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula804/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 45</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_45__PSV_105.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela constituição estadual.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula805/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 46</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_46__PSV_106.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula806/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 47</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_47__PSV_85.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Os honorários advocatícios incluídos na condenação ou destacados do montante principal devido ao credor consubstanciam verba de natureza alimentar cuja satisfação ocorrerá com a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor, observada ordem especial restrita aos créditos dessa natureza.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula807/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 48</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_48__PSV_94.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula808/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 49</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_49__PSV_90.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula810/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 50</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_50__PSV_97.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula812/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 51</a></strong></b><b><strong>    </strong></b><a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_51__PSV_99.pdf" target="_blank" rel="noopener">(Veja o Debate de Aprovação)</a></p>
<p style="font-weight: 400;">O reajuste de 28,86%, concedido aos servidores militares pelas Leis 8622/1993 e 8627/1993, estende-se aos servidores civis do poder executivo, observadas as eventuais compensações decorrentes dos reajustes diferenciados concedidos pelos mesmos diplomas legais.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula811/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 52</a></strong></b><b><strong>    </strong></b><a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_52__PSV_107.pdf" target="_blank" rel="noopener">(Veja o Debate de Aprovação)</a></p>
<p style="font-weight: 400;">Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula809/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 53</a></strong></b><b><strong>    </strong></b><a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_53__PSV_28.pdf" target="_blank" rel="noopener">(Veja o Debate de Aprovação)</a></p>
<p style="font-weight: 400;">A competência da Justiça do Trabalho prevista no art. 114, VIII, da Constituição Federal alcança a execução de ofício das contribuições previdenciárias relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir e acordos por ela homologados.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula813/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 54</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_54__PSV_93.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A medida provisória não apreciada pelo congresso nacional podia, até a Emenda Constitucional 32/2001, ser reeditada dentro do seu prazo de eficácia de trinta dias, mantidos os efeitos de lei desde a primeira edição.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula814/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 55</a></strong></b><b><strong>     </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_55__PSV_100.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores inativos.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula815/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 56</a></strong></b>     (<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_56__PSV_57.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar, nessa hipótese, os parâmetros fixados no RE 641.320/RS.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula816/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 57</a></strong></b>     (<a href="http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&amp;docID=753287107&amp;prcID=5534306" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)<b><strong><br />
</strong></b></p>
<p style="font-weight: 400;">A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e-book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong><a href="https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula817/false" target="_blank" rel="noopener">SÚMULA VINCULANTE 58</a>    </strong></b><b><strong> </strong></b>(<a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/jurisprudenciaSumulaVinculante/anexo/SUV_58_PSV_26.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja o Debate de Aprovação</a>)</p>
<p style="font-weight: 400;">Inexiste direito a crédito presumido de IPI relativamente à entrada de insumos isentos, sujeitos à alíquota zero ou não tributáveis, o que não contraria o princípio da não cumulatividade.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>União Estável Lei N° 9.278, de 10 de maio de 1996</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Antonio Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 19:19:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Views: 2&#160; Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos &#160; LEI Nº 9.278, DE 10 DE MAIO DE 1996. &#160; Mensagem de veto  Regula o § 3° do art. 226 da Constituição Federal. &#160; O  PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: &#160; Art. 1º É reconhecida como entidade familiar a&#8230;&#160;<a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/uniao-estavel-lei-n-9-278-de-10-de-maio-de-1996/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">União Estável Lei N° 9.278, de 10 de maio de 1996</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Views: 2</p><p>&nbsp;</p>
<p>Presidência da República</p>
<p>Casa Civil</p>
<p>Subchefia para Assuntos Jurídicos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>LEI Nº 9.278, DE 10 DE MAIO DE 1996.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mensagem de veto  Regula o § 3° do art. 226 da Constituição Federal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O  PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 1º É reconhecida como entidade familiar a convivência duradoura, pública e contínua, de um homem e uma mulher, estabelecida com objetivo de constituição de família.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 2° São direitos e deveres iguais dos conviventes:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; respeito e consideração mútuos;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; assistência moral e material recíproca;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; guarda, sustento e educação dos filhos comuns.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 3° (VETADO)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 4° (VETADO)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 5° Os bens móveis e imóveis adquiridos por um ou por ambos os conviventes, na constância da união estável e a título oneroso, são considerados fruto do trabalho e da colaboração comum, passando a pertencer a ambos, em condomínio e em partes iguais, salvo estipulação contrária em contrato escrito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1° Cessa a presunção do caputdeste artigo se a aquisição patrimonial ocorrer com o produto de bens adquiridos anteriormente ao início da união.</p>
<p>2° A administração do patrimônio comum dos conviventes compete a ambos, salvo estipulação contrária em contrato escrito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 6° (VETADO)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 7° Dissolvida a união estável por rescisão, a assistência material prevista nesta Lei será prestada por um dos conviventes ao que dela necessitar, a título de alimentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Dissolvida a união estável por morte de um dos conviventes, o sobrevivente terá direito real de habitação, enquanto viver ou não constituir nova união ou casamento, relativamente ao imóvel destinado à residência da família.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 8° Os conviventes poderão, de comum acordo e a qualquer tempo, requerer a conversão da união estável em casamento, por requerimento ao Oficial do Registro Civil da Circunscrição de seu domicílio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 9° Toda a matéria relativa à união estável é de competência do juízo da Vara de Família, assegurado o segredo de justiça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 11. Revogam-se as disposições em contrário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Brasília, 10 de maio de 1996; 175º da Independência e 108º da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>FERNANDO HENRIQUE CARDOSO</p>
<p>Milton Seligman</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.5.1996</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Registros Públicos Lei N° 6.015, de 31de dezembro de 1973</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Antonio Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 19:10:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Views: 17&#160; Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos &#160; LEI Nº 6.015, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1973. &#160; Texto original &#160; Vigência &#160; Atualizada a partir da republicação &#160; (Vide Lei nº 10.150, de 2000) &#160; Dispõe sobre os registros públicos, e dá outras providências. &#160; O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço&#8230;&#160;<a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/registros-publicos-lei-n-6-015-de-31de-dezembro-de-1973/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Registros Públicos Lei N° 6.015, de 31de dezembro de 1973</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Views: 17</p><p>&nbsp;</p>
<p>Presidência da República</p>
<p>Casa Civil</p>
<p>Subchefia para Assuntos Jurídicos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>LEI Nº 6.015, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1973.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Texto original</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vigência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Atualizada a partir da republicação</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(Vide Lei nº 10.150, de 2000)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dispõe sobre os registros públicos, e dá outras providências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO I</p>
<p>Das Disposições Gerais</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO I</p>
<p>Das Atribuições</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 1º Os serviços concernentes aos Registros Públicos, estabelecidos pela legislação civil para autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos, ficam sujeitos ao regime estabelecido nesta Lei.            (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Os Registros referidos neste artigo são os seguintes:         (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; o registro civil de pessoas naturais;       (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; o registro civil de pessoas jurídicas;      (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; o registro de títulos e documentos;      (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; o registro de imóveis.       (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º Os demais registros reger-se-ão por leis próprias.      (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>3º Os registros serão escriturados, publicizados e conservados em meio eletrônico, nos termos estabelecidos pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça, em especial quanto aos:     (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; padrões tecnológicos de escrituração, indexação, publicidade, segurança, redundância e conservação; e      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; prazos de implantação nos registros públicos de que trata este artigo.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º É vedado às serventias dos registros públicos recusar a recepção, a conservação ou o registro de documentos em forma eletrônica produzidos nos termos estabelecidos pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 2º Os registros indicados no § 1º do artigo anterior ficam a cargo de serventuários privativos nomeados de acordo com o estabelecido na Lei de Organização Administrativa e Judiciária do Distrito Federal e dos Territórios e nas Resoluções sobre a Divisão e Organização Judiciária dos Estados, e serão feitos:      (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; o do item I, nos ofícios privativos, ou nos cartórios de registro de nascimentos, casamentos e óbitos;       (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; os dos itens II e III, nos ofícios privativos, ou nos cartórios de registro de títulos e documentos;        (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; os do item IV, nos ofícios privativos, ou nos cartórios de registro de imóveis.        (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO II</p>
<p>Da Escrituração</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 3º A escrituração será feita em livros encadernados, que obedecerão aos modelos anexos a esta Lei, sujeitos à correição da autoridade judiciária competente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Os livros podem ter 0,22m até 0,40m de largura e de 0,33m até 0,55m de altura, cabendo ao oficial a escolha, dentro dessas dimensões, de acordo com a conveniência do serviço.</p>
<p>2° Para facilidade do serviço podem os livros ser escriturados mecanicamente, em folhas soltas, obedecidos os modelos aprovados pela autoridade judiciária competente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 4º Os livros de escrituração serão abertos, numerados, autenticados e encerrados pelo oficial do registro, podendo ser utilizado, para tal fim, processo mecânico de autenticação previamente aprovado pela autoridade judiciária competente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Os livros notariais, nos modelos existentes, em folhas fixas ou soltas, serão também abertos, numerados, autenticados e encerrados pelo tabelião, que determinará a respectiva quantidade a ser utilizada, de acordo com a necessidade do serviço.       (Incluído pela Lei nº 9.955, de 2000)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 5º Considerando a quantidade dos registros o Juiz poderá autorizar a diminuição do número de páginas dos livros respectivos, até a terça parte do consignado nesta Lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 6º Findando-se um livro, o imediato tomará o número seguinte, acrescido à respectiva letra, salvo no registro de imóveis, em que o número será conservado, com a adição sucessiva de letras, na ordem alfabética simples, e, depois, repetidas em combinação com a primeira, com a segunda, e assim indefinidamente. Exemplos: 2-A a 2-Z; 2-AA a 2-AZ; 2-BA a 2-BZ, etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 7º Os números de ordem dos registros não serão interrompidos no fim de cada livro, mas continuarão, indefinidamente, nos seguintes da mesma espécie.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 7º-A O disposto nos arts. 3º, 4º, 5º, 6º e 7º não se aplica à escrituração por meio eletrônico de que trata o § 3º do art. 1º desta Lei.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO III</p>
<p>Da Ordem do Serviço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 8º O serviço começará e terminará às mesmas horas em todos os dias úteis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. O registro civil de pessoas naturais funcionará todos os dias, sem exceção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 9º Será nulo o registro lavrado fora das horas regulamentares ou em dias em que não houver expediente, sendo civil e criminalmente responsável o oficial que der causa à nulidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Serão contados em dias e horas úteis os prazos estabelecidos para a vigência da prenotação, para os pagamentos de emolumentos e para a prática de atos pelos oficiais dos registros de imóveis, de títulos e documentos e civil de pessoas jurídicas, incluída a emissão de certidões, exceto nos casos previstos em lei e naqueles contados em meses e anos.        (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º Para fins do disposto no § 1º deste artigo, consideram-se:      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; dias úteis: aqueles em que houver expediente; e      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; horas úteis: as horas regulamentares do expediente.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º A contagem dos prazos nos registros públicos observará os critérios estabelecidos na legislação processual civil.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 10. Todos os títulos, apresentados no horário regulamentar e que não forem registrados até a hora do encerramento do serviço, aguardarão o dia seguinte, no qual serão registrados, preferencialmente, aos apresentados nesse dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. O registro civil de pessoas naturais não poderá, entretanto, ser adiado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 11. Os oficiais adotarão o melhor regime interno de modo a assegurar às partes a ordem de precedência na apresentação dos seus títulos, estabelecendo-se, sempre, o número de ordem geral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 12. Nenhuma exigência fiscal, ou dúvida, obstará a apresentação de um título e o seu lançamento do Protocolo com o respectivo número de ordem, nos casos em que da precedência decorra prioridade de direitos para o apresentante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Independem de apontamento no Protocolo os títulos apresentados apenas para exame e cálculo dos respectivos emolumentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 13. Salvo as anotações e as averbações obrigatórias, os atos do registro serão praticados:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; por ordem judicial;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a requerimento verbal ou escrito dos interessados;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; a requerimento do Ministério Público, quando a lei autorizar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º O reconhecimento de firma nas comunicações ao registro civil pode ser exigido pelo respectivo oficial.</p>
<p>2° A emancipação concedida por sentença judicial será anotada às expensas do interessado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 14. Os oficiais do registro, pelos atos que praticarem em decorrência do disposto nesta Lei, terão direito, a título de remuneração, aos emolumentos fixados nos Regimentos de Custas do Distrito Federal, dos Estados e dos Territórios, os quais serão pagos pelo interessado que os requerer.        (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. O valor correspondente às custas de escrituras, certidões, buscas, averbações, registros de qualquer natureza, emolumentos e despesas legais constará, obrigatoriamente, do próprio documento, independentemente da expedição do recibo, quando solicitado.       (Incluído pela Lei nº 6.724, de 1979)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 15. Quando o interessado no registro for o oficial encarregado de fazê-lo ou algum parente seu, em grau que determine impedimento, o ato incumbe ao substituto legal do oficial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO IV</p>
<p>Da Publicidade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 16. Os oficiais e os encarregados das repartições em que se façam os registros são obrigados:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º a lavrar certidão do que lhes for requerido;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º a fornecer às partes as informações solicitadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 17. Qualquer pessoa pode requerer certidão do registro sem informar ao oficial ou ao funcionário o motivo ou interesse do pedido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º O acesso ou o envio de informações aos registros públicos, quando realizados por meio da internet, deverão ser assinados com o uso de assinatura avançada ou qualificada de que trata o art. 4º da Lei nº 14.063, de 23 de setembro de 2020, nos termos estabelecidos pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º Ato da Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça poderá estabelecer hipóteses de uso de assinatura avançada em atos que envolvam imóveis.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 18. Ressalvado o disposto nos arts. 45, 57, § 7o, e 95, parágrafo único, a certidão será lavrada independentemente de despacho judicial, devendo mencionar o livro de registro ou o documento arquivado no cartório.                (Redação dada pela Lei nº 9.807, de 1999)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 19. A certidão será lavrada em inteiro teor, em resumo, ou em relatório, conforme quesitos, e devidamente autenticada pelo oficial ou seus substitutos legais, não podendo ser retardada por mais de 5 (cinco) dias. (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A certidão de inteiro teor será extraída por meio reprográfico ou eletrônico.        (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º As certidões do registro civil das pessoas naturais mencionarão a data em que foi lavrado o assento.        (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º Nas certidões de registro civil, não se mencionará a circunstância de ser legítima, ou não, a filiação, salvo a requerimento do próprio interessado, ou em virtude de determinação judicial.      (Incluído dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>4oAs certidões de nascimento mencionarão a data em que foi feito o assento, a data, por extenso, do nascimento e, ainda, expressamente, a naturalidade.   (Redação dada pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>5º As certidões extraídas dos registros públicos deverão, observado o disposto no § 1º deste artigo, ser fornecidas eletronicamente, com uso de tecnologia que permita a sua impressão pelo usuário e a identificação segura de sua autenticidade, conforme critérios estabelecidos pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça, dispensada a materialização das certidões pelo oficial de registro.      (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>6º O interessado poderá solicitar a qualquer serventia certidões eletrônicas relativas a atos registrados em outra serventia, por meio do Sistema Eletrônico dos Registros Públicos (Serp), nos termos estabelecidos pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça.        (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>7º A certidão impressa nos termos do § 5º e a certidão eletrônica lavrada nos termos do § 6º deste artigo terão validade e fé pública.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>8º Os registros públicos de que trata esta Lei disponibilizarão, por meio do Serp, a visualização eletrônica dos atos neles transcritos, praticados, registrados ou averbados, na forma e nos prazos estabelecidos pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>9º A certidão da situação jurídica atualizada do imóvel compreende as informações vigentes de sua descrição, número de contribuinte, proprietário, direitos, ônus e restrições, judiciais e administrativas, incidentes sobre o imóvel e o respectivo titular, além das demais informações necessárias à comprovação da propriedade e à transmissão e à constituição de outros direitos reais.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<ol start="10">
<li>As certidões do registro de imóveis, inclusive aquelas de que trata o § 6º deste artigo, serão emitidas nos seguintes prazos máximos, contados a partir do pagamento dos emolumentos:      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; 4 (quatro) horas, para a certidão de inteiro teor da matrícula ou do livro auxiliar, em meio eletrônico, requerida no horário de expediente, desde que fornecido pelo usuário o respectivo número;     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; 1 (um) dia, para a certidão da situação jurídica atualizada do imóvel; e      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; 5 (cinco) dias, para a certidão de transcrições e para os demais casos.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="11">
<li>No âmbito do registro de imóveis, a certidão de inteiro teor da matrícula conterá a reprodução de todo seu conteúdo e será suficiente para fins de comprovação de propriedade, direitos, ônus reais e restrições sobre o imóvel, independentemente de certificação específica pelo oficial.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
<li>Na localidade em que haja dificuldade de comunicação eletrônica, a Corregedoria-Geral da Justiça Estadual poderá autorizar, de modo excepcional e com expressa comunicação ao público, a aplicação de prazos maiores para emissão das certidões do registro de imóveis de que trata o § 10 deste artigo.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 20. No caso de recusa ou retardamento na expedição da certidão, o interessado poderá reclamar à autoridade competente, que aplicará, se for o caso, a pena disciplinar cabível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Para a verificação do retardamento, o oficial, logo que receber alguma petição, fornecerá à parte uma nota de entrega devidamente autenticada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 21. Sempre que houver qualquer alteração posterior ao ato cuja certidão é pedida, deve o Oficial mencioná-la, obrigatoriamente, não obstante as especificações do pedido, sob pena de responsabilidade civil e penal, ressalvado o disposto nos artigos 45 e 95. (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. A alteração a que se refere este artigo deverá ser anotada na própria certidão, contendo a inscrição de que &#8220;a presente certidão envolve elementos de averbação à margem do termo.      (Incluído dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO V</p>
<p>Da Conservação</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 22. Os livros de registro, bem como as fichas que os substituam, somente sairão do respectivo cartório mediante autorização judicial.      (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 23. Todas as diligências judiciais e extrajudiciais que exigirem a apresentação de qualquer livro, ficha substitutiva de livro ou documento, efetuar-se-ão no próprio cartório.       (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 24. Os oficiais devem manter em segurança, permanentemente, os livros e documentos e respondem pela sua ordem e conservação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 25. Os papéis referentes ao serviço do registro serão arquivados em cartório mediante a utilização de processos racionais que facilitem as buscas, facultada a utilização de microfilmagem e de outros meios de reprodução autorizados em lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 26. Os livros e papéis pertencentes ao arquivo do cartório ali permanecerão indefinidamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 27. Quando a lei criar novo cartório, e enquanto este não for instalado, os registros continuarão a ser feitos no cartório que sofreu o desmembramento, não sendo necessário repeti-los no novo ofício.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. O arquivo do antigo cartório continuará a pertencer-lhe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO VI</p>
<p>Da Responsabilidade</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 28. Além dos casos expressamente consignados, os oficiais são civilmente responsáveis por todos os prejuízos que, pessoalmente, ou pelos prepostos ou substitutos que indicarem, causarem, por culpa ou dolo, aos interessados no registro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. A responsabilidade civil independe da criminal pelos delitos que cometerem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO II</p>
<p>Do Registro de Pessoas Naturais</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO I</p>
<p>Disposições Gerais</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 29. Serão registrados no registro civil de pessoas naturais:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; os nascimentos;       (Regulamento)        (Regulamento)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; os casamentos;        (Regulamento)       (Regulamento)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; os óbitos;       (Regulamento)        (Regulamento)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; as emancipações;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; as interdições;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; as sentenças declaratórias de ausência;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VII &#8211; as opções de nacionalidade;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VIII &#8211; as sentenças que deferirem a legitimação adotiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Serão averbados:</p>
<ol>
<li>a) as sentenças que decidirem a nulidade ou anulação do casamento, o desquite e o restabelecimento da sociedade conjugal;</li>
<li>b) as sentenças que julgarem ilegítimos os filhos concebidos na constância do casamento e as que declararem a filiação legítima;</li>
<li>c) os casamentos de que resultar a legitimação de filhos havidos ou concebidos anteriormente;</li>
<li>d) os atos judiciais ou extrajudiciais de reconhecimento de filhos ilegítimos;</li>
<li>e) as escrituras de adoção e os atos que a dissolverem;</li>
<li>f) as alterações ou abreviaturas de nomes.</li>
</ol>
<p>2º É competente para a inscrição da opção de nacionalidade o cartório da residência do optante, ou de seus pais. Se forem residentes no estrangeiro, far-se-á o registro no Distrito Federal.</p>
<p>3oOs ofícios do registro civil das pessoas naturais são considerados ofícios da cidadania e estão autorizados a prestar outros serviços remunerados, na forma prevista em convênio, em credenciamento ou em matrícula com órgãos públicos e entidades interessadas.   (Incluído pela Lei nº 13.484, de 2017)(Vide ADIN 5855)</p>
<p>4oO convênio referido no § 3odeste artigo independe de homologação e será firmado pela entidade de classe dos registradores civis de pessoas naturais de mesma abrangência territorial do órgão ou da entidade interessada.   (Incluído pela Lei nº 13.484, de 2017)       (Vide ADIN 5855)</p>
<p>5º (VETADO).       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 30. Não serão cobrados emolumentos pelo registro civil de nascimento e pelo assento de óbito, bem como pela primeira certidão respectiva.      (Redação dada pela Lei nº 9.534, de 1997)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Os reconhecidamente pobres estão isentos de pagamento de emolumentos pelas demais certidões extraídas pelo cartório de registro civil.      (Redação dada pela Lei nº 9.534, de 1997)</p>
<p>2º O estado de pobreza será comprovado por declaração do próprio interessado ou a rogo, tratando-se de analfabeto, neste caso, acompanhada da assinatura de duas testemunhas.      (Redação dada pela Lei nº 9.534, de 1997)</p>
<p>3º A falsidade da declaração ensejará a responsabilidade civil e criminal do interessado.      (Incluído pela Lei nº 9.534, de 1997)</p>
<p>3o-A  Comprovado o descumprimento, pelos oficiais de Cartórios de Registro Civil, do disposto no caputdeste artigo, aplicar-se-ão as penalidades previstas nos arts. 32e 33 da Lei no 8.935, de 18 de novembro de 1994. (Incluído pela Lei nº 9.812, de 1999)</p>
<p>3o-B  Esgotadas as penalidades a que se refere o parágrafo anterior e verificando-se novo descumprimento, aplicar-se-á o disposto no art. 39 da Lei no8.935, de 18 de novembro de 1994.       (Incluído pela Lei nº 9.812, de 1999)</p>
<p>3o-C.  Os cartórios de registros públicos deverão afixar, em local de grande visibilidade, que permita fácil leitura e acesso ao público, quadros contendo tabelas atualizadas das custas e emolumentos, além de informações claras sobre a gratuidade prevista no caputdeste artigo.       (Incluído pela Lei nº 11.802, de 2008).</p>
<p>4o É proibida a inserção nas certidões de que trata o § 1odeste artigo de expressões que indiquem condição de pobreza ou semelhantes.                 (Incluído pela Lei nº 11.789, de 2008)</p>
<p>5º (VETADO)(Incluído pela Lei nº 9.534, de 1997)</p>
<p>6º (VETADO)(Incluído pela Lei nº 9.534, de 1997)</p>
<p>7º (VETADO)(Incluído pela Lei nº 9.534, de 1997)</p>
<p>8º (VETADO)(Incluído pela Lei nº 9.534, de 1997)</p>
<p>9º (VETADO).     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 31. Os fatos concernentes ao registro civil, que se derem a bordo dos navios de guerra e mercantes, em viagem, e no exército, em campanha, serão imediatamente registrados e comunicados em tempo oportuno, por cópia autêntica, aos respectivos Ministérios, a fim de que, através do Ministério da Justiça, sejam ordenados os assentamentos, notas ou averbações nos livros competentes das circunscrições a que se referirem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 32. Os assentos de nascimento, óbito e de casamento de brasileiros em país estrangeiro serão considerados autênticos, nos termos da lei do lugar em que forem feitos, legalizadas as certidões pelos cônsules ou quando por estes tomados, nos termos do regulamento consular.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Os assentos de que trata este artigo serão, porém, transladados nos cartórios de 1º Ofício do domicílio do registrado ou no 1º Ofício do Distrito Federal, em falta de domicílio conhecido, quando tiverem de produzir efeito no País, ou, antes, por meio de segunda via que os cônsules serão obrigados a remeter por intermédio do Ministério das Relações Exteriores.</p>
<p>2° O filho de brasileiro ou brasileira, nascido no estrangeiro, e cujos pais não estejam ali a serviço do Brasil, desde que registrado em consulado brasileiro ou não registrado, venha a residir no território nacional antes de atingir a maioridade, poderá requerer, no juízo de seu domicílio, se registre, no livro &#8220;E&#8221; do 1º Ofício do Registro Civil, o termo de nascimento.</p>
<p>3º Do termo e das respectivas certidões do nascimento registrado na forma do parágrafo antecedente constará que só valerão como prova de nacionalidade brasileira, até quatro (4) anos depois de atingida a maioridade.</p>
<p>4º Dentro do prazo de quatro anos, depois de atingida a maioridade pelo interessado referido no § 2º deverá ele manifestar a sua opção pela nacionalidade brasileira perante o juízo federal. Deferido o pedido, proceder-se-á ao registro no livro &#8220;E&#8221; do Cartório do 1º Ofício do domicílio do optante.</p>
<p>5º Não se verificando a hipótese prevista no parágrafo anterior, o oficial cancelará, de ofício, o registro provisório efetuado na forma do § 2º.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO II</p>
<p>Da Escrituração e Ordem de Serviço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 33. Haverá, em cada cartório, os seguintes livros:       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; &#8220;A&#8221; &#8211; de registro de nascimento;       (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; &#8220;B&#8221; &#8211; de registro de casamento;      (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; &#8220;B Auxiliar&#8221; &#8211; de registro de casamento Religioso para Efeitos Civis;      (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; &#8220;C&#8221; &#8211; de registro de óbitos;       (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; &#8220;C Auxiliar&#8221; &#8211; de registro de natimortos;      (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; &#8220;D&#8221; &#8211; de registro de proclama.       (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. No Cartório do 1º Ofício ou da 1ª subdivisão judiciária haverá, em cada comarca, outro livro para inscrição dos demais atos relativos ao estado civil, designado sob a letra ‘E’.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 34. O oficial juntará, a cada um dos livros, índice alfabético dos assentos lavrados pelos nomes das pessoas a quem se referirem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. O índice alfabético poderá, a critério do oficial, ser organizado pelo sistema de fichas, desde que preencham estas os requisitos de segurança, comodidade e pronta busca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 35. A escrituração será feita seguidamente, em ordem cronológica de declarações, sem abreviaturas, nem algarismos; no fim de cada assento e antes da subscrição e das assinaturas, serão ressalvadas as emendas, entrelinhas ou outras circunstâncias que puderem ocasionar dúvidas. Entre um assento e outro, será traçada uma linha de intervalo, tendo cada um o seu número de ordem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 36. Os livros de registro serão divididos em três partes, sendo na da esquerda lançado o número de ordem e na central o assento, ficando na da direita espaço para as notas, averbações e retificações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 37. As partes, ou seus procuradores, bem como as testemunhas, assinarão os assentos, inserindo-se neles as declarações feitas de acordo com a lei ou ordenadas por sentença. As procurações serão arquivadas, declarando-se no termo a data, o livro, a folha e o ofício em que foram lavradas, quando constarem de instrumento público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Se os declarantes, ou as testemunhas não puderem, por qualquer circunstâncias assinar, far-se-á declaração no assento, assinando a rogo outra pessoa e tomando-se a impressão dactiloscópica da que não assinar, à margem do assento.</p>
<p>2° As custas com o arquivamento das procurações ficarão a cargo dos interessados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 38. Antes da assinatura dos assentos, serão estes lidos às partes e às testemunhas, do que se fará menção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 39. Tendo havido omissão ou erro de modo que seja necessário fazer adição ou emenda, estas serão feitas antes da assinatura ou ainda em seguida, mas antes de outro assento, sendo a ressalva novamente por todos assinada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 40.  Fora da retificação feita no ato, qualquer outra só poderá ser efetuada nos termos dos arts. 109 a 112 desta Lei.       (Redação dada pela Lei nº 12.100, de 2009).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 41. Reputam-se inexistentes e sem efeitos jurídicos quaisquer emendas ou alterações posteriores, não ressalvadas ou não lançadas na forma indicada nos artigos 39 e 40.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 42. A testemunha para os assentos de registro deve satisfazer às condições exigidas pela lei civil, sendo admitido o parente, em qualquer grau, do registrado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Quando a testemunha não for conhecida do oficial do registro, deverá apresentar documento hábil da sua identidade, do qual se fará, no assento, expressa menção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 43. Os livros de proclamas serão escriturados cronologicamente com o resumo do que constar dos editais expedidos pelo próprio cartório ou recebidos de outros, todos assinados pelo oficial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. As despesas de publicação do edital serão pagas pelo interessado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 44. O registro do edital de casamento conterá todas as indicações quanto à época de publicação e aos documentos apresentados, abrangendo também o edital remetido por outro oficial processante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 45. A certidão relativa ao nascimento de filho legitimado por subseqüente matrimônio deverá ser fornecida sem o teor da declaração ou averbação a esse respeito, como se fosse legítimo; na certidão de casamento também será omitida a referência àquele filho, salvo havendo em qualquer dos casos, determinação judicial, deferida em favor de quem demonstre legítimo interesse em obtê-la.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO III</p>
<p>Das Penalidades</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 46.  As declarações de nascimento feitas após o decurso do prazo legal serão registradas no lugar de residência do interessado.       (Redação dada pela Lei nº 11.790, de 2008).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1o O requerimento de registro será assinado por 2 (duas) testemunhas, sob as penas da lei.        (Redação dada pela Lei nº 11.790, de 2008).</p>
<p>2º       (Revogado pela Lei nº 10.215, de 2001)</p>
<p>3o O oficial do Registro Civil, se suspeitar da falsidade da declaração, poderá exigir prova suficiente.       (Redação dada pela Lei nº 11.790, de 2008).</p>
<p>4o Persistindo a suspeita, o oficial encaminhará os autos ao juízo competente.       (Redação dada pela Lei nº 11.790, de 2008).</p>
<p>5º Se o Juiz não fixar prazo menor, o oficial deverá lavrar o assento dentro em cinco (5) dias, sob pena de pagar multa correspondente a um salário mínimo da região.</p>
<p>6º Os órgãos do Poder Executivo e do Poder Judiciário detentores de bases biométricas poderão franquear ao oficial de registro civil de pessoas naturais acesso às bases para fins de conferência por ocasião do registro tardio de nascimento.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 47. Se o oficial do registro civil recusar fazer ou retardar qualquer registro, averbação ou anotação, bem como o fornecimento de certidão, as partes prejudicadas poderão queixar-se à autoridade judiciária, a qual, ouvindo o acusado, decidirá dentro de cinco (5) dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Se for injusta a recusa ou injustificada a demora, o Juiz que tomar conhecimento do fato poderá impor ao oficial multa de um a dez salários mínimos da região, ordenando que, no prazo improrrogável de vinte e quatro (24) horas, seja feito o registro, a averbação, a anotação ou fornecida certidão, sob pena de prisão de cinco (5) a vinte (20) dias.</p>
<p>2º Os pedidos de certidão feitos por via postal, telegráfica ou bancária serão obrigatoriamente atendidos pelo oficial do registro civil, satisfeitos os emolumentos devidos, sob as penas previstas no parágrafo anterior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 48. Os Juizes farão correição e fiscalização nos livros de registro, conforme as normas da organização Judiciária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 49. Os oficiais do registro civil remeterão à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dentro dos primeiros oito dias dos meses de janeiro, abril, julho e outubro de cada ano, um mapa dos nascimentos, casamentos e óbitos ocorridos no trimestre anterior.                     (Redação dada pela Lei nº 6.140, de 1974)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística fornecerá mapas para a execução do disposto neste artigo, podendo requisitar aos oficiais do registro que façam as correções que forem necessárias.                 (Redação dada pela Lei nº 6.140, de 1974)</p>
<p>2º Os oficiais que, no prazo legal, não remeterem os mapas, incorrerão na multa de um a cinco salários mínimos da região, que será cobrada como dívida ativa da União, sem prejuízo da ação penal que no caso couber.                (Redação dada pela Lei nº 6.140, de 1974)</p>
<p>3o No mapa de que trata o caput deverá ser informado o número da identificação da Declaração de Nascido Vivo.       (Redação dada pela Lei nº 12.662, de 2012)</p>
<p>4o Os mapas dos nascimentos deverão ser remetidos aos órgãos públicos interessados no cruzamento das informações do registro civil e da Declaração de Nascido Vivo conforme o regulamento, com o objetivo de integrar a informação e promover a busca ativa de nascimentos.       (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012)</p>
<p>5o Os mapas previstos no caput e no § 4odeverão ser remetidos por meio digital quando o registrador detenha capacidade de transmissão de dados.        (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO IV</p>
<p>Do Nascimento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 50. Todo nascimento que ocorrer no território nacional deverá ser dado a registro, no lugar em que tiver ocorrido o parto ou no lugar da residência dos pais, dentro do prazo de quinze dias, que será ampliado em até três meses para os lugares distantes mais de trinta quilômetros da sede do cartório.        (Redação dada pela Lei nº 9.053, de 1995)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Quando for diverso o lugar da residência dos pais, observar-se-á a ordem contida nos itens 1º e 2º do art. 52.        (Incluído pela Lei nº 9.053, de 1995)</p>
<p>2º Os índios, enquanto não integrados, não estão obrigados a inscrição do nascimento. Este poderá ser feito em livro próprio do órgão federal de assistência aos índios. (Renumerado do § 1º, pela Lei nº 9.053, de 1995)</p>
<p>3º Os menores de vinte e um (21) anos e maiores de dezoito (18) anos poderão, pessoalmente e isentos de multa, requerer o registro de seu nascimento.      (Renumerado do § 2º, pela Lei nº 9.053, de 1995)</p>
<p>4° É facultado aos nascidos anteriormente à obrigatoriedade do registro civil requerer, isentos de multa, a inscrição de seu nascimento.       (Renumerado do § 3º, pela Lei nº 9.053, de 1995)</p>
<p>5º Aos brasileiros nascidos no estrangeiro se aplicará o disposto neste artigo, ressalvadas as prescrições legais relativas aos consulados. (Renumerado do § 4º, pela Lei nº 9.053, de 1995)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 51. Os nascimentos ocorridos a bordo, quando não registrados nos termos do artigo 65, deverão ser declarados dentro de cinco (5) dias, a contar da chegada do navio ou aeronave ao local do destino, no respectivo cartório ou consulado.       (Renumerado do art. 52, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 52. São obrigados a fazer declaração de nascimento:      (Renumerado do art. 53, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1o) o pai ou a mãe, isoladamente ou em conjunto, observado o disposto no § 2o do art. 54;        (Redação dada pela Lei nº 13.112, de 2015)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) no caso de falta ou de impedimento de um dos indicados no item 1o, outro indicado, que terá o prazo para declaração prorrogado por 45 (quarenta e cinco) dias;        (Redação dada pela Lei nº 13.112, de 2015)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) no impedimento de ambos, o parente mais próximo, sendo maior achando-se presente;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º) em falta ou impedimento do parente referido no número anterior os administradores de hospitais ou os médicos e parteiras, que tiverem assistido o parto;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5º) pessoa idônea da casa em que ocorrer, sendo fora da residência da mãe;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6º) finalmente, as pessoas (VETADO) encarregadas da guarda do menor.       (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1° Quando o oficial tiver motivo para duvidar da declaração, poderá ir à casa do recém-nascido verificar a sua existência, ou exigir a atestação do médico ou parteira que tiver assistido o parto, ou o testemunho de duas pessoas que não forem os pais e tiverem visto o recém-nascido.</p>
<p>2º Tratando-se de registro fora do prazo legal o oficial, em caso de dúvida, poderá requerer ao Juiz as providências que forem cabíveis para esclarecimento do fato.</p>
<p>3º O oficial de registro civil comunicará o registro de nascimento ao Ministério da Economia e ao INSS pelo Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (Sirc) ou por outro meio que venha a substituí-lo.     (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 53. No caso de ter a criança nascido morta ou no de ter morrido na ocasião do parto, será, não obstante, feito o assento com os elementos que couberem e com remissão ao do óbito.      (Renumerado do art. 54, com nova redação, pela  Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º No caso de ter a criança nascido morta, será o registro feito no livro &#8220;C Auxiliar&#8221;, com os elementos que couberem.       (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>2º No caso de a criança morrer na ocasião do parto, tendo, entretanto, respirado, serão feitos os dois assentos, o de nascimento e o de óbito, com os elementos cabíveis e com remissões recíprocas.       (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 54. O assento do nascimento deverá conter:       (Renumerado do art. 55, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1°) o dia, mês, ano e lugar do nascimento e a hora certa, sendo possível determiná-la, ou aproximada;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) o sexo do registrando;     (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) o fato de ser gêmeo, quando assim tiver acontecido;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º) o nome e o prenome, que forem postos à criança;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5º) a declaração de que nasceu morta, ou morreu no ato ou logo depois do parto;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6º) a ordem de filiação de outros irmãos do mesmo prenome que existirem ou tiverem existido;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7º) Os nomes e prenomes, a naturalidade, a profissão dos pais, o lugar e cartório onde se casaram, a idade da genitora, do registrando em anos completos, na ocasião do parto, e o domicílio ou a residência do casal. (Redação dada pela Lei nº 6.140, de 1974)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>8º) os nomes e prenomes dos avós paternos e maternos;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9o) os nomes e prenomes, a profissão e a residência das duas testemunhas do assento, quando se tratar de parto ocorrido sem assistência médica em residência ou fora de unidade hospitalar ou casa de saúde;      (Redação dada pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>10) o número de identificação da Declaração de Nascido Vivo, com controle do dígito verificador, exceto na hipótese de registro tardio previsto no art. 46 desta Lei; e      (Redação dada pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>11) a naturalidade do registrando.      (Incluído pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1o Não constituem motivo para recusa, devolução ou solicitação de retificação da Declaração de Nascido Vivo por parte do Registrador Civil das Pessoas Naturais:                     (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; equívocos ou divergências que não comprometam a identificação da mãe;                  (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; omissão do nome do recém-nascido ou do nome do pai;                   (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; divergência parcial ou total entre o nome do recém-nascido constante da declaração e o escolhido em manifestação perante o registrador no momento do registro de nascimento, prevalecendo este último;                (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; divergência parcial ou total entre o nome do pai constante da declaração e o verificado pelo registrador nos termos da legislação civil, prevalecendo este último;                 (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; demais equívocos, omissões ou divergências que não comprometam informações relevantes para o registro de nascimento.                 (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2o O nome do pai constante da Declaração de Nascido Vivo não constitui prova ou presunção da paternidade, somente podendo ser lançado no registro de nascimento quando verificado nos termos da legislação civil vigente.                   (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012)</p>
<p>3o Nos nascimentos frutos de partos sem assistência de profissionais da saúde ou parteiras tradicionais, a Declaração de Nascido Vivo será emitida pelos Oficiais de Registro Civil que lavrarem o registro de nascimento, sempre que haja demanda das Secretarias Estaduais ou Municipais de Saúde para que realizem tais emissões.                  (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012)</p>
<p>4oA naturalidade poderá ser do Município em que ocorreu o nascimento ou do Município de residência da mãe do registrando na data do nascimento, desde que localizado em território nacional, e a opção caberá ao declarante no ato de registro do nascimento.       (Incluído pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>5º O oficial de registro civil de pessoas naturais do Município poderá, mediante convênio e desde que não prejudique o regular funcionamento da serventia, instalar unidade interligada em estabelecimento público ou privado de saúde para recepção e remessa de dados, lavratura do registro de nascimento e emissão da respectiva certidão.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 55. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome, observado que ao prenome serão acrescidos os sobrenomes dos genitores ou de seus ascendentes, em qualquer ordem e, na hipótese de acréscimo de sobrenome de ascendente que não conste das certidões apresentadas, deverão ser apresentadas as certidões necessárias para comprovar a linha ascendente.       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º O oficial de registro civil não registrará prenomes suscetíveis de expor ao ridículo os seus portadores, observado que, quando os genitores não se conformarem com a recusa do oficial, este submeterá por escrito o caso à decisão do juiz competente, independentemente da cobrança de quaisquer emolumentos.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º Quando o declarante não indicar o nome completo, o oficial de registro lançará adiante do prenome escolhido ao menos um sobrenome de cada um dos genitores, na ordem que julgar mais conveniente para evitar homonímias.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º O oficial de registro orientará os pais acerca da conveniência de acrescer sobrenomes, a fim de se evitar prejuízos à pessoa em razão da homonímia.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>4º Em até 15 (quinze) dias após o registro, qualquer dos genitores poderá apresentar, perante o registro civil onde foi lavrado o assento de nascimento, oposição fundamentada ao prenome e sobrenomes indicados pelo declarante, observado que, se houver manifestação consensual dos genitores, será realizado o procedimento de retificação administrativa do registro, mas, se não houver consenso, a oposição será encaminhada ao juiz competente para decisão.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 56. A pessoa registrada poderá, após ter atingido a maioridade civil, requerer pessoalmente e imotivadamente a alteração de seu prenome, independentemente de decisão judicial, e a alteração será averbada e publicada em meio eletrônico.      (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A alteração imotivada de prenome poderá ser feita na via extrajudicial apenas 1 (uma) vez, e sua desconstituição dependerá de sentença judicial.     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º A averbação de alteração de prenome conterá, obrigatoriamente, o prenome anterior, os números de documento de identidade, de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, de passaporte e de título de eleitor do registrado, dados esses que deverão constar expressamente de todas as certidões solicitadas.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º Finalizado o procedimento de alteração no assento, o ofício de registro civil de pessoas naturais no qual se processou a alteração, a expensas do requerente, comunicará o ato oficialmente aos órgãos expedidores do documento de identidade, do CPF e do passaporte, bem como ao Tribunal Superior Eleitoral, preferencialmente por meio eletrônico.     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>4º Se suspeitar de fraude, falsidade, má-fé, vício de vontade ou simulação quanto à real intenção da pessoa requerente, o oficial de registro civil fundamentadamente recusará a retificação.     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 57. A alteração posterior de sobrenomes poderá ser requerida pessoalmente perante o oficial de registro civil, com a apresentação de certidões e de documentos necessários, e será averbada nos assentos de nascimento e casamento, independentemente de autorização judicial, a fim de:        (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; inclusão de sobrenomes familiares;      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; inclusão ou exclusão de sobrenome do cônjuge, na constância do casamento;      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; exclusão de sobrenome do ex-cônjuge, após a dissolução da sociedade conjugal, por qualquer de suas causas;      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; inclusão e exclusão de sobrenomes em razão de alteração das relações de filiação, inclusive para os descendentes, cônjuge ou companheiro da pessoa que teve seu estado alterado.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Poderá, também, ser averbado, nos mesmos termos, o nome abreviado, usado como firma comercial registrada ou em qualquer atividade profissional.                  (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>2º Os conviventes em união estável devidamente registrada no registro civil de pessoas naturais poderão requerer a inclusão de sobrenome de seu companheiro, a qualquer tempo, bem como alterar seus sobrenomes nas mesmas hipóteses previstas para as pessoas casadas.      (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º (Revogado).(Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º-A O retorno ao nome de solteiro ou de solteira do companheiro ou da companheira será realizado por meio da averbação da extinção de união estável em seu registro.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>4º (Revogado).       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>5º (Revogado).(Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>6º (Revogado).       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>7oQuando a alteração de nome for concedida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente de colaboração com a apuração de crime, o juiz competente determinará que haja a averbação no registro de origem de menção da existência de sentença concessiva da alteração, sem a averbação do nome alterado, que somente poderá ser procedida mediante determinação posterior, que levará em consideração a cessação da coação ou ameaça que deu causa à alteração.                  (Incluído pela Lei nº 9.807, de 1999)</p>
<p>8º O enteado ou a enteada, se houver motivo justificável, poderá requerer ao oficial de registro civil que, nos registros de nascimento e de casamento, seja averbado o nome de família de seu padrasto ou de sua madrasta, desde que haja expressa concordância destes, sem prejuízo de seus sobrenomes de família.      (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 58. O prenome será definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituição por apelidos públicos notórios. (Redação dada pela Lei nº 9.708, de 1998)   (Vide ADIN Nº 4.275)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. A substituição do prenome será ainda admitida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime, por determinação, em sentença, de juiz competente, ouvido o Ministério Público.                    (Redação dada pela Lei nº 9.807, de 1999)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 59. Quando se tratar de filho ilegítimo, não será declarado o nome do pai sem que este expressamente o autorize e compareça, por si ou por procurador especial, para, reconhecendo-o, assinar, ou não sabendo ou não podendo, mandar assinar a seu rogo o respectivo assento com duas testemunhas.                  (Renumerado do art.  60, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 60. O registro conterá o nome do pai ou da mãe, ainda que ilegítimos, quando qualquer deles for o declarante.                     (Renumerado do art. 61, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 61. Tratando-se de exposto, o registro será feito de acordo com as declarações que os estabelecimentos de caridade, as autoridades ou os particulares comunicarem ao oficial competente, nos prazos mencionados no artigo 51, a partir do achado ou entrega, sob a pena do artigo 46, apresentando ao oficial, salvo motivo de força maior comprovada, o exposto e os objetos a que se refere o parágrafo único deste artigo.                        (Renumerado do art. 62, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Declarar-se-á o dia, mês e ano, lugar em que foi exposto, a hora em que foi encontrado e a sua idade aparente. Nesse caso, o envoltório, roupas e quaisquer outros objetos e sinais que trouxer a criança e que possam a todo o tempo fazê-la reconhecer, serão numerados, alistados e fechados em caixa lacrada e selada, com o seguinte rótulo: &#8220;Pertence ao exposto tal, assento de fls&#8230;.. do livro&#8230;..&#8221; e remetidos imediatamente, com uma guia em duplicata, ao Juiz, para serem recolhidos a lugar seguro. Recebida e arquivada a duplicata com o competente recibo do depósito, far-se-á à margem do assento a correspondente anotação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 62. O registro do nascimento do menor abandonado, sob jurisdição do Juiz de Menores, poderá fazer-se por iniciativa deste, à vista dos elementos de que dispuser e com observância, no que for aplicável, do que preceitua o artigo anterior.                      (Renumerado do art 63,  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 63. No caso de gêmeos, será declarada no assento especial de cada um a ordem de nascimento. Os gêmeos que tiverem o prenome igual deverão ser inscritos com duplo prenome ou nome completo diverso, de modo que possam distinguir-se.                        (Renumerado do art.  64, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Também serão obrigados a duplo prenome, ou a nome completo diverso, os irmãos a que se pretender dar o mesmo prenome.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 64. Os assentos de nascimento em navio brasileiro mercante ou de guerra serão lavrados, logo que o fato se verificar, pelo modo estabelecido na legislação de marinha, devendo, porém, observar-se as disposições da presente Lei.                      (Renumerado do art. 65, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 65. No primeiro porto a que se chegar, o comandante depositará imediatamente, na capitania do porto, ou em sua falta, na estação fiscal, ou ainda, no consulado, em se tratando de porto estrangeiro, duas cópias autenticadas dos assentos referidos no artigo anterior, uma das quais será remetida, por intermédio do Ministério da Justiça, ao oficial do registro, para o registro, no lugar de residência dos pais ou, se não for possível descobri-lo, no 1º Ofício do Distrito Federal. Uma terceira cópia será entregue pelo comandante ao interessado que, após conferência na capitania do porto, por ela poderá, também, promover o registro no cartório competente.                    (Renumerado do art. 66, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Os nascimentos ocorridos a bordo de quaisquer aeronaves, ou de navio estrangeiro, poderão ser dados a registro pelos pais brasileiros no cartório ou consulado do local do desembarque.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 66. Pode ser tomado assento de nascimento de filho de militar ou assemelhado em livro criado pela administração militar mediante declaração feita pelo interessado ou remetido pelo comandante da unidade, quando em campanha. Esse assento será publicado em boletim da unidade e, logo que possível, trasladado por cópia autenticada, ex officio ou a requerimento do interessado, para o cartório de registro civil a que competir ou para o do 1° Ofício do Distrito Federal, quando não puder ser conhecida a residência do pai.                    (Renumerado do art. 67, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. A providência de que trata este artigo será extensiva ao assento de nascimento de filho de civil, quando, em conseqüência de operações de guerra, não funcionarem os cartórios locais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO V</p>
<p>Da Habilitação para o Casamento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 67. Na habilitação para o casamento, os interessados, apresentando os documentos exigidos pela lei civil, requererão ao oficial do registro do distrito de residência de um dos nubentes, que lhes expeça certidão de que se acham habilitados para se casarem.                   (Renumerado do art. 68, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Se estiver em ordem a documentação, o oficial de registro dará publicidade, em meio eletrônico, à habilitação e extrairá, no prazo de até 5 (cinco) dias, o certificado de habilitação, podendo os nubentes contrair matrimônio perante qualquer serventia de registro civil de pessoas naturais, de sua livre escolha, observado o prazo de eficácia do art. 1.532 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002(Código Civil).       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º (Revogado).      (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º (Revogado).        (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>4º (Revogado).       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>4º-A A identificação das partes e a apresentação dos documentos exigidos pela lei civil para fins de habilitação poderão ser realizadas eletronicamente mediante recepção e comprovação da autoria e da integridade dos documentos.        (Incluído ela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>5º Se houver impedimento ou arguição de causa suspensiva, o oficial de registro dará ciência do fato aos nubentes, para que indiquem, em 24 (vinte e quatro) horas, prova que pretendam produzir, e remeterá os autos a juízo, e, produzidas as provas pelo oponente e pelos nubentes, no prazo de 3 (três) dias, com ciência do Ministério Público, e ouvidos os interessados e o órgão do Ministério Público em 5 (cinco) dias, decidirá o juiz em igual prazo.       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>6º Quando a celebração do casamento ocorrer perante oficial de registro civil de pessoas naturais diverso daquele da habilitação, deverá ser comunicado o oficial de registro em que foi realizada a habilitação, por meio eletrônico, para a devida anotação no procedimento de habilitação.       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>7º Expedido o certificado de habilitação, celebrar-se-á o casamento, no dia, hora e lugar solicitados pelos nubentes e designados pelo oficial de registro.       (Incluído ela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>8º A celebração do casamento poderá ser realizada, a requerimento dos nubentes, em meio eletrônico, por sistema de videoconferência em que se possa verificar a livre manifestação da vontade dos contraentes.    (Incluído ela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 68. Se o interessado quiser justificar fato necessário à habilitação para o casamento, deduzirá sua intenção perante o Juiz competente, em petição circunstanciada indicando testemunhas e apresentando documentos que comprovem as alegações.                      (Renumerado do art. 69, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Ouvidas as testemunhas, se houver, dentro do prazo de cinco (5) dias, com a ciência do órgão do Ministério Público, este terá o prazo de vinte e quatro (24) horas para manifestar-se, decidindo o Juiz em igual prazo, sem recurso.</p>
<p>2° Os autos da justificação serão encaminhados ao oficial do registro para serem anexados ao processo da habilitação matrimonial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 69. Para a dispensa da publicação eletrônica dos proclamas, nos casos previstos em lei, os contraentes, em petição dirigida ao oficial de registro, deduzirão os motivos de urgência do casamento, provando o alegado, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, com documentos.       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º (Revogado).(Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º O oficial de registro, no prazo de 24 (vinte quatro) horas, com base nas provas apresentadas, poderá dispensar ou não a publicação eletrônica, e caberá recurso da decisão ao juiz corregedor.     (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO VI</p>
<p>Do Casamento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 70 Do matrimônio, logo depois de celebrado, será lavrado assento, assinado pelo presidente do ato, os cônjuges, as testemunhas e o oficial, sendo exarados:                     (Renumerado do art. 71,  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1o) os nomes, prenomes, nacionalidade, naturalidade, data de nascimento, profissão, domicílio e residência atual dos cônjuges;    (Redação dada pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) os nomes, prenomes, nacionalidade, data de nascimento ou de morte, domicílio e residência atual dos pais;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) os nomes e prenomes do cônjuge precedente e a data da dissolução do casamento anterior, quando for o caso;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4°) a data da publicação dos proclamas e da celebração do casamento;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5º) a relação dos documentos apresentados ao oficial do registro;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6º) os nomes, prenomes, nacionalidade, profissão, domicílio e residência atual das testemunhas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7º) o regime de casamento, com declaração da data e do cartório em cujas notas foi tomada a escritura ante-nupcial, quando o regime não for o da comunhão ou o legal que sendo conhecido, será declarado expressamente;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>8º) o nome, que passa a ter a mulher, em virtude do casamento;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9°) os nomes e as idades dos filhos havidos de matrimônio anterior ou legitimados pelo casamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>10º) à margem do termo, a impressão digital do contraente que não souber assinar o nome. (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. As testemunhas serão, pelo menos, duas, não dispondo a lei de modo diverso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 70-A. A conversão da união estável em casamento deverá ser requerida pelos companheiros perante o oficial de registro civil de pessoas naturais de sua residência.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Recebido o requerimento, será iniciado o processo de habilitação sob o mesmo rito previsto para o casamento, e deverá constar dos proclamas que se trata de conversão de união estável em casamento.  (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º Em caso de requerimento de conversão de união estável por mandato, a procuração deverá ser pública e com prazo máximo de 30 (trinta) dias.     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º Se estiver em termos o pedido, será lavrado o assento da conversão da união estável em casamento, independentemente de autorização judicial, prescindindo o ato da celebração do matrimônio.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>4º O assento da conversão da união estável em casamento será lavrado no Livro B, sem a indicação da data e das testemunhas da celebração, do nome do presidente do ato e das assinaturas dos companheiros e das testemunhas, anotando-se no respectivo termo que se trata de conversão de união estável em casamento.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>5º A conversão da união estável dependerá da superação dos impedimentos legais para o casamento, sujeitando-se à adoção do regime patrimonial de bens, na forma dos preceitos da lei civil.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>6º Não constará do assento de casamento convertido a partir da união estável a data do início ou o período de duração desta, salvo no caso de prévio procedimento de certificação eletrônica de união estável realizado perante oficial de registro civil.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>7º Se estiver em termos o pedido, o falecimento da parte no curso do processo de habilitação não impedirá a lavratura do assento de conversão de união estável em casamento.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO VII</p>
<p>Do Registro do Casamento Religioso para Efeitos Civis</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 71. Os nubentes habilitados para o casamento poderão pedir ao oficial que lhe forneça a respectiva certidão, para se casarem perante autoridade ou ministro religioso, nela mencionando o prazo legal de validade da habilitação.                       (Renumerado do art. 72  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 72. O termo ou assento do casamento religioso, subscrito pela autoridade ou ministro que o celebrar, pelos nubentes e por duas testemunhas, conterá os requisitos do artigo 71, exceto o 5°.                    (Renumerado do art. 73, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 73. No prazo de trinta dias a contar da realização, o celebrante ou qualquer interessado poderá, apresentando o assento ou termo do casamento religioso, requerer-lhe o registro ao oficial do cartório que expediu a certidão.                       (Renumerado do art. 74, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º O assento ou termo conterá a data da celebração, o lugar, o culto religioso, o nome do celebrante, sua qualidade, o cartório que expediu a habilitação, sua data, os nomes, profissões, residências, nacionalidades das testemunhas que o assinarem e os nomes dos contraentes.                  (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>2º Anotada a entrada do requerimento o oficial fará o registro no prazo de 24 (vinte e quatro) horas                          (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>3º A autoridade ou ministro celebrante arquivará a certidão de habilitação que lhe foi apresentada, devendo, nela, anotar a data da celebração do casamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 74. O casamento religioso, celebrado sem a prévia habilitação, perante o oficial de registro público, poderá ser registrado desde que apresentados pelos nubentes, com o requerimento de registro, a prova do ato religioso e os documentos exigidos pelo Código Civil, suprindo eles eventual falta de requisitos nos termos da celebração.                        (Renumerado do art. 75, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Processada a habilitação com a publicação dos editais e certificada a inexistência de impedimentos, o oficial fará o registro do casamento religioso, de acordo com a prova do ato e os dados constantes do processo, observado o disposto no artigo 70.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 75. O registro produzirá efeitos jurídicos a contar da celebração do casamento.       (Renumerado do art. 76, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. O oficial de registro civil comunicará o registro ao Ministério da Economia e ao INSS pelo Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (Sirc) ou por outro meio que venha a substituí-lo.      (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO VIII</p>
<p>Do Casamento em Iminente Risco de Vida</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 76. Ocorrendo iminente risco de vida de algum dos contraentes, e não sendo possível a presença da autoridade competente para presidir o ato, o casamento poderá realizar-se na presença de seis testemunhas, que comparecerão, dentro de 5 (cinco) dias, perante a autoridade judiciária mais próxima, a fim de que sejam reduzidas a termo suas declarações.                           (Renumerado do art. 77,  com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Não comparecendo as testemunhas, espontaneamente, poderá qualquer interessado requerer a sua intimação.</p>
<p>2º Autuadas as declarações e encaminhadas à autoridade judiciária competente, se outra for a que as tomou por termo, será ouvido o órgão do Ministério Público e se realizarão as diligências necessárias para verificar a inexistência de impedimento para o casamento.</p>
<p>3º Ouvidos dentro em 5 (cinco) dias os interessados que o requerem e o órgão do Ministério Público, o Juiz decidirá em igual prazo.</p>
<p>4º Da decisão caberá apelação com ambos os efeitos.</p>
<p>5º Transitada em julgado a sentença, o Juiz mandará registrá-la no Livro de Casamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO IX</p>
<p>Do Óbito</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 77.  Nenhum sepultamento será feito sem certidão do oficial de registro do lugar do falecimento ou do lugar de residência do de cujus, quando o falecimento ocorrer em local diverso do seu domicílio, extraída após a lavratura do assento de óbito, em vista do atestado de médico, se houver no lugar, ou em caso contrário, de duas pessoas qualificadas que tiverem presenciado ou verificado a morte.         (Redação dada pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Antes de proceder ao assento de óbito de criança de menos de 1 (um) ano, o oficial verificará se houve registro de nascimento, que, em caso de falta, será previamente feito.                     (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>2º A cremação de cadáver somente será feita daquele que houver manifestado a vontade de ser incinerado ou no interesse da saúde pública e se o atestado de óbito houver sido firmado por 2 (dois) médicos ou por 1 (um) médico legista e, no caso de morte violenta, depois de autorizada pela autoridade judiciária.                        (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 78. Na impossibilidade de ser feito o registro dentro de 24 (vinte e quatro) horas do falecimento, pela distância ou qualquer outro motivo relevante, o assento será lavrado depois, com a maior urgência, e dentro dos prazos fixados no artigo 50.                       (Renumerado do art. 79 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 79. São obrigados a fazer declaração de óbitos:                     (Renumerado do art. 80  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1°) o chefe de família, a respeito de sua mulher, filhos, hóspedes, agregados e fâmulos;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) a viúva, a respeito de seu marido, e de cada uma das pessoas indicadas no número antecedente;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3°) o filho, a respeito do pai ou da mãe; o irmão, a respeito dos irmãos e demais pessoas de casa, indicadas no nº 1; o parente mais próximo maior e presente;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º) o administrador, diretor ou gerente de qualquer estabelecimento público ou particular, a respeito dos que nele faleceram, salvo se estiver presente algum parente em grau acima indicado;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5º) na falta de pessoa competente, nos termos dos números anteriores, a que tiver assistido aos últimos momentos do finado, o médico, o sacerdote ou vizinho que do falecimento tiver notícia;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6°) a autoridade policial, a respeito de pessoas encontradas mortas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. A declaração poderá ser feita por meio de preposto, autorizando-o o declarante em escrito, de que constem os elementos necessários ao assento de óbito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 80. O assento de óbito deverá conter:                   (Renumerado do art. 81 pela, Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º) a hora, se possível, dia, mês e ano do falecimento;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) o lugar do falecimento, com indicação precisa;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) o prenome, nome, sexo, idade, cor, estado, profissão, naturalidade, domicílio e residência do morto;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º) se era casado, o nome do cônjuge sobrevivente, mesmo quando desquitado; se viúvo, o do cônjuge pré-defunto; e o cartório de casamento em ambos os casos;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5º) os nomes, prenomes, profissão, naturalidade e residência dos pais;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6º) se faleceu com testamento conhecido;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7º) se deixou filhos, nome e idade de cada um;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>8°) se a morte foi natural ou violenta e a causa conhecida, com o nome dos atestantes;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9°) lugar do sepultamento;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>10º) se deixou bens e herdeiros menores ou interditos;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>11°) se era eleitor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>12º) pelo menos uma das informações a seguir arroladas: número de inscrição do PIS/PASEP; número de inscrição no Instituto Nacional do Seguro Social &#8211; INSS, se contribuinte individual; número de benefício previdenciário &#8211; NB, se a pessoa falecida for titular de qualquer benefício pago pelo INSS; número do CPF; número de registro da Carteira de Identidade e respectivo órgão emissor; número do título de eleitor; número do registro de nascimento, com informação do livro, da folha e do termo; número e série da Carteira de Trabalho.                        (Vide Medida Provisória nº 2.060-3, de 2000)                   (Incluído pela Medida Provisória nº 2.187-13, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. O oficial de registro civil comunicará o óbito à Receita Federal e à Secretaria de Segurança Pública da unidade da Federação que tenha emitido a cédula de identidade, exceto se, em razão da idade do falecido, essa informação for manifestamente desnecessária.                          (Incluído pela Lei nº 13.114, de 2015)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 81. Sendo o finado desconhecido, o assento deverá conter declaração de estatura ou medida, se for possível, cor, sinais aparentes, idade presumida, vestuário e qualquer outra indicação que possa auxiliar de futuro o seu reconhecimento; e, no caso de ter sido encontrado morto, serão mencionados esta circunstância e o lugar em que se achava e o da necropsia, se tiver havido.                     (Renumerado do art. 82 pela, Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Neste caso, será extraída a individual dactiloscópica, se no local existir esse serviço.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 82. O assento deverá ser assinado pela pessoa que fizer a comunicação ou por alguém a seu rogo, se não souber ou não puder assinar.                  (Renumerado do art. 83 pela, Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 83. Quando o assento for posterior ao enterro, faltando atestado de médico ou de duas pessoas qualificadas, assinarão, com a que fizer a declaração, duas testemunhas que tiverem assistido ao falecimento ou ao funeral e puderem atestar, por conhecimento próprio ou por informação que tiverem colhido, a identidade do cadáver.                   (Renumerado do art. 84 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 84. Os assentos de óbitos de pessoas falecidas a bordo de navio brasileiro serão lavrados de acordo com as regras estabelecidas para os nascimentos, no que lhes for aplicável, com as referências constantes do artigo 80, salvo se o enterro for no porto, onde será tomado o assento.                   (Renumerado do art. 85 Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 85. Os óbitos, verificados em campanha, serão registrados em livro próprio, para esse fim designado, nas formações sanitárias e corpos de tropas, pelos oficiais da corporação militar correspondente, autenticado cada assento com a rubrica do respectivo médico chefe, ficando a cargo da unidade que proceder ao sepultamento o registro, nas condições especificadas, dos óbitos que se derem no próprio local de combate.                       (Renumerado do art. 86, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 86. Os óbitos a que se refere o artigo anterior, serão publicados em boletim da corporação e registrados no registro civil, mediante relações autenticadas, remetidas ao Ministério da Justiça, contendo os nomes dos mortos, idade, naturalidade, estado civil, designação dos corpos a que pertenciam, lugar da residência ou de mobilização, dia, mês, ano e lugar do falecimento e do sepultamento para, à vista dessas relações, se fazerem os assentamentos de conformidade com o que a respeito está disposto no artigo 66.                    (Renumerado do art. 87  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 87. O assentamento de óbito ocorrido em hospital, prisão ou outro qualquer estabelecimento público será feito, em falta de declaração de parentes, segundo a da respectiva administração, observadas as disposições dos artigos 80 a 83; e o relativo a pessoa encontrada acidental ou violentamente morta, segundo a comunicação, ex oficio, das autoridades policiais, às quais incumbe fazê-la logo que tenham conhecimento do fato.                    (Renumerado do art. 88, pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 88. Poderão os Juízes togados admitir justificação para o assento de óbito de pessoas desaparecidas em naufrágio, inundação, incêndio, terremoto ou qualquer outra catástrofe, quando estiver provada a sua presença no local do desastre e não for possível encontrar-se o cadáver para exame.                   (Renumerado do art. 89  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Será também admitida a justificação no caso de desaparecimento em campanha, provados a impossibilidade de ter sido feito o registro nos termos do artigo 85 e os fatos que convençam da ocorrência do óbito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO X</p>
<p>Da Emancipação, Interdição e Ausência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 89. No cartório do 1° Ofício ou da 1ª subdivisão judiciária de cada comarca serão registrados, em livro especial, as sentenças de emancipação, bem como os atos dos pais que a concederem, em relação aos menores nela domiciliados.                 (Renumerado do art 90 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 90. O registro será feito mediante trasladação da sentença oferecida em certidão ou do instrumento, limitando-se, se for de escritura pública, as referências da data, livro, folha e ofício em que for lavrada sem dependência, em qualquer dos casos, da presença de testemunhas, mas com a assinatura do apresentante. Dele sempre constarão:                       (Renumerado do art. 91  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º) data do registro e da emancipação;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) nome, prenome, idade, filiação, profissão, naturalidade e residência do emancipado; data e cartório em que foi registrado o seu nascimento;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) nome, profissão, naturalidade e residência dos pais ou do tutor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 91. Quando o juiz conceder emancipação, deverá comunicá-la, de ofício, ao oficial de registro, se não constar dos autos haver sido efetuado este dentro de 8 (oito) dias.                        (Renumerado do art 92 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Antes do registro, a emancipação, em qualquer caso, não produzirá efeito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 92. As interdições serão registradas no mesmo cartório e no mesmo livro de que trata o artigo 89, salvo a hipótese prevista na parte final do parágrafo único do artigo 33, declarando-se:                       (Renumerado do art. 93 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º) data do registro;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) nome, prenome, idade, estado civil, profissão, naturalidade, domicílio e residência do interdito, data e cartório em que forem registrados o nascimento e o casamento, bem como o nome do cônjuge, se for casado;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) data da sentença, nome e vara do Juiz que a proferiu;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º) nome, profissão, estado civil, domicílio e residência do curador;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5º) nome do requerente da interdição e causa desta;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6º) limites da curadoria, quando for parcial a interdição;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7º) lugar onde está internado o interdito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 93. A comunicação, com os dados necessários, acompanhados de certidão de sentença, será remetida pelo Juiz ao cartório para registro de ofício, se o curador ou promovente não o tiver feito dentro de oito (8) dias. (Renumerado do art. 94  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Antes de registrada a sentença, não poderá o curador assinar o respectivo termo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 94. O registro das sentenças declaratórias de ausência, que nomearem curador, será feita no cartório do domicílio anterior do ausente, com as mesmas cautelas e efeitos do registro de interdição, declarando-se: (Renumerado do art. 95 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º) data do registro;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) nome, idade, estado civil, profissão e domicílio anterior do ausente, data e cartório em que foram registrados o nascimento e o casamento, bem como o nome do cônjuge, se for casado;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) tempo de ausência até a data da sentença;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4°) nome do promotor do processo;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5º) data da sentença, nome e vara do Juiz que a proferiu;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6º) nome, estado, profissão, domicílio e residência do curador e os limites da curatela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 94-A. Os registros das sentenças declaratórias de reconhecimento e dissolução, bem como dos termos declaratórios formalizados perante o oficial de registro civil e das escrituras públicas declaratórias e dos distratos que envolvam união estável, serão feitos no Livro E do registro civil de pessoas naturais em que os companheiros têm ou tiveram sua última residência, e dele deverão constar:     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; data do registro;       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; nome, estado civil, data de nascimento, profissão, CPF e residência dos companheiros;       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; nome dos pais dos companheiros;       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; data e cartório em que foram registrados os nascimentos das partes, seus casamentos e uniões estáveis anteriores, bem como os óbitos de seus outros cônjuges ou companheiros, quando houver;     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; data da sentença, trânsito em julgado da sentença e vara e nome do juiz que a proferiu, quando for o caso;      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; data da escritura pública, mencionados o livro, a página e o tabelionato onde foi lavrado o ato;     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VII &#8211; regime de bens dos companheiros;      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VIII &#8211; nome que os companheiros passam a ter em virtude da união estável.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Não poderá ser promovido o registro, no Livro E, de união estável de pessoas casadas, ainda que separadas de fato, exceto se separadas judicialmente ou extrajudicialmente, ou se a declaração da união estável decorrer de sentença judicial transitada em julgado.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º As sentenças estrangeiras de reconhecimento de união estável, os termos extrajudiciais, os instrumentos particulares ou escrituras públicas declaratórias de união estável, bem como os respectivos distratos, lavrados no exterior, nos quais ao menos um dos companheiros seja brasileiro, poderão ser levados a registro no Livro E do registro civil de pessoas naturais em que qualquer dos companheiros tem ou tenha tido sua última residência no território nacional.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º Para fins de registro, as sentenças estrangeiras de reconhecimento de união estável, os termos extrajudiciais, os instrumentos particulares ou escrituras públicas declaratórias de união estável, bem como os respectivos distratos, lavrados no exterior, deverão ser devidamente legalizados ou apostilados e acompanhados de tradução juramentada.     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO XI</p>
<p>Da Legitimação Adotiva</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 95. Serão registradas no registro de nascimentos as sentenças de legitimação adotiva, consignando-se nele os nomes dos pais adotivos como pais legítimos e os dos ascendentes dos mesmos se já falecidos, ou sendo vivos, se houverem, em qualquer tempo, manifestada por escrito sua adesão ao ato (Lei nº 4.655, de 2 de junho de 1965, art. 6º).                       (Renumerado do art. 96 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. O mandado será arquivado, dele não podendo o oficial fornecer certidão, a não ser por determinação judicial e em segredo de justiça, para salvaguarda de direitos (Lei nº 4.655, de 2-6-65, art. 8°, parágrafo único).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 96. Feito o registro, será cancelado o assento de nascimento original do menor.                          (Renumerado do art. 97  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO XII</p>
<p>Da Averbação</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 97.  A averbação será feita pelo oficial do cartório em que constar o assento à vista da carta de sentença, de mandado ou de petição acompanhada de certidão ou documento legal e autêntico.         (Redação dada pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único.  Nas hipóteses em que o oficial suspeitar de fraude, falsidade ou má-fé nas declarações ou na documentação apresentada para fins de averbação, não praticará o ato pretendido e submeterá o caso ao representante do Ministério Público para manifestação, com a indicação, por escrito, dos motivos da suspeita.        (Incluído pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 98. A averbação será feita à margem do assento e, quando não houver espaço, no livro corrente, com as notas e remissões recíprocas, que facilitem a busca.                    (Renumerado do art. 99 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 99. A averbação será feita mediante a indicação minuciosa da sentença ou ato que a determinar.                  (Renumerado do art. 100 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 100. No livro de casamento, será feita averbação da sentença de nulidade e anulação de casamento, bem como do desquite, declarando-se a data em que o Juiz a proferiu, a sua conclusão, os nomes das partes e o trânsito em julgado.                       (Renumerado do art. 101 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Antes de averbadas, as sentenças não produzirão efeito contra terceiros.</p>
<p>2º As sentenças de nulidade ou anulação de casamento não serão averbadas enquanto sujeitas a recurso, qualquer que seja o seu efeito.</p>
<p>3º A averbação a que se refere o parágrafo anterior será feita à vista da carta de sentença, subscrita pelo presidente ou outro Juiz do Tribunal que julgar a ação em grau de recurso, da qual constem os requisitos mencionados neste artigo e, ainda, certidão do trânsito em julgado do acórdão.</p>
<p>4º O oficial do registro comunicará, dentro de quarenta e oito horas, o lançamento da averbação respectiva ao Juiz que houver subscrito a carta de sentença mediante ofício sob registro postal.</p>
<p>5º Ao oficial, que deixar de cumprir as obrigações consignadas nos parágrafos anteriores, será imposta a multa de cinco salários-mínimos da região e a suspensão do cargo até seis meses; em caso de reincidência ser-lhe-á aplicada, em dobro, a pena pecuniária, ficando sujeito à perda do cargo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 101. Será também averbado, com as mesmas indicações e efeitos, o ato de restabelecimento de sociedade conjugal.                     (Renumerado do art. 102  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 102. No livro de nascimento, serão averbados:                     (Renumerado do art. 103 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º) as sentenças que julgarem ilegítimos os filhos concebidos nas constância do casamento;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) as sentenças que declararem legítima a filiação;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) as escrituras de adoção e os atos que a dissolverem;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º) o reconhecimento judicial ou voluntário dos filhos ilegítimos;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5º) a perda de nacionalidade brasileira, quando comunicada pelo Ministério da Justiça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6º) a perda e a suspensão do pátrio poder.                    (Incluído pela Lei nº 8.069, de 1990)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 103. Será feita, ainda de ofício, diretamente quando no mesmo cartório, ou por comunicação do oficial que registrar o casamento, a averbação da legitimação dos filhos por subseqüente matrimônio dos pais, quando tal circunstância constar do assento de casamento.                        (Renumerado do art. 104 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 104. No livro de emancipações, interdições e ausências, será feita a averbação das sentenças que puserem termo à interdição, das substituições dos curadores de interditos ou ausentes, das alterações dos limites de curatela, da cessação ou mudança de internação, bem como da cessação da ausência pelo aparecimento do ausente, de acordo com o disposto nos artigos anteriores.                        (Renumerado do art. 105  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Averbar-se-á, também, no assento de ausência, a sentença de abertura de sucessão provisória, após o trânsito em julgado, com referência especial ao testamento do ausente se houver e indicação de seus herdeiros habilitados.                        (Renumerado com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 105. Para a averbação de escritura de adoção de pessoa cujo registro de nascimento haja sido fora do País, será trasladado, sem ônus para os interessados, no livro &#8220;A&#8221; do Cartório do 1° Ofício ou da 1ª subdivisão judiciária da comarca em que for domiciliado o adotante, aquele registro, legalmente traduzido, se for o caso, para que se faça, à margem dele, a competente averbação.                    (Renumerado do art. 106 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO XIII</p>
<p>Das Anotações</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 106. Sempre que o oficial fizer algum registro ou averbação, deverá, no prazo de cinco dias, anotá-lo nos atos anteriores, com remissões recíprocas, se lançados em seu cartório, ou fará comunicação, com resumo do assento, ao oficial em cujo cartório estiverem os registros primitivos, obedecendo-se sempre à forma prescrita no artigo 98.                   (Renumerado do art. 107 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. As comunicações serão feitas mediante cartas relacionadas em protocolo, anotando-se à margem ou sob o ato comunicado, o número de protocolo e ficarão arquivadas no cartório que as receber.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 107. O óbito deverá ser anotado, com as remissões recíprocas, nos assentos de casamento e nascimento, e o casamento no deste.                   (Renumerado do art. 108 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A emancipação, a interdição e a ausência serão anotadas pela mesma forma, nos assentos de nascimento e casamento, bem como a mudança do nome da mulher, em virtude de casamento, ou sua dissolução, anulação ou desquite.</p>
<p>2° A dissolução e a anulação do casamento e o restabelecimento da sociedade conjugal serão, também, anotadas nos assentos de nascimento dos cônjuges.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 108. Os oficiais, além das penas disciplinares em que incorrerem, são responsáveis civil e criminalmente pela omissão ou atraso na remessa de comunicações a outros cartórios.                   (Renumerado do art. 109 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO XIV</p>
<p>Das Retificações, Restaurações e Suprimentos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 109. Quem pretender que se restaure, supra ou retifique assentamento no Registro Civil, requererá, em petição fundamentada e instruída com documentos ou com indicação de testemunhas, que o Juiz o ordene, ouvido o órgão do Ministério Público e os interessados, no prazo de cinco dias, que correrá em cartório.                        (Renumerado do art. 110 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1° Se qualquer interessado ou o órgão do Ministério Público impugnar o pedido, o Juiz determinará a produção da prova, dentro do prazo de dez dias e ouvidos, sucessivamente, em três dias, os interessados e o órgão do Ministério Público, decidirá em cinco dias.</p>
<p>2° Se não houver impugnação ou necessidade de mais provas, o Juiz decidirá no prazo de cinco dias.</p>
<p>3º Da decisão do Juiz, caberá o recurso de apelação com ambos os efeitos.</p>
<p>4º Julgado procedente o pedido, o Juiz ordenará que se expeça mandado para que seja lavrado, restaurado e retificado o assentamento, indicando, com precisão, os fatos ou circunstâncias que devam ser retificados, e em que sentido, ou os que devam ser objeto do novo assentamento.</p>
<p>5º Se houver de ser cumprido em jurisdição diversa, o mandado será remetido, por ofício, ao Juiz sob cuja jurisdição estiver o cartório do Registro Civil e, com o seu &#8220;cumpra-se&#8221;, executar-se-á.</p>
<p>6º As retificações serão feitas à margem do registro, com as indicações necessárias, ou, quando for o caso, com a trasladação do mandado, que ficará arquivado. Se não houver espaço, far-se-á o transporte do assento, com as remissões à margem do registro original.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 110.  O oficial retificará o registro, a averbação ou a anotação, de ofício ou a requerimento do interessado, mediante petição assinada pelo interessado, representante legal ou procurador, independentemente de prévia autorização judicial ou manifestação do Ministério Público, nos casos de:        (Redação dada pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; erros que não exijam qualquer indagação para a constatação imediata de necessidade de sua correção;        (Incluído pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; erro na transposição dos elementos constantes em ordens e mandados judiciais, termos ou requerimentos, bem como outros títulos a serem registrados, averbados ou anotados, e o documento utilizado para a referida averbação e/ou retificação ficará arquivado no registro no cartório;        (Incluído pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; inexatidão da ordem cronológica e sucessiva referente à numeração do livro, da folha, da página, do termo, bem como da data do registro;        (Incluído pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; ausência de indicação do Município relativo ao nascimento ou naturalidade do registrado, nas hipóteses em que existir descrição precisa do endereço do local do nascimento;        (Incluído pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; elevação de Distrito a Município ou alteração de suas nomenclaturas por força de lei.        (Incluído pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1o(Revogado).       (Redação dada pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>2o(Revogado).       (Redação dada pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>3o(Revogado).       (Redação dada pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>4o(Revogado).       (Redação dada pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>5oNos casos em que a retificação decorra de erro imputável ao oficial, por si ou por seus prepostos, não será devido pelos interessados o pagamento de selos e taxas.        (Incluído pela Lei nº 13.484, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 111. Nenhuma justificação em matéria de registro civil, para retificação, restauração ou abertura de assento, será entregue à parte.                      (Renumerado do art. 112 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 112. Em qualquer tempo poderá ser apreciado o valor probante da justificação, em original ou por traslado, pela autoridade judiciária competente ao conhecer de ações que se relacionarem com os fatos justificados.                (Renumerado do art. 113 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 113. As questões de filiação legítima ou ilegítima serão decididas em processo contencioso para anulação ou reforma de assento.                      (Renumerado do art. 114 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO III</p>
<p>Do Registro Civil de Pessoas Jurídicas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO I</p>
<p>Da Escrituração</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 114. No Registro Civil de Pessoas Jurídicas serão inscritos:                     (Renumerado do art. 115 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; os contratos, os atos constitutivos, o estatuto ou compromissos das sociedades civis, religiosas, pias, morais, científicas ou literárias, bem como o das fundações e das associações de utilidade pública;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; as sociedades civis que revestirem as formas estabelecidas nas leis comerciais, salvo as anônimas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; os atos constitutivos e os estatutos dos partidos políticos.                     (Incluído pela Lei nº 9.096, de 1995)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. No mesmo cartório será feito o registro dos jornais, periódicos, oficinas impressoras, empresas de radiodifusão e agências de notícias a que se refere o art. 8º da Lei nº 5.250, de 9-2-1967.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 115. Não poderão ser registrados os atos constitutivos de pessoas jurídicas, quando o seu objeto ou circunstâncias relevantes indiquem destino ou atividades ilícitos ou contrários, nocivos ou perigosos ao bem público, à segurança do Estado e da coletividade, à ordem pública ou social, à moral e aos bons costumes.                       (Renumerado do art. 116 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Ocorrendo qualquer dos motivos previstos neste artigo, o oficial do registro, de ofício ou por provocação de qualquer autoridade, sobrestará no processo de registro e suscitará dúvida para o Juiz, que a decidirá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 116. Haverá, para o fim previsto nos artigos anteriores, os seguintes livros:                       (Renumerado do art. 117 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; Livro A, para os fins indicados nos incisos I e II do caput do art. 114 desta Lei; e       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; Livro B, para matrícula das oficinas impressoras, jornais, periódicos, empresas de radiodifusão e agências de notícias.       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 117. Todos os exemplares de contratos, de atos, de estatuto e de publicações, registrados e arquivados serão encadernados por periódicos certos, acompanhados de índice que facilite a busca e o exame.                  (Renumerado do art. 118 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 118. Os oficiais farão índices, pela ordem cronológica e alfabética, de todos os registros e arquivamentos, podendo adotar o sistema de fichas, mas ficando sempre responsáveis por qualquer erro ou omissão.                  (Renumerado do art. 119 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 119. A existência legal das pessoas jurídicas só começa com o registro de seus atos constitutivos.                    (Renumerado do art. 120 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Quando o funcionamento da sociedade depender de aprovação da autoridade, sem esta não poderá ser feito o registro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO II</p>
<p>Da Pessoa Jurídica</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 120. O registro das sociedades, fundações e partidos políticos consistirá na declaração, feita em livro, pelo oficial, do número de ordem, da data da apresentação e da espécie do ato constitutivo, com as seguintes indicações:                       (Redação dada pela Lei nº 9.096, de 1995)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; a denominação, o fundo social, quando houver, os fins e a sede da associação ou fundação, bem como o tempo de sua duração;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; o modo por que se administra e representa a sociedade, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; se o estatuto, o contrato ou o compromisso é reformável, no tocante à administração, e de que modo;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; se os membros respondem ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; as condições de extinção da pessoa jurídica e nesse caso o destino do seu patrimônio;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; os nomes dos fundadores ou instituidores e dos membros da diretoria, provisória ou definitiva, com indicação da nacionalidade, estado civil e profissão de cada um, bem como o nome e residência do apresentante dos exemplares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Para o registro dos partidos políticos, serão obedecidos, além dos requisitos deste artigo, os estabelecidos em lei específica.                    (Incluído pela Lei nº 9.096, de 1995)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 121. O registro será feito com base em uma via do estatuto, compromisso ou contrato, apresentada em papel ou em meio eletrônico, a requerimento do representante legal da pessoa jurídica.    (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º É dispensado o requerimento de que trata o caputdeste artigo caso o representante legal da pessoa jurídica tenha subscrito o estatuto, compromisso ou contrato.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º Os documentos apresentados em papel poderão ser retirados pelo apresentante nos 180 (cento e oitenta) dias após a data da certificação do registro ou da expedição de nota devolutiva.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º Decorrido o prazo de que trata o § 2º deste artigo, os documentos serão descartados.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO III</p>
<p>Do Registro de Jornais, Oficinas Impressoras, Empresas de Radiodifusão e Agências de Notícias</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 122. No registro civil das pessoas jurídicas serão matriculados:                      (Renumerado do art. 123 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; os jornais e demais publicações periódicas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; as oficinas impressoras de quaisquer natureza, pertencentes a pessoas naturais ou jurídicas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; as empresas de radiodifusão que mantenham serviços de notícias, reportagens, comentários, debates e entrevistas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; as empresas que tenham por objeto o agenciamento de notícias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 123. O pedido de matrícula conterá as informações e será instruído com os documentos seguintes:                     (Renumerado do art. 124 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; no caso de jornais ou outras publicações periódicas:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>a) título do jornal ou periódico, sede da redação, administração e oficinas impressoras, esclarecendo, quanto a estas, se são próprias ou de terceiros, e indicando, neste caso, os respectivos proprietários;</li>
<li>b) nome, idade, residência e prova da nacionalidade do diretor ou redator-chefe;</li>
<li>c) nome, idade, residência e prova da nacionalidade do proprietário;</li>
<li>d) se propriedade de pessoa jurídica, exemplar do respectivo estatuto ou contrato social e nome, idade, residência e prova de nacionalidade dos diretores, gerentes e sócios da pessoa jurídica proprietária.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; nos casos de oficinas impressoras:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>a) nome, nacionalidade, idade e residência do gerente e do proprietário, se pessoa natural;</li>
<li>b) sede da administração, lugar, rua e número onde funcionam as oficinas e denominação destas;</li>
<li>c) exemplar do contrato ou estatuto social, se pertencentes a pessoa jurídica.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; no caso de empresas de radiodifusão:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>a) designação da emissora, sede de sua administração e local das instalações do estúdio;</li>
<li>b) nome, idade, residência e prova de nacionalidade do diretor ou redator-chefe responsável pelos serviços de notícias, reportagens, comentários, debates e entrevistas.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV no caso de empresas noticiosas:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>a) nome, nacionalidade, idade e residência do gerente e do proprietário, se pessoa natural;</li>
<li>b) sede da administração;</li>
<li>c) exemplar do contrato ou estatuto social, se pessoa jurídica.</li>
</ol>
<p>1º As alterações em qualquer dessas declarações ou documentos deverão ser averbadas na matrícula, no prazo de oito dias.</p>
<p>2º A cada declaração a ser averbada deverá corresponder um requerimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 124. A falta de matrícula das declarações, exigidas no artigo anterior, ou da averbação da alteração, será punida com multa que terá o valor de meio a dois salários mínimos da região.                    (Renumerado do art. 125 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A sentença que impuser a multa fixará prazo, não inferior a vinte dias, para matrícula ou alteração das declarações.</p>
<p>2º A multa será aplicada pela autoridade judiciária em representação feita pelo oficial, e cobrada por processo executivo, mediante ação do órgão competente.</p>
<p>3º Se a matrícula ou alteração não for efetivada no prazo referido no § 1º deste artigo, o Juiz poderá impor nova multa, agravando-a de 50% (cinqüenta por cento) toda vez que seja ultrapassado de dez dias o prazo assinalado na sentença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 125. Considera-se clandestino o jornal, ou outra publicação periódica, não matriculado nos termos do artigo 122 ou de cuja matrícula não constem os nomes e as qualificações do diretor ou redator e do proprietário.                      (Renumerado do art. 126  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 126. O processo de matrícula será o mesmo do registro prescrito no artigo 121.                     (Renumerado do art. 127  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO IV</p>
<p>Do Registro de Títulos e Documentos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO I</p>
<p>Das Atribuições</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 127. No Registro de Títulos e Documentos será feita a transcrição:                           (Renumerado do art. 128 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; dos instrumentos particulares, para a prova das obrigações convencionais de qualquer valor;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; do penhor comum sobre coisas móveis;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; da caução de títulos de crédito pessoal e da dívida pública federal, estadual ou municipal, ou de Bolsa ao portador;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211;    (Revogado pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; do contrato de parceria agrícola ou pecuária;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; do mandado judicial de renovação do contrato de arrendamento para sua vigência, quer entre as partes contratantes, quer em face de terceiros (art. 19, § 2º do Decreto nº 24.150, de 20-4-1934);</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VII &#8211; facultativo, de quaisquer documentos, para sua conservação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Caberá ao Registro de Títulos e Documentos a realização de quaisquer registros não atribuídos expressamente a outro ofício.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 127-A. O registro facultativo para conservação de documentos ou conjunto de documentos de que trata o inciso VII do caput do art. 127 desta Lei terá a finalidade de arquivamento de conteúdo e data, não gerará efeitos em relação a terceiros e não poderá servir como instrumento para cobrança de dívidas, mesmo que de forma velada, nem para protesto, notificação extrajudicial, medida judicial ou negativação nos serviços de proteção ao crédito ou congêneres.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º O acesso ao conteúdo do registro efetuado na forma prevista no caputdeste artigo é restrito ao requerente, vedada a utilização do registro para qualquer outra finalidade, ressalvadas:     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; requisição da autoridade tributária, em caso de negativa de autorização sem justificativa aceita; e       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; determinação judicial.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º Quando se tratar de registro para fins de conservação de documentos de interesse fiscal, administrativo ou judicial, o apresentante poderá autorizar, a qualquer momento, a sua disponibilização para os órgãos públicos pertinentes, que poderão acessá-los por meio do Serp, sem ônus, nos termos estabelecidos pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça, dispensada a guarda pelo apresentante.     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º A certificação do registro será feita por termo, com indicação do número total de páginas registradas, dispensada a chancela ou rubrica em qualquer uma delas.     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>4º (VETADO).     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 128. À margem dos respectivos registros, serão averbadas quaisquer ocorrências que os alterem, quer em relação às obrigações, quer em atinência às pessoas que nos atos figurarem, inclusive quanto à prorrogação dos prazos.                     (Renumerado do art. 129 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 129. Estão sujeitos a registro, no Registro de Títulos e Documentos, para surtir efeitos em relação a terceiros:                       (Renumerado do art. 130 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º) os contratos de locação de prédios, sem prejuízo do disposto do artigo 167, I, nº 3;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) (revogado);         (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) as cartas de fiança, em geral, feitas por instrumento particular, seja qual for a natureza do compromisso por elas abonado;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º) os contratos de locação de serviços não atribuídos a outras repartições;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5º) os contratos de compra e venda em prestações, com reserva de domínio ou não, qualquer que seja a forma de que se revistam, e os contratos de alienação ou de promessas de venda referentes a bens móveis;   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6º) todos os documentos de procedência estrangeira, acompanhados das respectivas traduções, para produzirem efeitos em repartições da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios ou em qualquer instância, juízo ou tribunal;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7º) as quitações, recibos e contratos de compra e venda de automóveis, bem como o penhor destes, qualquer que seja a forma que revistam;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>8º) os atos administrativos expedidos para cumprimento de decisões judiciais, sem trânsito em julgado, pelas quais for determinada a entrega, pelas alfândegas e mesas de renda, de bens e mercadorias procedentes do exterior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9º) os instrumentos de sub-rogação e de dação em pagamento;      (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>10º) a cessão de direitos e de créditos, a reserva de domínio e a alienação fiduciária de bens móveis; e         (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>11º) as constrições judiciais ou administrativas sobre bens móveis corpóreos e sobre direitos de crédito.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A inscrição em dívida ativa da Fazenda Pública não se sujeita ao registro de que trata o caputdeste artigo para efeito da presunção de fraude de que trata o art. 185 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional).        (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º O disposto no caputdeste artigo não se aplica ao registro e à constituição de ônus e de gravames previstos em legislação específica, inclusive o estabelecido:       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; na Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro); e        (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; no art. 26 da Lei nº 12.810, de 15 de maio de 2013.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 130. Dentro do prazo de vinte dias da data da sua assinatura pelas partes, todos os atos enumerados nos arts. 127 e 129, serão registrados no domicílio das partes contratantes e, quando residam estas em circunscrições territoriais diversas, far-se-á o registro em todas elas.     (Renumerado do art. 131 pela Lei nº 6.216, de 1975).           (Vide Medida Provisória nº 1.085, de 2021)      Vigência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Os registros de documentos apresentados, depois de findo o prazo, produzirão efeitos a partir da data da apresentação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 131. Os registros referidos nos artigos anteriores serão feitos independentemente de prévia distribuição.                      (Renumerado do art. 132 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO II</p>
<p>Da Escrituração</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 132. No registro de títulos e documentos, haverá os seguintes livros:      (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; Livro A &#8211; protocolo para apontamentos de todos os títulos, documentos e papéis apresentados, diariamente, para serem registrados, ou averbados;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; Livro B &#8211; para trasladação integral de títulos e documentos, sua conservação e validade contra terceiros, ainda que registrados por extratos em outros livros;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; Livro C &#8211; para inscrição, por extração, de títulos e documentos, a fim de surtirem efeitos em relação a terceiros e autenticação de data;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; Livro D &#8211; indicador pessoal, substituível pelo sistema de fichas, a critério e sob a responsabilidade do oficial, o qual é obrigado a fornecer com presteza as certidões pedidas pelos nomes das partes que figurarem, por qualquer modo, nos livros de registros;       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; Livro E &#8211; indicador real, para matrícula de todos os bens móveis que figurarem nos demais livros, devendo conter sua identificação, referência aos números de ordem dos outros livros e anotações necessárias, inclusive direitos e ônus incidentes sobre eles;      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; Livro F &#8211; para registro facultativo de documentos ou conjunto de documentos para conservação de que tratam o inciso VII do caput do art. 127 e o art. 127-A desta Lei; e       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VII &#8211; Livro G &#8211; indicador pessoal específico para repositório dos nomes dos apresentantes que figurarem no Livro F, do qual deverá constar o respectivo número do registro, o nome do apresentante e o seu número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da Economia ou, no caso de pessoa jurídica, a denominação do apresentante e o seu número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da Economia.       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 133. Na parte superior de cada página do livro se escreverá o título, a letra com o número e o ano em que começar.                 (Renumerado do art. 134 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 134. O Juiz, em caso de afluência de serviço, poderá autorizar o desdobramento dos livros de registro para escrituração das várias espécie de atos, sem prejuízo da unidade do protocolo e de sua numeração em ordem rigorosa.               (Renumerado do art. 135 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Esses livros desdobrados terão as indicações de E, F, G, H, etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 135. O protocolo deverá conter colunas para as seguintes anotações:                      (Renumerado do art. 136 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1°) número de ordem, continuando, indefinidamente, nos seguintes;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) dia e mês;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) natureza do título e qualidade do lançamento (integral, resumido, penhor, etc.);</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º) o nome do apresentante;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5º) anotações e averbações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Em seguida ao registro, far-se-á, no protocolo, remissão ao número da página do livro em que foi ele lançado, mencionando-se, também, o número e a página de outros livros em que houver qualquer nota ou declaração concernente ao mesmo ato.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 136. O livro de registro integral de títulos será escriturado nos termos do artigo 142, lançado-se, antes de cada registro, o número de ordem, a data do protocolo e o nome do apresentante, e conterá colunas para as seguintes declarações:                (Renumerado do art. 137 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º) número de ordem;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º) dia e mês;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) transcrição;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º) anotações e averbações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 137. O livro de registro, por extrato, conterá colunas para as seguintes declarações:                 (Renumerado do art. 138  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º) número de ordem;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2°) dia e mês;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º) espécie e resumo do título;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4º) anotações e averbações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 138. O indicador pessoal será dividido alfabeticamente para a indicação do nome de todas as pessoas que, ativa ou passivamente, individual ou coletivamente, figurarem nos livros de registro e deverá conter, além dos nomes das pessoas, referências aos números de ordem e páginas dos outros livros e anotações.                 (Renumerado do art. 139 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 139. Se a mesma pessoa já estiver mencionada no indicador, somente se fará, na coluna das anotações, uma referência ao número de ordem, página e número do livro em que estiver lançado o novo registro ou averbação.           (Renumerado do art. 140  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 140. Se no mesmo registro ou averbação, figurar mais de uma pessoa, ativa ou passivamente, o nome de cada uma será lançado distintamente, no indicador, com referência recíproca na coluna das anotações.           (Renumerado do art. 141  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 141. (Revogado pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO III</p>
<p>Da Transcrição e da Averbação</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 142. O registro integral dos documentos consistirá na trasladação dos mesmos, com a mesma ortografia e pontuação, com referência às entrelinhas ou quaisquer acréscimos, alterações, defeitos ou vícios que tiver o original apresentado, e, bem assim, com menção precisa aos seus característicos exteriores e às formalidades legais, podendo a transcrição dos documentos mercantis, quando levados a registro, ser feita na mesma disposição gráfica em que estiverem escritos, se o interessado assim o desejar.                      (Renumerado do art. 143 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Feita a trasladação, na última linha, de maneira a não ficar espaço em branco, será conferida e realizado o seu encerramento, depois do que o oficial, seu substituto legal ou escrevente designado pelo oficial e autorizado pelo Juiz competente, ainda que o primeiro não esteja afastado, assinará o seu nome por inteiro.</p>
<p>2º Tratando-se de documento impresso, idêntico a outro já anteriormente registrado na íntegra, no mesmo livro, poderá o registro limitar-se a consignar o nome das partes contratantes, as características do objeto e demais dados constantes dos claros preenchidos, fazendo-se remissão, quanto ao mais, àquele já registrado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 143. O registro resumido consistirá na declaração da natureza do título, do documento ou papel, valor, prazo, lugar em que tenha sido feito, nome e condição jurídica das partes, nomes das testemunhas, data da assinatura e do reconhecimento de firma por tabelião, se houver, o nome deste, o do apresentante, o número de ordem e a data do protocolo, e da averbação, a importância e a qualidade do imposto pago, depois do que será datado e rubricado pelo oficial ou servidores referidos no artigo 142, § 1°.                (Renumerado do art. 144 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 144. (Revogado pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 145. (Revogado pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO IV</p>
<p>Da Ordem do Serviço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 146. Apresentado o título ou documento para registro ou averbação, serão anotados, no protocolo, a data de sua apresentação, sob o número de ordem que se seguir imediatamente, a natureza do instrumento, a espécie de lançamento a fazer (registro integral ou resumido, ou averbação), o nome do apresentante, reproduzindo-se as declarações relativas ao número de ordem, à data, e à espécie de lançamento a fazer no corpo do título, do documento ou do papel. (Renumerado do art. 147  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 147. Protocolado o título ou documento, far-se-á, em seguida, no livro respectivo, o lançamento, (registro integral ou resumido, ou averbação), e, concluído este, declarar-se-á no corpo do título, documento ou papel, o número de ordem e a data do procedimento no livro competente, rubricando o oficial ou os servidores referidos no art. 142, § 1º, esta declaração e as demais folhas do título, do documento ou do papel.                 (Renumerado do art. 148 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 148. Os títulos, documentos e papéis escritos em língua estrangeira, uma vez adotados os caracteres comuns, poderão ser registrados no original, para o efeito da sua conservação ou perpetuidade. Para produzirem efeitos legais no País e para valerem contra terceiros, deverão, entretanto, ser vertidos em vernáculo e registrada a tradução, o que, também, se observará em relação às procurações lavradas em língua estrangeira.                (Renumerado do art. 149 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Para o registro resumido, os títulos, documentos ou papéis em língua estrangeira, deverão ser sempre traduzidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 149. Depois de concluídos os lançamentos nos livros respectivos, será feita, nas anotações do protocolo, referência ao número de ordem sob o qual tiver sido feito o registro, ou a averbação, no livro respectivo, datando e rubricando, em seguida, o oficial ou os servidores referidos no art. 142, § 1º.              (Renumerado do art. 150 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 150. O apontamento do título, documento ou papel no protocolo será feito, seguida e imediatamente um depois do outro. Sem prejuízo da numeração individual de cada documento, se a mesma pessoa apresentar simultaneamente diversos documentos de idêntica natureza, para lançamentos da mesma espécie, serão eles lançados no protocolo englobadamente.               (Renumerado do art. 151 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Onde terminar cada apontamento, será traçada uma linha horizontal, separando-o do seguinte, sendo lavrado, no fim do expediente diário, o termo de encerramento do próprio punho do oficial por este datado e assinado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 151. O lançamento dos registros e das averbações nos livros respectivos será feito, também seguidamente, na ordem de prioridade do seu apontamento no protocolo, quando não for obstado por ordem de autoridade judiciária competente, ou por dúvida superveniente; neste caso, seguir-se-ão os registros ou averbações dos imediatos, sem prejuízo da data autenticada pelo competente apontamento.                 (Renumerado do art. 152 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 152. Cada registro ou averbação será datado e assinado por inteiro, pelo oficial ou pelos servidores referidos no artigo 142, § 1º, separados, um do outro, por uma linha horizontal.                (Renumerado do art. 153 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 153. Os títulos terão sempre um número diferente, segundo a ordem de apresentação, ainda que se refiram à mesma pessoa. O registro e a averbação deverão ser imediatos e, quando não o puderem ser, por acúmulo de serviço, o lançamento será feito no prazo estritamente necessário, e sem prejuízo da ordem da pre-notação. Em qualquer desses casos, o oficial, depois de haver dado entrada no protocolo e lançado no corpo do título as declarações prescritas, fornecerá um recibo contendo a declaração da data da apresentação, o número de ordem desta no protocolo e a indicação do dia em que deverá ser entregue, devidamente legalizado; o recibo será restituído pelo apresentante contra a devolução do documento.                   (Renumerado do art. 154  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 154. Nos termos de encerramento diário do protocolo, lavrados ao findar a hora regulamentar, deverão ser mencionados, pelos respectivos números, os títulos apresentados cujos registros ficarem adiados, com a declaração dos motivos do adiamento.                   (Renumerado do art. 155  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Ainda que o expediente continue para ultimação do serviço, nenhuma nova apresentação será admitida depois da hora regulamentar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 155. Quando o título, já registrado por extrato, for levado a registro integral, ou for exigido simultaneamente pelo apresentante o duplo registro, mencionar-se-á essa circunstância no lançamento posterior e, nas anotações do protocolo, far-se-ão referências recíprocas para verificação das diversas espécies de lançamento do mesmo título.                  (Renumerado do art. 156  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 156. O oficial deverá recusar registro a título e a documento que não se revistam das formalidades legais.                (Renumerado do art. 157 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Se tiver suspeita de falsificação, poderá o oficial sobrestar no registro, depois de protocolado o documento, até notificar o apresentante dessa circunstância; se este insistir, o registro será feito com essa nota, podendo o oficial, entretanto, submeter a dúvida ao Juiz competente, ou notificar o signatário para assistir ao registro, mencionando também as alegações pelo último aduzidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 157. O oficial, salvo quando agir de má-fé, devidamente comprovada, não será responsável pelos danos decorrentes da anulação do registro, ou da averbação, por vício intrínseco ou extrínseco do documento, título ou papel, mas, tão-somente, pelos erros ou vícios no processo de registro.             (Renumerado do art. 158  pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 158. (Revogado pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 159. As folhas do título, documento ou papel que tiver sido registrado e as das certidões serão rubricadas pelo oficial, antes de entregues aos apresentantes. As declarações no protocolo, bem como as dos registros e das averbações lançadas no título, documento ou papel e as respectivas datas poderão ser apostas por carimbo, sendo, porém, para autenticação, de próprio punho do oficial, ou de quem suas vezes fizer, a assinatura ou a rubrica.               (Renumerado do art. 160 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 160. O oficial será obrigado, quando o apresentante o requerer, a notificar do registro ou da averbação os demais interessados que figurarem no título, documento, o papel apresentado, e a quaisquer terceiros que lhes sejam indicados, podendo requisitar dos oficiais de registro em outros Municípios, as notificações necessárias. Por esse processo, também, poderão ser feitos avisos, denúncias e notificações, quando não for exigida a intervenção judicial.                 (Renumerado do art. 161 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Os certificados de notificação ou da entrega de registros serão lavrados nas colunas das anotações, no livro competente, à margem dos respectivos registros.</p>
<p>2º O serviço das notificações e demais diligências poderá ser realizado por escreventes designados pelo oficial e autorizados pelo Juiz competente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 161. As certidões do registro de títulos e documentos terão a mesma eficácia e o mesmo valor probante dos documentos originais registrados, físicos ou nato-digitais, ressalvado o incidente de falsidade destes, oportunamente levantado em juízo.       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º (Revogado).(Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º (Revogado).(Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 162. O fato da apresentação de um título, documento ou papel, para registro ou averbação, não constituirá, para o apresentante, direito sobre o mesmo, desde que não seja o próprio interessado.                    (Renumerado do art. 163 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 163. Os tabeliães e escrivão, nos atos que praticarem, farão sempre referência ao livro e à folha do registro de títulos e documentos em que tenham sido trasladados os mandatos de origem estrangeira, a que tenham de reportar-se.                      (Renumerado do art. 164 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO V</p>
<p>Do Cancelamento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 164. O cancelamento poderá ser feito em virtude de sentença ou de documento autêntico de quitação ou de exoneração do título registrado.             (Renumerado do art. 165 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 165. Apresentado qualquer dos documentos referidos no artigo anterior, o oficial certificará, na coluna das averbações do livro respectivo, o cancelamento e a razão dele, mencionando-se o documento que o autorizou, datando e assinando a certidão, de tudo fazendo referência nas anotações do protocolo.              (Renumerado do art. 166 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Quando não for suficiente o espaço da coluna das averbações, será feito novo registro, com referências recíprocas, na coluna própria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 166. Os requerimentos de cancelamento serão arquivados com os documentos que os instruírem.               (Renumerado do art. 167 pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO V</p>
<p>Do Registro de Imóveis</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO I</p>
<p>Das Atribuições</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 167 &#8211; No Registro de Imóveis, além da matrícula, serão feitos.               (Renumerado do art. 168 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; o registro:            (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1) da instituição de bem de família;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2) das hipotecas legais, judiciais e convencionais;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3) dos contratos de locação de prédios, nos quais tenha sido consignada cláusula de vigência no caso de alienação da coisa locada;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4) do penhor de máquinas e de aparelhos utilizados na indústria, instalados e em funcionamento, com os respectivos pertences ou sem eles;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5) das penhoras, arrestos e seqüestros de imóveis;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6) das servidões em geral;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7) do usufruto e do uso sobre imóveis e da habitação, quando não resultarem do direito de família;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>8) das rendas constituídas sobre imóveis ou a eles vinculadas por disposição de última vontade;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9) dos contratos de compromisso de compra e venda de cessão deste e de promessa de cessão, com ou sem cláusula de arrependimento, que tenham por objeto imóveis não loteados e cujo preço tenha sido pago no ato de sua celebração, ou deva sê-lo a prazo, de uma só vez ou em prestações;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>10) da enfiteuse;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>11) da anticrese;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>12) das convenções antenupciais;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>13)              (Revogado pela Lei n.13.986, de 2020)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>14) das cédulas de crédito, industrial;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>15) dos contratos de penhor rural;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>16) dos empréstimos por obrigações ao portador ou debêntures, inclusive as conversíveis em ações;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>17) das incorporações, instituições e convenções de condomínio;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>dos contratos de promessa de venda, cessão ou promessa de cessão de unidades autônomas condominiais e de promessa de permuta, a que se refere a Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, quando a incorporação ou a instituição de condomínio se formalizar na vigência desta Lei;        (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>19) dos loteamentos urbanos e rurais;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>20) dos contratos de promessa de compra e venda de terrenos loteados em conformidade com o Decreto-lei nº 58, de 10 de dezembro de 1937, e respectiva cessão e promessa de cessão, quando o loteamento se formalizar na vigência desta Lei;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>21) das citações de ações reais ou pessoais reipersecutórias, relativas a imóveis;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>22)                     (Revogado pela Lei nº 6.850, de 1980)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>23) dos julgados e atos jurídicos entre vivos que dividirem imóveis ou os demarcarem inclusive nos casos de incorporação que resultarem em constituição de condomínio e atribuírem uma ou mais unidades aos incorporadores;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>24) das sentenças que nos inventários, arrolamentos e partilhas, adjudicarem bens de raiz em pagamento das dívidas da herança;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>25) dos atos de entrega de legados de imóveis, dos formais de partilha e das sentenças de adjudicação em inventário ou arrolamento quando não houver partilha;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>26) da arrematação e da adjudicação em hasta pública;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>27) do dote;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>28) das sentenças declaratórias de usucapião;               (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.220, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>29) da compra e venda pura e da condicional;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>da permuta e da promessa de permuta;       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>31) da dação em pagamento;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>32) da transferência, de imóvel a sociedade, quando integrar quota social;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>33) da doação entre vivos;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>34) da desapropriação amigável e das sentenças que, em processo de desapropriação, fixarem o valor da indenização;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>35) da alienação fiduciária em garantia de coisa imóvel.                (Incluído pela Lei nº 9.514, de 1997)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>36). da imissão provisória na posse, quando concedida à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou às suas entidades delegadas, e respectiva cessão e promessa de cessão;                  (Redação dada pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>37) dos termos administrativos ou das sentenças declaratórias da concessão de uso especial para fins de moradia;                    (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.220, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>38) (VETADO)                  (Incluído pela Lei nº 10.257, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>39) da constituição do direito de superfície de imóvel urbano;                      (Incluído pela Lei nº 10.257, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>40) do contrato de concessão de direito real de uso de imóvel público.                       (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.220, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>da legitimação de posse;                     (Incluído pela Lei nº 11.977, de 2009)</p>
<p>da conversão da legitimação de posse em propriedade, prevista no art. 60 da Lei no11.977, de 7 de julho de 2009;                  (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>da Certidão de Regularização Fundiária (CRF);           (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>da legitimação fundiária;        (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>do contrato de pagamento por serviços ambientais, quando este estipular obrigações de natureza propter rem; e       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>do ato de tombamento definitivo, sem conteúdo financeiro;      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>do patrimônio rural em afetação em garantia;   (Incluído pela Lei nº 14.421, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a averbação:                (Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1) das convenções antenupciais e do regime de bens diversos do legal, nos registros referentes a imóveis ou a direitos reais pertencentes a qualquer dos cônjuges, inclusive os adquiridos posteriormente ao casamento;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2) por cancelamento, da extinção dos ônus e direitos reais;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3) dos contratos de promessa de compra e venda, das cessões e das promessas de cessão a que alude o Decreto-lei nº 58, de 10 de dezembro de 1937, quando o loteamento se tiver formalizado anteriormente à vigência desta Lei;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4) da mudança de denominação e de numeração dos prédios, da edificação, da reconstrução, da demolição, do desmembramento e do loteamento de imóveis;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5) da alteração do nome por casamento ou por desquite, ou, ainda, de outras circunstâncias que, de qualquer modo, tenham influência no registro ou nas pessoas nele interessadas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6) dos atos pertinentes a unidades autônomas condominiais a que alude a Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, quando a incorporação tiver sido formalizada anteriormente à vigência desta Lei;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7) das cédulas hipotecárias;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>da caução e da cessão fiduciária de direitos reais relativos a imóveis;       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>10) do restabelecimento da sociedade conjugal;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>11) das cláusulas de inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade impostas a imóveis, bem como da constituição de fideicomisso;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>12) das decisões, recursos e seus efeitos, que tenham por objeto atos ou títulos registrados ou averbados;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>13) &#8221; ex offício &#8220;, dos nomes dos logradouros, decretados pelo poder público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>14) das sentenças de separação judicial, de divórcio e de nulidade ou anulação de casamento, quando nas respectivas partilhas existirem imóveis ou direitos reais sujeitos a registro.                    (Incluído pela Lei nº 6.850, de 1980)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>15 &#8211; da re-ratificação do contrato de mútuo com pacto adjeto de hipoteca em favor de entidade integrante do Sistema Financeiro da Habitação, ainda que importando elevação da dívida, desde que mantidas as mesmas partes e que inexista outra hipoteca registrada em favor de terceiros.            (Incluído pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>16) do contrato de locação, para os fins de exercício de direito de preferência.                       (Incluído pela Lei nº 8.245, de 1991)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>17) do Termo de Securitização de créditos imobiliários, quando submetidos a regime fiduciário.                     (Incluído pela Lei nº 9.514, de 1997)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>18) da notificação para parcelamento, edificação ou utilização compulsórios de imóvel urbano;                   (Incluído pela Lei nº 10.257, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>19) da extinção da concessão de uso especial para fins de moradia;                    (Incluído pela Lei nº 10.257, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>20) da extinção do direito de superfície do imóvel urbano.                   (Incluído pela Lei nº 10.257, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>da cessão do crédito com garantia real sobre imóvel, ressalvado o disposto no item 35 deste inciso;     (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>da reserva legal;                    (Incluído pela Lei nº 11.284, de 2006)</p>
<p>da servidão ambiental.                     (Incluído pela Lei nº 11.284, de 2006)</p>
<p>do destaque de imóvel de gleba pública originária.                    (Incluído pela Lei nº 11.952, de 2009)</p>
<p>(Vide Medida Provisória nº 458, de 2009)</p>
<p>do auto de demarcação urbanística.                 (Incluído pela Lei nº 11.977, de 2009)</p>
<p>da extinção da legitimação de posse;                     (Redação dada pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>da extinção da concessão de uso especial para fins de moradia;                          (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>da extinção da concessão de direito real de uso.                       (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>da sub-rogação de dívida, da respectiva garantia fiduciária ou hipotecária e da alteração das condições contratuais, em nome do credor que venha a assumir essa condição nos termos do art. 31 da Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997, ou do art. 347 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002(Código Civil), realizada em ato único, a requerimento do interessado, instruído com documento comprobatório firmado pelo credor original e pelo mutuário, ressalvado o disposto no item 35 deste inciso;       (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>da certidão de liberação de condições resolutivas dos títulos de domínio resolúvel emitidos pelos órgãos fundiários federais na Amazônia Legal.               (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>do termo de quitação de contrato de compromisso de compra e venda registrado e do termo de quitação dos instrumentos públicos ou privados oriundos da implantação de empreendimentos ou de processo de regularização fundiária, firmado pelo empreendedor proprietário de imóvel ou pelo promotor do empreendimento ou da regularização fundiária objeto de loteamento, desmembramento, condomínio de qualquer modalidade ou de regularização fundiária, exclusivamente para fins de exoneração da sua responsabilidade sobre tributos municipais incidentes sobre o imóvel perante o Município, não implicando transferência de domínio ao compromissário comprador ou ao beneficiário da regularização.               (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>(Incluído pela Medida Provisória nº 922, de 2020)Vigência encerrada</p>
<p>da existência dos penhores previstos no art. 178 desta Lei, de ofício, sem conteúdo financeiro, por ocasião do registro no livro auxiliar em relação a imóveis de titularidade do devedor pignoratício ou a imóveis objeto de contratos registrados no Livro nº 2 &#8211; Registro Geral;       (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>da cessão de crédito ou da sub-rogação de dívida decorrentes de transferência do financiamento com garantia real sobre imóvel, nos termos do Capítulo II-A da Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997; e   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>do processo de tombamento de bens imóveis e de seu eventual cancelamento, sem conteúdo financeiro.      (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. O registro previsto no item 3 do inciso I do caput e a averbação prevista no item 16 do inciso II do caput deste artigo serão efetuados no registro de imóveis da circunscrição onde o imóvel estiver matriculado, mediante apresentação de uma via do contrato assinado pelas partes, admitida a forma eletrônica e bastando a coincidência entre o nome de um dos proprietários e o do locador.     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 168 &#8211; Na designação genérica de registro, consideram-se englobadas a inscrição e a transcrição a que se referem as leis civis.                      (Renumerado do art. 168 § 2º para artigo autônomo pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 169. Todos os atos enumerados no art. 167 desta Lei são obrigatórios e serão efetuados na serventia da situação do imóvel, observado o seguinte:     (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; as averbações serão efetuadas na matrícula ou à margem do registro a que se referirem, ainda que o imóvel tenha passado a pertencer a outra circunscrição, observado o disposto no inciso I do § 1º e no § 18 do art. 176 desta Lei;   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; para o imóvel situado em duas ou mais circunscrições, serão abertas matrículas em ambas as serventias dos registros públicos; e    (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; (revogado);    (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; aberta matrícula na serventia da situação do imóvel, o oficial comunicará o fato à serventia de origem, para o encerramento, de ofício, da matrícula anterior.  (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º O registro do loteamento e do desmembramento que abranger imóvel localizado em mais de uma circunscrição imobiliária observará o disposto no inciso II do caputdeste artigo, e as matrículas das unidades imobiliárias deverão ser abertas na serventia do registro de imóveis da circunscrição em que estiver situada a unidade imobiliária, procedendo-se às averbações remissivas.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º As informações relativas às alterações de denominação de logradouro e de numeração predial serão enviadas pelo Município à serventia do registro de imóveis da circunscrição onde estiver situado o imóvel, por meio do Serp, e as informações de alteração de numeração predial poderão ser arquivadas para uso oportuno e a pedido do interessado.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º Na hipótese prevista no inciso II do caputdeste artigo, as matrículas serão abertas:    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; com remissões recíprocas;   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; com a prática dos atos de registro e de averbação apenas no registro de imóveis da circunscrição em que estiver situada a maior área, averbando-se, sem conteúdo financeiro, a circunstância na outra serventia; e    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; se a área for idêntica em ambas as circunscrições, adotar-se-á o mesmo procedimento e proceder-se-á aos registros e às averbações na serventia de escolha do interessado, averbada a circunstância na outra serventia, sem conteúdo financeiro.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 170 &#8211; O desmembramento territorial posterior ao registro não exige sua repetição no novo cartório.                     (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 171.  Os atos relativos a vias férreas serão registrados na circunscrição imobiliária onde se situe o imóvel.             (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único.  A requerimento do interessado, o oficial do cartório do registro de imóveis da circunscrição a que se refere o caput deste artigo abrirá a matrícula da área correspondente, com base em planta, memorial descritivo e certidão atualizada da matrícula ou da transcrição do imóvel, caso exista, podendo a apuração do remanescente ocorrer em momento posterior.             (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO II</p>
<p>Da Escrituração</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 172 &#8211; No Registro de Imóveis serão feitos, nos termos desta Lei, o registro e a averbação dos títulos ou atos constitutivos, declaratórios, translativos e extintos de direitos reais sobre imóveis reconhecidos em lei, &#8221; inter vivos&#8221; ou &#8221; mortis causa&#8221; quer para sua constituição, transferência e extinção, quer para sua validade em relação a terceiros, quer para a sua disponibilidade.                   (Renumerado do art. 168 § 1º para artigo autônomo com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 173 &#8211; Haverá, no Registro de Imóveis, os seguintes livros:                    (Renumerado do art. 171 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; Livro nº 1 &#8211; Protocolo;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; Livro nº 2 &#8211; Registro Geral;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; Livro nº 3 &#8211; Registro Auxiliar;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; Livro nº 4 &#8211; Indicador Real;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; Livro nº 5 &#8211; Indicador Pessoal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Observado o disposto no § 2º do art. 3º, desta Lei, os livros nºs 2, 3, 4 e 5 poderão ser substituídos por fichas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 174 &#8211; O livro nº 1 &#8211; Protocolo &#8211; servirá para apontamento de todos os títulos apresentados diariamente, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 12 desta Lei.                (Renumerado do art. 172 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 175 &#8211; São requisitos da escrituração do Livro nº 1 &#8211; Protocolo:                  (Renumerado do art. 172 parágrafo único para artigo autônomo com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; o número de ordem, que seguirá indefinidamente nos livros da mesma espécie;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a data da apresentação;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; o nome do apresentante;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; a natureza formal do título;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; os atos que formalizar, resumidamente mencionados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 176 &#8211; O Livro nº 2 &#8211; Registro Geral &#8211; será destinado, à matrícula dos imóveis e ao registro ou averbação dos atos relacionados no art. 167 e não atribuídos ao Livro nº 3.                 (Renumerado do art. 173 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A escrituração do Livro nº 2 obedecerá às seguintes normas:                   (Renumerado do parágrafo único, pela Lei nº 6.688, de 1979)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; cada imóvel terá matrícula própria, que será aberta por ocasião do primeiro ato de registro ou de averbação caso a transcrição possua todos os requisitos elencados para a abertura de matrícula;   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; são requisitos da matrícula:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1) o número de ordem, que seguirá ao infinito;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2) a data;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3) a identificação do imóvel, que será feita com indicação:                   (Redação dada pela Lei nº 10.267, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>a &#8211; se rural, do código do imóvel, dos dados constantes do CCIR, da denominação e de suas características, confrontações, localização e área;                  (Incluída pela Lei nº 10.267, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>b &#8211; se urbano, de suas características e confrontações, localização, área, logradouro, número e de sua designação cadastral, se houver.                (Incluída pela Lei nº 10.267, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4) o nome, domicílio e nacionalidade do proprietário, bem como:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>a) tratando-se de pessoa física, o estado civil, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda ou do Registro Geral da cédula de identidade, ou à falta deste, sua filiação;</li>
<li>b) tratando-se de pessoa jurídica, a sede social e o número de inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda;</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>5) o número do registro anterior;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6) tratando-se de imóvel em regime de multipropriedade, a indicação da existência de matrículas, nos termos do § 10 deste artigo;                (Incluído pela Lei nº 13.777, de 2018)       (Vigência)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; são requisitos do registro no Livro nº 2:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1) a data;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2) o nome, domicílio e nacionalidade do transmitente, ou do devedor, e do adquirente, ou credor, bem como:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>a) tratando-se de pessoa física, o estado civil, a profissão e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda ou do Registro Geral da cédula de identidade, ou, à falta deste, sua filiação;</li>
<li>b) tratando-se de pessoa jurídica, a sede social e o número de inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda;</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>3) o título da transmissão ou do ônus;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4) a forma do título, sua procedência e caracterização;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5) o valor do contrato, da coisa ou da dívida, prazo desta, condições e mais especificações, inclusive os juros, se houver.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º Para a matrícula e registro das escrituras e partilhas, lavradas ou homologadas na vigência do Decreto nº 4.857, de 9 de novembro de 1939, não serão observadas as exigências deste artigo, devendo tais atos obedecer ao disposto na legislação anterior .                       (Incluído pela Lei nº 6.688, de 1979)</p>
<p>3oNos casos de desmembramento, parcelamento ou remembramento de imóveis rurais, a identificação prevista na alínea ado item 3 do inciso II do § 1o será obtida a partir de memorial descritivo, assinado por profissional habilitado e com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, geo-referenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro e com precisão posicional a ser fixada pelo INCRA, garantida a isenção de custos financeiros aos proprietários de imóveis rurais cuja somatória da área não exceda a quatro módulos fiscais.                          (Incluído pela Lei nº 10.267, de 2001)</p>
<p>4oA identificação de que trata o § 3otornar-se-á obrigatória para efetivação de registro, em qualquer situação de transferência de imóvel rural, nos prazos fixados por ato do Poder Executivo.                 (Incluído pela Lei nº 10.267, de 2001)</p>
<p>5º  Nas hipóteses do § 3o, caberá ao Incra certificar que a poligonal objeto do memorial descritivo não se sobrepõe a nenhuma outra constante de seu cadastro georreferenciado e que o memorial atende às exigências técnicas, conforme ato normativo próprio.                  (Incluído pela Lei nº 11.952, de 2009)</p>
<p>6o A certificação do memorial descritivo de glebas públicas será referente apenas ao seu perímetro originário.                  (Incluído pela Lei nº 11.952, de 2009)</p>
<p>7o Não se exigirá, por ocasião da efetivação do registro do imóvel destacado de glebas públicas, a retificação do memorial descritivo da área remanescente, que somente ocorrerá a cada 3 (três) anos, contados a partir do primeiro destaque, englobando todos os destaques realizados no período.                 (Incluído pela Lei nº 11.952, de 2009)</p>
<p>8o O ente público proprietário ou imitido na posse a partir de decisão proferida em processo judicial de desapropriação em curso poderá requerer a abertura de matrícula de parte de imóvel situado em área urbana ou de expansão urbana, previamente matriculado ou não, com base em planta e memorial descritivo, podendo a apuração de remanescente ocorrer em momento posterior.                   (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>9oA instituição do direito real de laje ocorrerá por meio da abertura de uma matrícula própria no registro de imóveis e por meio da averbação desse fato na matrícula da construção-base e nas matrículas de lajes anteriores, com remissão recíproca.                (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<ol start="10">
<li> Quando o imóvel se destinar ao regime da multipropriedade, além da matrícula do imóvel, haverá uma matrícula para cada fração de tempo, na qual se registrarão e averbarão os atos referentes à respectiva fração de tempo, ressalvado o disposto no § 11 deste artigo.                (Incluído pela Lei nº 13.777, de 2018)(Vigência)</li>
<li> Na hipótese prevista no § 10 deste artigo, cada fração de tempo poderá, em função de legislação tributária municipal, ser objeto de inscrição imobiliária individualizada.                (Incluído pela Lei nº 13.777, de 2018)(Vigência)</li>
<li> Na hipótese prevista no inciso II do § 1º do art. 1.358-N da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), a fração de tempo adicional, destinada à realização de reparos, constará da matrícula referente à fração de tempo principal de cada multiproprietário e não será objeto de matrícula específica.                (Incluído pela Lei nº 13.777, de 2018)(Vigência)</li>
<li> Para a identificação de que tratam os §§ 3º e 4º deste artigo, é dispensada a anuência dos confrontantes, bastando para tanto a declaração do requerente de que respeitou os limites e as confrontações.   (Incluído pela Lei nº 13.838, de 2019)</li>
<li>É facultada a abertura da matrícula na circunscrição onde estiver situado o imóvel, a requerimento do interessado ou de ofício, por conveniência do serviço.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
<li>Ainda que ausentes alguns elementos de especialidade objetiva ou subjetiva, desde que haja segurança quanto à localização e à identificação do imóvel, a critério do oficial, e que constem os dados do registro anterior, a matrícula poderá ser aberta nos termos do § 14 deste artigo.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
<li>Se não forem suficientes os elementos de especialidade objetiva ou subjetiva, será exigida a retificação, no caso de requerimento do interessado na forma prevista no § 14 deste artigo, perante a circunscrição de situação do imóvel.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
<li>Os elementos de especialidade objetiva ou subjetiva que não alterarem elementos essenciais do ato ou negócio jurídico praticado, quando não constantes do título ou do acervo registral, poderão ser complementados por outros documentos ou, quando se tratar de manifestação de vontade, por declarações dos proprietários ou dos interessados, sob sua responsabilidade.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
<li>Quando se tratar de transcrição que não possua todos os requisitos para a abertura de matrícula, admitir-se-á que se façam na circunscrição de origem, à margem do título, as averbações necessárias.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 176-A. O registro de aquisição originária ou de desapropriação amigável ou judicial ocasionará a abertura de matrícula, se não houver, relativa ao imóvel adquirido ou quando atingir, total ou parcialmente, um ou mais imóveis objeto de registro anterior.    (Redação dada pela Lei nº 14.273, de 2021)    Vigência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A matrícula será aberta com base em planta e memorial utilizados na instrução do procedimento administrativo ou judicial que ensejou a aquisição, os quais assegurarão a descrição e a caracterização objetiva do imóvel e as benfeitorias, nos termos do art. 176 desta Lei.    (Redação dada pela Lei nº 14.273, de 2021)Vigência</p>
<p>2º As matrículas atingidas serão encerradas ou receberão averbação dos desfalques, caso necessário, dispensada a retificação da planta e do memorial descritivo da área remanescente.    (Redação dada pela Lei nº 14.273, de 2021)Vigência</p>
<p>3º (VETADO).    (Redação dada pela Lei nº 14.273, de 2021)Vigência</p>
<p>4º Na hipótese de a área adquirida em caráter originário ser maior do que a área constante do registro existente, a informação sobre a diferença apurada será averbada na matrícula aberta.    (Redação dada pela Lei nº 14.273, de 2021)Vigência</p>
<p>5º O disposto no caput deste artigo aplica-se ao registro de:    (Incluído pela Lei nº 14.273, de 2021)Vigência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; ato de imissão provisória na posse, em procedimento de desapropriação;     (Incluído pela Lei nº 14.273, de 2021)    Vigência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; carta de adjudicação, em procedimento judicial de desapropriação;    (Incluído pela Lei nº 14.273, de 2021)    Vigência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; escritura pública, termo ou contrato administrativo, em procedimento extrajudicial de desapropriação.     (Incluído pela Lei nº 14.273, de 2021)    Vigência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 177 &#8211; O Livro nº 3 &#8211; Registro Auxiliar &#8211; será destinado ao registro dos atos que, sendo atribuídos ao Registro de Imóveis por disposição legal, não digam respeito diretamente a imóvel matriculado.                    (Renumerado do art. 174 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 178 &#8211; Registrar-se-ão no Livro nº 3 &#8211; Registro Auxiliar:                   (Renumerado do art. 175 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; a emissão de debêntures, sem prejuízo do registro eventual e definitivo, na matrícula do imóvel, da hipoteca, anticrese ou penhor que abonarem especialmente tais emissões, firmando-se pela ordem do registro a prioridade entre as séries de obrigações emitidas pela sociedade;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; as cédulas de crédito industrial, sem prejuízo do registro da hipoteca cedular;            (Redação dada pela Lei nº 13.986, de 2020</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; as convenções de condomínio edilício, condomínio geral voluntário e condomínio em multipropriedade;                (Redação dada pela Lei nº 13.777, de 2018)      (Vigência)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; o penhor de máquinas e de aparelhos utilizados na indústria, instalados e em funcionamento, com os respectivos pertences ou sem eles;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; as convenções antenupciais;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; os contratos de penhor rural;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VII &#8211; os títulos que, a requerimento do interessado, forem registrados no seu inteiro teor, sem prejuízo do ato, praticado no Livro nº 2.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 179 &#8211; O Livro nº 4 &#8211; Indicador Real &#8211; será o repositório de todos os imóveis que figurarem nos demais livros, devendo conter sua identificação, referência aos números de ordem dos outros livros e anotações necessárias.                       (Renumerado do art. 176 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Se não for utilizado o sistema de fichas, o Livro nº 4 conterá, ainda, o número de ordem, que seguirá indefinidamente, nos livros da mesma espécie.</p>
<p>2º Adotado o sistema previsto no parágrafo precedente, os oficiais deverão ter, para auxiliar a consulta, um livro-índice ou fichas pelas ruas, quando se tratar de imóveis urbanos, e pelos nomes e situações, quando rurais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 180 &#8211; O Livro nº 5 &#8211; Indicador Pessoal &#8211; dividido alfabeticamente, será o repositório dos nomes de todas as pessoas que, individual ou coletivamente, ativa ou passivamente, direta ou indiretamente, figurarem nos demais livros, fazendo-se referência aos respectivos números de ordem.                     (Renumerado do art. 177 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Se não for utilizado o sistema de fichas, o Livro nº 5 conterá, ainda, o número de ordem de cada letra do alfabeto, que seguirá indefinidamente, nos livros da mesma espécie. Os oficiais poderão adotar, para auxiliar as buscas, um livro-índice ou fichas em ordem alfabética.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 181 &#8211; Poderão ser abertos e escriturados, concomitantemente, até dez livros de &#8220;Registro Geral&#8221;, obedecendo, neste caso, a sua escrituração ao algarismo final da matrícula, sendo as matrículas de número final 1 feitas no Livro 2-1, as de final dois no Livro 2-2 e as de final três no Livro 2-3, e assim, sucessivamente.                     (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Também poderão ser desdobrados, a critério do oficial, os Livros nºs 3 &#8220;Registro Auxiliar&#8221;, 4 &#8220;Indicador Real&#8221; e 5 &#8220;Indicador Pessoal&#8221;                    (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO III</p>
<p>Do Processo do Registro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 182 &#8211; Todos os títulos tomarão, no Protocolo, o número de ordem que lhes competir em razão da seqüência rigorosa de sua apresentação.                (Renumerado do art. 185 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 183 &#8211; Reproduzir-se-á, em cada título, o número de ordem respectivo e a data de sua prenotação.                   (Renumerado do art. 185 parágrafo único para artigo autônomo com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 184 &#8211; O Protocolo será encerrado diariamente.                  (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 185 &#8211; A escrituração do protocolo incumbirá tanto ao oficial titular como ao seu substituto legal, podendo, ser feita, ainda, por escrevente auxiliar expressamente designado pelo oficial titular ou pelo seu substituto legal mediante autorização do juiz competente, ainda que os primeiros não estejam nem afastados nem impedidos.                      (Renumerado do art. 186 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 186 &#8211; O número de ordem determinará a prioridade do título, e esta a preferência dos direitos reais, ainda que apresentados pela mesma pessoa mais de um título simultaneamente.                  (Renumerado do art. 187 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 187 &#8211; Em caso de permuta, e pertencendo os imóveis à mesma circunscrição, serão feitos os registros nas matrículas correspondentes, sob um único número de ordem no Protocolo.                  (Renumerado do art. 188 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 188. Protocolizado o título, proceder-se-á ao registro ou à emissão de nota devolutiva, no prazo de 10 (dez) dias, contado da data do protocolo, salvo nos casos previstos no § 1º deste artigo e nos arts. 189, 190, 191 e 192 desta Lei.     (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Se não houver exigências ou falta de pagamento de custas e emolumentos, deverão ser registrados, no prazo de 5 (cinco) dias:   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; as escrituras de compra e venda sem cláusulas especiais, os requerimentos de averbação de construção e de cancelamento de garantias;   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; os documentos eletrônicos apresentados por meio do Serp; e   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; os títulos que reingressarem na vigência da prenotação com o cumprimento integral das exigências formuladas anteriormente.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º A inobservância do disposto neste artigo ensejará a aplicação das penas previstas no art. 32 da Lei nº 8.935, de 18 de novembro de 1994, nos termos estabelecidos pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 189 &#8211; Apresentado título de segunda hipoteca, com referência expressa à existência de outra anterior, o oficial, depois de prenotá-lo, aguardará durante 30 (trinta) dias que os interessados na primeira promovam a inscrição. Esgotado esse prazo, que correrá da data da prenotação, sem que seja apresentado o título anterior, o segundo será inscrito e obterá preferência sobre aquele.                     (Renumerado do art. 190 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 190 &#8211; Não serão registrados, no mesmo dia, títulos pelos quais se constituam direitos reais contraditórios sobre o mesmo imóvel.                   (Renumerado do art. 191 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 191 &#8211; Prevalecerão, para efeito de prioridade de registro, quando apresentados no mesmo dia, os títulos prenotados no Protocolo sob número de ordem mais baixo, protelando-se o registro dos apresentados posteriormente, pelo prazo correspondente a, pelo menos, um dia útil.                   (Renumerado do art. 192 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 192 &#8211; O disposto nos arts. 190 e 191 não se aplica às escrituras públicas, da mesma data e apresentadas no mesmo dia, que determinem, taxativamente, a hora da sua lavratura, prevalecendo, para efeito de prioridade, a que foi lavrada em primeiro lugar.               (Renumerado do artigo 192 parágrafo único pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 193. O registro será feito pela simples exibição do título, sem dependência de extratos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 194. Os títulos físicos serão digitalizados, devolvidos aos apresentantes e mantidos exclusivamente em arquivo digital, nos termos estabelecidos pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça.     (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 195 &#8211; Se o imóvel não estiver matriculado ou registrado em nome do outorgante, o oficial exigirá a prévia matrícula e o registro do título anterior, qualquer que seja a sua natureza, para manter a continuidade do registro.                (Renumerado do art. 197 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 195-A.  O Município poderá solicitar ao cartório de registro de imóveis competente a abertura de matrícula de parte ou da totalidade de imóveis públicos oriundos de parcelamento do solo urbano implantado, ainda que não inscrito ou registrado, por meio de requerimento acompanhado dos seguintes documentos:                   (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; planta e memorial descritivo do imóvel público a ser matriculado, dos quais constem a sua descrição, com medidas perimetrais, área total, localização, confrontantes e coordenadas preferencialmente georreferenciadas dos vértices definidores de seus limites;                        (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; comprovação de intimação dos confrontantes para que informem, no prazo de 15 (quinze) dias, se os limites definidos na planta e no memorial descritivo do imóvel público a ser matriculado se sobrepõem às suas respectivas áreas, se for o caso;                     (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; as respostas à intimação prevista no inciso II, quando houver; e                   (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; planta de parcelamento ou do imóvel público a ser registrado, assinada pelo loteador ou elaborada e assinada por agente público da prefeitura, acompanhada de declaração de que o parcelamento encontra-se implantado, na hipótese de este não ter sido inscrito ou registrado.                    (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1o Apresentados pelo Município os documentos relacionados no caput, o registro de imóveis deverá proceder ao registro dos imóveis públicos decorrentes do parcelamento do solo urbano na matrícula ou transcrição da gleba objeto de parcelamento.                    (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>2o Na abertura de matrícula de imóvel público oriundo de parcelamento do solo urbano, havendo divergência nas medidas perimetrais de que resulte, ou não, alteração de área, a situação de fato implantada do bem deverá prevalecer sobre a situação constante do registro ou da planta de parcelamento, respeitados os limites dos particulares lindeiros.                     (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>3o Não será exigido, para transferência de domínio, formalização da doação de áreas públicas pelo loteador nos casos de parcelamentos urbanos realizados na vigência do Decreto-Lei no58, de 10 de dezembro de 1937.          (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>4o Recebido o requerimento e verificado o atendimento aos requisitos previstos neste artigo, o oficial do registro de imóveis abrirá a matrícula em nome do Município.                    (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>5o A abertura de matrícula de que trata o caput independe do regime jurídico do bem público.                     (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>6oNa hipótese de haver área remanescente, a sua apuração poderá ocorrer em momento posterior.                      (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>7oO procedimento definido neste artigo poderá ser adotado para abertura de matrícula de glebas municipais adquiridas por lei ou por outros meios legalmente admitidos, inclusive para as terras devolutas transferidas ao Município em razão de legislação estadual ou federal, dispensado o procedimento discriminatório administrativo ou judicial.                      (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>8oO disposto neste artigo aplica-se, em especial, às áreas de uso público utilizadas pelo sistema viário do parcelamento urbano irregular.                     (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 195-B.  A União, os Estados e o Distrito Federal poderão solicitar ao registro de imóveis competente a abertura de matrícula de parte ou da totalidade de imóveis urbanos sem registro anterior, cujo domínio lhes tenha sido assegurado pela legislação, por meio de requerimento acompanhado dos documentos previstos nos incisos I, II e III do caput do art. 195-A, inclusive para as terras devolutas, dispensado o procedimento discriminatório administrativo ou judicial.                  (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1oRecebido o requerimento na forma prevista no caputdeste artigo, o oficial do registro de imóveis abrirá a matrícula em nome do requerente, observado o disposto nos §§ 5o e 6o do art. 195-A.                (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>2o O Município poderá realizar, em acordo com o Estado, o procedimento de que trata este artigo e requerer, em nome deste, no registro de imóveis competente a abertura de matrícula de imóveis urbanos situados nos limites do respectivo território municipal.                        (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>3oO procedimento de que trata este artigo poderá ser adotado pela União para o registro de imóveis rurais de sua propriedade, observado o disposto nos §§ 3o, 4o, 5o, 6oe 7o do art. 176 desta Lei.                 (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>4oPara a abertura de matrícula em nome da União com base neste artigo, a comprovação de que trata o inciso II do caput do art. 195-A será realizada, no que couber, mediante o procedimento de notificação previsto nos arts. 12-A e 12-B do Decreto-Lei no9.760, de 5 de setembro de 1946, com ressalva quanto ao prazo para apresentação de eventuais impugnações, que será de quinze dias, na hipótese de notificação pessoal, e de trinta dias, na hipótese de notificação por edital.                (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 196 &#8211; A matrícula será feita à vista dos elementos constantes do título apresentado e do registro anterior que constar do próprio cartório.                 (Renumerado do art. 197 § 1º com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 197 &#8211; Quando o título anterior estiver registrado em outro cartório, o novo título será apresentado juntamente com certidão atualizada, comprobatória do registro anterior, e da existência ou inexistência de ônus.               (Renumerado do art. 197 § 2º com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 198. Se houver exigência a ser satisfeita, ela será indicada pelo oficial por escrito, dentro do prazo previsto no art. 188 desta Lei e de uma só vez, articuladamente, de forma clara e objetiva, com data, identificação e assinatura do oficial ou preposto responsável, para que:   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; (revogado);   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; (revogado);   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; (revogado);    (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; (revogado);   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; o interessado possa satisfazê-la; ou   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; caso não se conforme ou não seja possível cumprir a exigência, o interessado requeira que o título e a declaração de dúvida sejam remetidos ao juízo competente para dirimi-la.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º O procedimento da dúvida observará o seguinte:   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; no Protocolo, o oficial anotará, à margem da prenotação, a ocorrência da dúvida;    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; após certificar a prenotação e a suscitação da dúvida no título, o oficial rubricará todas as suas folhas;   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; em seguida, o oficial dará ciência dos termos da dúvida ao apresentante, fornecendo-lhe cópia da suscitação e notificando-o para impugná-la perante o juízo competente, no prazo de 15 (quinze) dias; e   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; certificado o cumprimento do disposto no inciso III deste parágrafo, serão remetidos eletronicamente ao juízo competente as razões da dúvida e o título.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º A inobservância do disposto neste artigo ensejará a aplicação das penas previstas no art. 32 da Lei nº 8.935, de 18 de novembro de 1994, nos termos estabelecidos pela Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 199 &#8211; Se o interessado não impugnar a dúvida no prazo referido no item III do artigo anterior, será ela, ainda assim, julgada por sentença.                 (Renumerado do art. 201 § 1º com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 200 &#8211; Impugnada a dúvida com os documentos que o interessado apresentar, será ouvido o Ministério Público, no prazo de dez dias.                      (Renumerado do art. 202 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 201 &#8211; Se não forem requeridas diligências, o juiz proferirá decisão no prazo de quinze dias, com base nos elementos constantes dos autos.                    (Renumerado do art. 202 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 202 &#8211; Da sentença, poderão interpor apelação, com os efeitos devolutivo e suspensivo, o interessado, o Ministério Público e o terceiro prejudicado.                       (Renumerado do parágrafo único do art. 202 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 203 &#8211; Transitada em julgado a decisão da dúvida, proceder-se-á do seguinte modo:                  (Renumerado dos arts. 203 e 204 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; se for julgada procedente, os documentos serão restituídos à parte, independentemente de translado, dando-se ciência da decisão ao oficial, para que a consigne no Protocolo e cancele a prenotação;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; se for julgada improcedente, o interessado apresentará, de novo, os seus documentos, com o respectivo mandado, ou certidão da sentença, que ficarão arquivados, para que, desde logo, se proceda ao registro, declarando o oficial o fato na coluna de anotações do Protocolo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 204 &#8211; A decisão da dúvida tem natureza administrativa e não impede o uso do processo contencioso competente.                 (Renumerado do art. 205 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 205. Cessarão automaticamente os efeitos da prenotação se, decorridos 20 (vinte) dias da data do seu lançamento no Protocolo, o título não tiver sido registrado por omissão do interessado em atender às exigências legais.   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Nos procedimentos de regularização fundiária de interesse social, os efeitos da prenotação cessarão decorridos 40 (quarenta) dias de seu lançamento no Protocolo.   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 206 &#8211; Se o documento, uma vez prenotado, não puder ser registrado, ou o apresentante desistir do seu registro, a importância relativa às despesas previstas no art. 14 será restituída, deduzida a quantia correspondente às buscas e a prenotação.                      (Renumerado do art. 207 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 206-A. Quando o título for apresentado para prenotação, o usuário poderá optar:     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; pelo depósito do pagamento antecipado dos emolumentos e das custas; ou    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; pelo recolhimento do valor da prenotação e depósito posterior do pagamento do valor restante, no prazo de 5 (cinco) dias, contado da data da análise pelo oficial que concluir pela aptidão para registro.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Os efeitos da prenotação serão mantidos durante o prazo de que trata o inciso II do caputdeste artigo.     (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º Efetuado o depósito, os procedimentos registrais serão finalizados com a realização dos atos solicitados e a expedição da respectiva certidão.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º Fica autorizada a devolução do título apto para registro, em caso de não efetivação do pagamento no prazo previsto no caputdeste artigo, caso em que o apresentante perderá o valor da prenotação.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>4º Os títulos apresentados por instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por entidades autorizadas pelo Banco Central do Brasil ou pela Comissão de Valores Mobiliários a exercer as atividades de depósito centralizado ou de registro de ativos financeiros e de valores mobiliários, nos termos dos arts. 22e 28 da Lei nº 12.810, de 15 de maio de 2013,respectivamente, poderão efetuar o pagamento dos atos pertinentes à vista de fatura.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>5º O disposto neste artigo aplica-se às unidades federativas que adotem forma de pagamento por meio de documento de arrecadação.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>6º A reapresentação de título que tenha sido devolvido por falta de pagamento dos emolumentos, nos termos do § 3º deste artigo, dependerá do pagamento integral do depósito prévio.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>7º O prazo previsto no caputdeste artigo não é computado dentro do prazo de registro de que trata o art. 188 desta Lei.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 207 &#8211; No processo, de dúvida, somente serão devidas custas, a serem pagas pelo interessado, quando a dúvida for julgada procedente.                  (Renumerado do art. 208 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 208 &#8211; O registro começado dentro das horas fixadas não será interrompido, salvo motivo de força maior declarado, prorrogando-se expediente até ser concluído.                         (Renumerado do art. 209 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 209 &#8211; Durante a prorrogação nenhuma nova apresentação será admitida, lavrando o termo de encerramento no Protocolo.                        (Renumerado do art. 210 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 210 &#8211; Todos os atos serão assinados e encerrados pelo oficial, por seu substituto legal, ou por escrevente expressamente designado pelo oficial ou por seu substituto legal e autorizado pelo juiz competente ainda que os primeiros não estejam nem afastados nem impedidos.                      (Renumerado do art. 211 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 211 &#8211; Nas vias dos títulos restituídas aos apresentantes, serão declarados resumidamente, por carimbo, os atos praticados.                      (Renumerado do art. 212 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 212. Se o registro ou a averbação for omissa, imprecisa ou não exprimir a verdade, a retificação será feita pelo Oficial do Registro de Imóveis competente, a requerimento do interessado, por meio do procedimento administrativo previsto no art. 213, facultado ao interessado requerer a retificação por meio de procedimento judicial.                       (Redação dada pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. A opção pelo procedimento administrativo previsto no art. 213 não exclui a prestação jurisdicional, a requerimento da parte prejudicada.                      (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 213. O oficial retificará o registro ou a averbação:                       (Redação dada pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; de ofício ou a requerimento do interessado nos casos de:                          (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="10">
<li>a) omissão ou erro cometido na transposição de qualquer elemento do título;                      (Incluída pela Lei nº 10.931, de 2004)</li>
<li>b) indicação ou atualização de confrontação;                       (Incluída pela Lei nº 10.931, de 2004)</li>
<li>c) alteração de denominação de logradouro público, comprovada por documento oficial;                    (Incluída pela Lei nº 10.931, de 2004)</li>
<li>d) retificação que vise a indicação de rumos, ângulos de deflexão ou inserção de coordenadas georeferenciadas, em que não haja alteração das medidas perimetrais;                     (Incluída pela Lei nº 10.931, de 2004)</li>
<li>e) alteração ou inserção que resulte de mero cálculo matemático feito a partir das medidas perimetrais constantes do registro;                      (Incluída pela Lei nº 10.931, de 2004)</li>
<li>f) reprodução de descrição de linha divisória de imóvel confrontante que já tenha sido objeto de retificação;                           (Incluída pela Lei nº 10.931, de 2004)</li>
<li>g) inserção ou modificação dos dados de qualificação pessoal das partes, comprovada por documentos oficiais, ou mediante despacho judicial quando houver necessidade de produção de outras provas;                    (Incluída pela Lei nº 10.931, de 2004)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a requerimento do interessado, no caso de inserção ou alteração de medida perimetral de que resulte, ou não, alteração de área, instruído com planta e memorial descritivo assinado por profissional legalmente habilitado, com prova de anotação de responsabilidade técnica no competente Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura &#8211; CREA, bem assim pelos confrontantes.                      (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1oUma vez atendidos os requisitos de que trata o caputdo art. 225, o oficial averbará a retificação.                      (Redação dada pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>2oSe a planta não contiver a assinatura de algum confrontante, este será notificado pelo Oficial de Registro de Imóveis competente, a requerimento do interessado, para se manifestar em quinze dias, promovendo-se a notificação pessoalmente ou pelo correio, com aviso de recebimento, ou, ainda, por solicitação do Oficial de Registro de Imóveis, pelo Oficial de Registro de Títulos e Documentos da comarca da situação do imóvel ou do domicílio de quem deva recebê-la.                        (Redação dada pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>3oA notificação será dirigida ao endereço do confrontante constante do Registro de Imóveis, podendo ser dirigida ao próprio imóvel contíguo ou àquele fornecido pelo requerente; não sendo encontrado o confrontante ou estando em lugar incerto e não sabido, tal fato será certificado pelo oficial encarregado da diligência, promovendo-se a notificação do confrontante mediante edital, com o mesmo prazo fixado no § 2o, publicado por duas vezes em jornal local de grande circulação.                         (Redação dada pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>4oPresumir-se-á a anuência do confrontante que deixar de apresentar impugnação no prazo da notificação.                       (Redação dada pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>5oFindo o prazo sem impugnação, o oficial averbará a retificação requerida; se houver impugnação fundamentada por parte de algum confrontante, o oficial intimará o requerente e o profissional que houver assinado a planta e o memorial a fim de que, no prazo de cinco dias, se manifestem sobre a impugnação.                           (Redação dada pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>6oHavendo impugnação e se as partes não tiverem formalizado transação amigável para solucioná-la, o oficial remeterá o processo ao juiz competente, que decidirá de plano ou após instrução sumária, salvo se a controvérsia versar sobre o direito de propriedade de alguma das partes, hipótese em que remeterá o interessado para as vias ordinárias.                             (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>7oPelo mesmo procedimento previsto neste artigo poderão ser apurados os remanescentes de áreas parcialmente alienadas, caso em que serão considerados como confrontantes tão-somente os confinantes das áreas remanescentes.                         (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>8oAs áreas públicas poderão ser demarcadas ou ter seus registros retificados pelo mesmo procedimento previsto neste artigo, desde que constem do registro ou sejam logradouros devidamente averbados. (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>9oIndependentemente de retificação, dois ou mais confrontantes poderão, por meio de escritura pública, alterar ou estabelecer as divisas entre si e, se houver transferência de área, com o recolhimento do devido imposto de transmissão e desde que preservadas, se rural o imóvel, a fração mínima de parcelamento e, quando urbano, a legislação urbanística.                     (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<ol start="10">
<li>Entendem-se como confrontantes os proprietários e titulares de outros direitos reais e aquisitivos sobre os imóveis contíguos, observado o seguinte:   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; o condomínio geral, de que trata o Capítulo VI do Título III do Livro III da Parte Especial da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), será representado por qualquer um dos condôminos;    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; o condomínio edilício, de que tratam os arts. 1.331 a 1.358 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), será representado pelo síndico, e o condomínio por frações autônomas, de que trata o art. 32 da Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, pela comissão de representantes; e   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; não se incluem como confrontantes:   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="14">
<li>a) os detentores de direitos reais de garantia hipotecária ou pignoratícia; ou    (Incluída pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
<li>b) os titulares de crédito vincendo, cuja propriedade imobiliária esteja vinculada, temporariamente, à operação de crédito financeiro.   (Incluída pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
<li>Independe de retificação:                      (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; a regularização fundiária de interesse social realizada em Zonas Especiais de Interesse Social, promovida por Município ou pelo Distrito Federal, quando os lotes já estiverem cadastrados individualmente ou com lançamento fiscal há mais de 10 (dez) anos;                               (Redação dada pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a adequação da descrição de imóvel rural às exigências dos arts. 176, §§ 3o e 4o, e 225, § 3o, desta Lei.                         (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; a adequação da descrição de imóvel urbano decorrente de transformação de coordenadas geodésicas entre os sistemas de georreferenciamento oficiais;                     (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; a averbação do auto de demarcação urbanística e o registro do parcelamento decorrente de projeto de regularização fundiária de interesse social de que trata a Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009; e                      (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; o registro do parcelamento de glebas para fins urbanos anterior a 19 de dezembro de 1979, que esteja implantado e integrado à cidade, nos termos do art. 71 da Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009.                      (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="12">
<li>Poderá o oficial realizar diligências no imóvel para a constatação de sua situação em face dos confrontantes e localização na quadra.                         (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</li>
<li>Se não houver dúvida quanto à identificação do imóvel:    (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; o título anterior à retificação poderá ser levado a registro desde que requerido pelo adquirente, promovendo-se o registro em conformidade com a nova descrição; e   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a prenotação do título anterior à retificação será prorrogada durante a análise da retificação de registro.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="14">
<li>Verificado a qualquer tempo não serem verdadeiros os fatos constantes do memorial descritivo, responderão os requerentes e o profissional que o elaborou pelos prejuízos causados, independentemente das sanções disciplinares e penais.                    (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</li>
<li>Não são devidos custas ou emolumentos notariais ou de registro decorrentes de regularização fundiária de interesse social a cargo da administração pública.                       (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</li>
<li>Na retificação de que trata o inciso II do caput, serão considerados confrontantes somente os confinantes de divisas que forem alcançadas pela inserção ou alteração de medidas perimetrais.                      (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 214 &#8211; As nulidades de pleno direito do registro, uma vez provadas, invalidam-no, independentemente de ação direta.                          (Renumerado do art. 215 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1oA nulidade será decretada depois de ouvidos os atingidos.                    (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>2oDa decisão tomada no caso do § 1ocaberá apelação ou agravo conforme o caso.                        (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>3oSe o juiz entender que a superveniência de novos registros poderá causar danos de difícil reparação poderá determinar de ofício, a qualquer momento, ainda que sem oitiva das partes, o bloqueio da matrícula do imóvel.                    (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>4oBloqueada a matrícula, o oficial não poderá mais nela praticar qualquer ato, salvo com autorização judicial, permitindo-se, todavia, aos interessados a prenotação de seus títulos, que ficarão com o prazo prorrogado até a solução do bloqueio.                   (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>5oA nulidade não será decretada se atingir terceiro de boa-fé que já tiver preenchido as condições de usucapião do imóvel.                      (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 215 &#8211; São nulos os registros efetuados após sentença de abertura de falência, ou do termo legal nele fixado, salvo se a apresentação tiver sido feita anteriormente.                         (Renumerado do art. 216 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 216 &#8211; O registro poderá também ser retificado ou anulado por sentença em processo contencioso, ou por efeito do julgado em ação de anulação ou de declaração de nulidade de ato jurídico, ou de julgado sobre fraude à execução.                 (Renumerado do art. 217 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 216-A.  Sem prejuízo da via jurisdicional, é admitido o pedido de reconhecimento extrajudicial de usucapião, que será processado diretamente perante o cartório do registro de imóveis da comarca em que estiver situado o imóvel usucapiendo, a requerimento do interessado, representado por advogado, instruído com:                   (Incluído pela Lei nº 13.105, de 2015)    (Vigência)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; ata notarial lavrada pelo tabelião, atestando o tempo de posse do requerente e de seus antecessores, conforme o caso e suas circunstâncias, aplicando-se o disposto no art. 384 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil;                            (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; planta e memorial descritivo assinado por profissional legalmente habilitado, com prova de anotação de responsabilidade técnica no respectivo conselho de fiscalização profissional, e pelos titulares de direitos registrados ou averbados na matrícula do imóvel usucapiendo ou na matrícula dos imóveis confinantes;                           (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; certidões negativas dos distribuidores da comarca da situação do imóvel e do domicílio do requerente;                         (Incluído pela Lei nº 13.105, de 2015)    (Vigência)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; justo título ou quaisquer outros documentos que demonstrem a origem, a continuidade, a natureza e o tempo da posse, tais como o pagamento dos impostos e das taxas que incidirem sobre o imóvel.    (Incluído pela Lei nº 13.105, de 2015)    (Vigência)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1oO pedido será autuado pelo registrador, prorrogando-se o prazo da prenotação até o acolhimento ou a rejeição do pedido.                     (Incluído pela Lei nº 13.105, de 2015)(Vigência)</p>
<p>2oSe a planta não contiver a assinatura de qualquer um dos titulares de direitos registrados ou averbados na matrícula do imóvel usucapiendo ou na matrícula dos imóveis confinantes, o titular será notificado pelo registrador competente, pessoalmente ou pelo correio com aviso de recebimento, para manifestar consentimento expresso em quinze dias, interpretado o silêncio como concordância.                     (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>3oO oficial de registro de imóveis dará ciência à União, ao Estado, ao Distrito Federal e ao Município, pessoalmente, por intermédio do oficial de registro de títulos e documentos, ou pelo correio com aviso de recebimento, para que se manifestem, em 15 (quinze) dias, sobre o pedido.                       (Incluído pela Lei nº 13.105, de 2015)(Vigência)</p>
<p>4oO oficial de registro de imóveis promoverá a publicação de edital em jornal de grande circulação, onde houver, para a ciência de terceiros eventualmente interessados, que poderão se manifestar em 15 (quinze) dias.                     (Incluído pela Lei nº 13.105, de 2015)(Vigência)</p>
<p>5oPara a elucidação de qualquer ponto de dúvida, poderão ser solicitadas ou realizadas diligências pelo oficial de registro de imóveis.                        (Incluído pela Lei nº 13.105, de 2015)(Vigência)</p>
<p>6oTranscorrido o prazo de que trata o § 4odeste artigo, sem pendência de diligências na forma do § 5o deste artigo e achando-se em ordem a documentação, o oficial de registro de imóveis registrará a aquisição do imóvel com as descrições apresentadas, sendo permitida a abertura de matrícula, se for o caso.                      (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>7oEm qualquer caso, é lícito ao interessado suscitar o procedimento de dúvida, nos termos desta Lei.                     (Incluído pela Lei nº 13.105, de 2015)(Vigência)</p>
<p>8oAo final das diligências, se a documentação não estiver em ordem, o oficial de registro de imóveis rejeitará o pedido.                        (Incluído pela Lei nº 13.105, de 2015)(Vigência)</p>
<p>9oA rejeição do pedido extrajudicial não impede o ajuizamento de ação de usucapião.                      (Incluído pela Lei nº 13.105, de 2015)(Vigência)</p>
<ol start="10">
<li>Em caso de impugnação justificada do pedido de reconhecimento extrajudicial de usucapião, o oficial de registro de imóveis remeterá os autos ao juízo competente da comarca da situação do imóvel, cabendo ao requerente emendar a petição inicial para adequá-la ao procedimento comum, porém, em caso de impugnação injustificada, esta não será admitida pelo registrador, cabendo ao interessado o manejo da suscitação de dúvida nos moldes do art. 198 desta Lei.   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</li>
<li> No caso de o imóvel usucapiendo ser unidade autônoma de condomínio edilício, fica dispensado consentimento dos titulares de direitos reais e outros direitos registrados ou averbados na matrícula dos imóveis confinantes e bastará a notificação do síndico para se manifestar na forma do § 2odeste artigo.                       (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</li>
<li> Se o imóvel confinante contiver um condomínio edilício, bastará a notificação do síndico para o efeito do § 2odeste artigo, dispensada a notificação de todos os condôminos.                       (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</li>
<li> Para efeito do § 2odeste artigo, caso não seja encontrado o notificando ou caso ele esteja em lugar incerto ou não sabido, tal fato será certificado pelo registrador, que deverá promover a sua notificação por edital mediante publicação, por duas vezes, em jornal local de grande circulação, pelo prazo de quinze dias cada um, interpretado o silêncio do notificando como concordância.                       (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</li>
<li> Regulamento do órgão jurisdicional competente para a correição das serventias poderá autorizar a publicação do edital em meio eletrônico, caso em que ficará dispensada a publicação em jornais de grande circulação.                        (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</li>
<li> No caso de ausência ou insuficiência dos documentos de que trata o inciso IV do caput deste artigo, a posse e os demais dados necessários poderão ser comprovados em procedimento de justificação administrativa perante a serventia extrajudicial, que obedecerá, no que couber, ao disposto no § 5odo art. 381 e ao rito previsto nos arts. 382 e 383 da Lei no13.105, de 16 março de 2015 (Código de Processo Civil).                (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 216-B. Sem prejuízo da via jurisdicional, a adjudicação compulsória de imóvel objeto de promessa de venda ou de cessão poderá ser efetivada extrajudicialmente no serviço de registro de imóveis da situação do imóvel, nos termos deste artigo.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º São legitimados a requerer a adjudicação o promitente comprador ou qualquer dos seus cessionários ou promitentes cessionários, ou seus sucessores, bem como o promitente vendedor, representados por advogado, e o pedido deverá ser instruído com os seguintes documentos:   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; instrumento de promessa de compra e venda ou de cessão ou de sucessão, quando for o caso;   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; prova do inadimplemento, caracterizado pela não celebração do título de transmissão da propriedade plena no prazo de 15 (quinze) dias, contado da entrega de notificação extrajudicial pelo oficial do registro de imóveis da situação do imóvel, que poderá delegar a diligência ao oficial do registro de títulos e documentos;   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; (VETADO);    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; certidões dos distribuidores forenses da comarca da situação do imóvel e do domicílio do requerente que demonstrem a inexistência de litígio envolvendo o contrato de promessa de compra e venda do imóvel objeto da adjudicação;  (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; comprovante de pagamento do respectivo Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI);   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; procuração com poderes específicos.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º (VETADO).   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º À vista dos documentos a que se refere o § 1º deste artigo, o oficial do registro de imóveis da circunscrição onde se situa o imóvel procederá ao registro do domínio em nome do promitente comprador, servindo de título a respectiva promessa de compra e venda ou de cessão ou o instrumento que comprove a sucessão.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO IV</p>
<p>Das Pessoas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 217 &#8211; O registro e a averbação poderão ser provocados por qualquer pessoa, incumbindo-lhe as despesas respectivas.                         (Renumerado do art. 218 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 218 &#8211; Nos atos a título gratuito, o registro pode também ser promovido pelo transferente, acompanhado da prova de aceitação do beneficiado.                       (Renumerado do art. 219 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 219 &#8211; O registro do penhor rural independe do consentimento do credor hipotecário.                             (Renumerado do art. 220 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 220 &#8211; São considerados, para fins de escrituração, credores e devedores, respectivamente:                         (Renumerado do art. 221 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; nas servidões, o dono do prédio dominante e dono do prédio serviente;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; no uso, o usuário e o proprietário;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; na habitação, o habitante e proprietário;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; na anticrese, o mutuante e mutuário;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; no usufruto, o usufrutuário e nu-proprietário;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; na enfiteuse, o senhorio e o enfiteuta;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VII &#8211; na constituição de renda, o beneficiário e o rendeiro censuário;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VIII &#8211; na locação, o locatário e o locador;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IX &#8211; nas promessas de compra e venda, o promitente comprador e o promitente vendedor;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>X &#8211; nas penhoras e ações, o autor e o réu;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>XI &#8211; nas cessões de direitos, o cessionário e o cedente;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>XII &#8211; nas promessas de cessão de direitos, o promitente cessionário e o promitente cedente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO V</p>
<p>Dos Títulos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 221 &#8211; Somente são admitidos registro:                            (Renumerado com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; escrituras públicas, inclusive as lavradas em consulados brasileiros;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; escritos particulares autorizados em lei, assinados pelas partes e testemunhas, com as firmas reconhecidas, dispensado o reconhecimento quando se tratar de atos praticados por entidades vinculadas ao Sistema Financeiro da Habitação;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; atos autênticos de países estrangeiros, com força de instrumento público, legalizados e traduzidos na forma da lei, e registrados no cartório do Registro de Títulos e Documentos, assim como sentenças proferidas por tribunais estrangeiros após homologação pelo Supremo Tribunal Federal;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; cartas de sentença, formais de partilha, certidões e mandados extraídos de autos de processo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; contratos ou termos administrativos, assinados com a União, Estados, Municípios ou o Distrito Federal, no âmbito de programas de regularização fundiária e de programas habitacionais de interesse social, dispensado o reconhecimento de firma.                            (Redação dada pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1o Serão registrados os contratos e termos mencionados no inciso V do caput assinados a rogo com a impressão dactiloscópica do beneficiário, quando este for analfabeto ou não puder assinar, acompanhados da assinatura de 2 (duas) testemunhas.                           (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>2o Os contratos ou termos administrativos mencionados no inciso V do caputpoderão ser celebrados constando apenas o nome e o número de documento oficial do beneficiário, podendo sua qualificação completa ser efetuada posteriormente, no momento do registro do termo ou contrato, mediante simples requerimento do interessado dirigido ao registro de imóveis.                            (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>3o Fica dispensada a apresentação dos títulos previstos nos incisos I a V do caput deste artigo quando se tratar de registro do projeto de regularização fundiária e da constituição de direito real, sendo o ente público promotor da regularização fundiária urbana responsável pelo fornecimento das informações necessárias ao registro, ficando dispensada a apresentação de título individualizado, nos termos da legislação específica.   (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>4º Quando for requerida a prática de ato com base em título físico que tenha sido registrado, digitalizado ou armazenado, inclusive em outra serventia, será dispensada a reapresentação e bastará referência a ele ou a apresentação de certidão.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 222 &#8211; Em todas as escrituras e em todos os atos relativos a imóveis, bem como nas cartas de sentença e formais de partilha, o tabelião ou escrivão deve fazer referência à matrícula ou ao registro anterior, seu número e cartório.                         (Renumerado do art 223 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 223 &#8211; Ficam sujeitas à obrigação, a que alude o artigo anterior, as partes que, por instrumento particular, celebrarem atos relativos a imóveis.                        (Renumerado do § 1º do art. 223 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 224 &#8211; Nas escrituras, lavradas em decorrência de autorização judicial, serão mencionadas por certidão, em breve relatório com todas as minúcias que permitam identificá-los, os respectivos alvarás.                           (Renumerado do § 2º do art. 223 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 225 &#8211; Os tabeliães, escrivães e juizes farão com que, nas escrituras e nos autos judiciais, as partes indiquem, com precisão, os característicos, as confrontações e as localizações dos imóveis, mencionando os nomes dos confrontantes e, ainda, quando se tratar só de terreno, se esse fica do lado par ou do lado ímpar do logradouro, em que quadra e a que distância métrica da edificação ou da esquina mais próxima, exigindo dos interessados certidão do registro imobiliário.                     (Renumerado do art. 228 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º As mesmas minúcias, com relação à caracterização do imóvel, devem constar dos instrumentos particulares apresentados em cartório para registro.</p>
<p>2º Consideram-se irregulares, para efeito de matrícula, os títulos nos quais a caracterização do imóvel não coincida com a que consta do registro anterior.</p>
<p>3oNos autos judiciais que versem sobre imóveis rurais, a localização, os limites e as confrontações serão obtidos a partir de memorial descritivo assinado por profissional habilitado e com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, geo-referenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro e com precisão posicional a ser fixada pelo INCRA, garantida a isenção de custos financeiros aos proprietários de imóveis rurais cuja somatória da área não exceda a quatro módulos fiscais.                      (Incluído pela Lei nº 10.267, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 226 &#8211; Tratando-se de usucapião, os requisitos da matrícula devem constar do mandado judicial.                 (Renumerado do art. 229 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO VI</p>
<p>Da Matrícula</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 227 &#8211; Todo imóvel objeto de título a ser registrado deve estar matriculado no Livro nº 2 &#8211; Registro Geral &#8211; obedecido o disposto no art. 176.                   (Renumerado do art. 224 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 228 &#8211; A matrícula será efetuada por ocasião do primeiro registro a ser lançado na vigência desta Lei, mediante os elementos constantes do título apresentado e do registro anterior nele mencionado.                   (Renumerado do art. 225 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 229 &#8211; Se o registro anterior foi efetuado em outra circunscrição, a matrícula será aberta com os elementos constantes do título apresentado e da certidão atualizada daquele registro, a qual ficará arquivada em cartório.                    (Renumerado do § 1º do art. 225 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 230 &#8211; Se na certidão constar ônus, o oficial fará a matrícula, e, logo em seguida ao registro, averbará a existência do ônus, sua natureza e valor, certificando o fato no título que devolver à parte, o que o correrá, também, quando o ônus estiver lançado no próprio cartório.                     (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 231 &#8211; No preenchimento dos livros, observar-se-ão as seguintes normas:                      (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; no alto da face de cada folha será lançada a matrícula do imóvel, com os requisitos constantes do art. 176, e no espaço restante e no verso, serão lançados por ordem cronológica e em forma narrativa, os registros e averbações dos atos pertinentes ao imóvel matriculado;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; preenchida uma folha, será feito o transporte para a primeira folha em branco do mesmo livro ou do livro da mesma série que estiver em uso, onde continuarão os lançamentos, com remissões recíprocas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 232 &#8211; Cada lançamento de registro será precedido pela letra &#8221; R &#8221; e o da averbação pelas letras &#8221; AV &#8220;, seguindo-se o número de ordem do lançamento e o da matrícula (ex: R-1-1, R-2-1, AV-3-1, R-4-1, AV-5-1, etc.) (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 233 &#8211; A matrícula será cancelada:                      (Renumerado do art. 230 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; por decisão judicial;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; quando em virtude de alienação parciais, o imóvel for inteiramente transferido a outros proprietários;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; pela fusão, nos termos do artigo seguinte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 234 &#8211; Quando dois ou mais imóveis contíguos pertencentes ao mesmo proprietário, constarem de matrículas autônomas, pode ele requerer a fusão destas em uma só, de novo número, encerrando-se as primitivas.                      (Renumerado do art. 231 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 235 &#8211; Podem, ainda, ser unificados, com abertura de matrícula única:                   (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; dois ou mais imóveis constantes de transcrições anteriores a esta Lei, à margem das quais será averbada a abertura da matrícula que os unificar;                           (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; dois ou mais imóveis, registrados por ambos os sistemas, caso em que, nas transcrições, será feita a averbação prevista no item anterior, as matrículas serão encerradas na forma do artigo anterior.                     (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; 2 (dois) ou mais imóveis contíguos objeto de imissão provisória na posse registrada em nome da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios ou de suas entidades delegadas ou contratadas e sua respectiva cessão e promessa de cessão.    (Redação dada pela Lei nº 14.273, de 2021)    Vigência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1o Os imóveis de que trata este artigo, bem como os oriundos de desmembramentos, partilha e glebas destacadas de maior porção, serão desdobrados em novas matrículas, juntamente com os ônus que sobre eles existirem, sempre que ocorrer a transferência de 1 (uma) ou mais unidades, procedendo-se, em seguida, ao que estipula o inciso II do art. 233.                     (Redação dada pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>2o A hipótese de que trata o inciso III somente poderá ser utilizada nos casos de imóveis inseridos em área urbana ou de expansão urbana e com a finalidade de implementar programas habitacionais ou de regularização fundiária, o que deverá ser informado no requerimento de unificação.                     (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>3º Na hipótese de que trata o inciso III do caput deste artigo, a unificação poderá abranger matrículas ou transcrições relativas a imóveis contíguos àqueles que tenham sido objeto da imissão provisória na posse.   (Redação dada pela Lei nº 14.273, de 2021)Vigência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 235-A.  Fica instituído o Código Nacional de Matrícula (CNM) que corresponde à numeração única de matrículas imobiliárias em âmbito nacional.  (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1oO CNM referente a matrícula encerrada ou cancelada não poderá ser reutilizado.  (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>2oAto da Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça regulamentará as características e a forma de implementação do CNM. (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO VII</p>
<p>Do Registro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 236 &#8211; Nenhum registro poderá ser feito sem que o imóvel a que se referir esteja matriculado.                     (Incluído pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 237 &#8211; Ainda que o imóvel esteja matriculado, não se fará registro que dependa da apresentação de título anterior, a fim de que se preserve a continuidade do registro.                     (Renumerado do art. 235 e parágrafo único com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 237-A. Após o registro do parcelamento do solo, na modalidade loteamento ou na modalidade desmembramento, e da incorporação imobiliária, de condomínio edilício ou de condomínio de lotes, até que tenha sido averbada a conclusão das obras de infraestrutura ou da construção, as averbações e os registros relativos à pessoa do loteador ou do incorporador ou referentes a quaisquer direitos reais, inclusive de garantias, cessões ou demais negócios jurídicos que envolvam o empreendimento e suas unidades, bem como a própria averbação da conclusão do empreendimento, serão realizados na matrícula de origem do imóvel a ele destinado e replicados, sem custo adicional, em cada uma das matrículas recipiendárias dos lotes ou das unidades autônomas eventualmente abertas.   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Para efeito de cobrança de custas e emolumentos, as averbações e os registros relativos ao mesmo ato jurídico ou negócio jurídico e realizados com base no caputdeste artigo serão considerados ato de registro único, não importando a quantidade de lotes ou de unidades autônomas envolvidas ou de atos intermediários existentes.   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2o Nos registros decorrentes de processo de parcelamento do solo ou de incorporação imobiliária, o registrador deverá observar o prazo máximo de 15 (quinze) dias para o fornecimento do número do registro ao interessado ou a indicação das pendências a serem satisfeitas para sua efetivação.                    (Incluído pela Lei nº 11.977, de 2009)</p>
<p>3º O registro da instituição de condomínio ou da especificação do empreendimento constituirá ato único para fins de cobrança de custas e emolumentos.                 (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>4º É facultada a abertura de matrícula para cada lote ou fração ideal que corresponderá a determinada unidade autônoma, após o registro do loteamento ou da incorporação imobiliária.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>5º Na hipótese do § 4º deste artigo, se a abertura da matrícula ocorrer no interesse do serviço, fica vedado o repasse das despesas dela decorrentes ao interessado, mas se a abertura da matrícula ocorrer por requerimento do interessado, o emolumento pelo ato praticado será devido por ele.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 238 &#8211; O registro de hipoteca convencional valerá pelo prazo de 30 (trinta) anos, findo o qual só será mantido o número anterior se reconstituída por novo título e novo registro.                       (Renumerado do art. 241 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 239 &#8211; As penhoras, arrestos e seqüestros de imóveis serão registrados depois de pagas as custas do registro pela parte interessada, em cumprimento de mandado ou à vista de certidão do escrivão, de que constem, além dos requisitos exigidos para o registro, os nomes do juiz, do depositário, das partes e a natureza do processo.                     (Renumerado do art. 244 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único &#8211; A certidão será lavrada pelo escrivão do feito, com a declaração do fim especial a que se destina, após a entrega, em cartório, do mandado devidamente cumprido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 240 &#8211; O registro da penhora faz prova quanto à fraude de qualquer transação posterior.                    (Renumerado do art. 245 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 241 &#8211; O registro da anticrese no livro nº 2 declarará, também, o prazo, a época do pagamento e a forma de administração.                         (Renumerado do art. 238 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 242 &#8211; O contrato de locação, com cláusula expressa de vigência no caso de alienação do imóvel, registrado no Livro nº 2, consignará também, o seu valor, a renda, o prazo, o tempo e o lugar do pagamento, bem como pena convencional.                     (Renumerado do art. 239 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 243 &#8211; A matrícula do imóvel promovida pelo titular do domínio direto aproveita ao titular do domínio útil, e vice-versa.                 (Renumerado do art. 236 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 244 &#8211; As escrituras antenupciais serão registradas no livro nº 3 do cartório do domicílio conjugal, sem prejuízo de sua averbação obrigatória no lugar da situação dos imóveis de propriedade do casal, ou dos que forem sendo adquiridos e sujeitos a regime de bens diverso do comum, com a declaração das respectivas cláusulas, para ciência de terceiros.                     (Renumerado do art. 243 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 245 &#8211; Quando o regime de separação de bens for determinado por lei, far-se-á a respectiva averbação nos termos do artigo anterior, incumbindo ao Ministério Público zelar pela fiscalização e observância dessa providência.               (Renumerado do parágrafo único do art. 243 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO VIII</p>
<p>Da Averbação e do Cancelamento</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 246. Além dos casos expressamente indicados no inciso II do caput do art. 167 desta Lei, serão averbadas na matrícula as sub-rogações e outras ocorrências que, por qualquer modo, alterem o registro ou repercutam nos direitos relativos ao imóvel.   (Redação dada pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1oAs averbações a que se referem os itens 4 e 5 do inciso II do art. 167 serão as feitas a requerimento dos interessados, com firma reconhecida, instruído com documento dos interessados, com firma reconhecida, instruído com documento comprobatório fornecido pela autoridade competente. A alteração do nome só poderá ser averbada quando devidamente comprovada por certidão do Registro Civil.                        (Renumerado do parágrafo único, pela Lei nº 10.267, de 2001)</p>
<p>1º-A No caso das averbações de que trata o § 1º deste artigo, o oficial poderá providenciar, preferencialmente por meio eletrônico, a requerimento e às custas do interessado, os documentos comprobatórios necessários perante as autoridades competentes.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2oTratando-se de terra indígena com demarcação homologada, a União promoverá o registro da área em seu nome.                  (Incluído pela Lei nº 10.267, de 2001)</p>
<p>3oConstatada, durante o processo demarcatório, a existência de domínio privado nos limites da terra indígena, a União requererá ao Oficial de Registro a averbação, na respectiva matrícula, dessa circunstância.                  (Incluído pela Lei nº 10.267, de 2001)</p>
<p>4oAs providências a que se referem os §§ 2oe 3o deste artigo deverão ser efetivadas pelo cartório, no prazo de trinta dias, contado a partir do recebimento da solicitação de registro e averbação, sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 1.000,00 (mil reais), sem prejuízo da responsabilidade civil e penal do Oficial de Registro.                    (Incluído pela Lei nº 10.267, de 2001)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 247 &#8211; Averbar-se-á, também, na matrícula, a declaração de indisponibilidade de bens, na forma prevista na Lei.                      (incluído pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 247-A.  É dispensado o habite-se expedido pela prefeitura municipal para a averbação de construção residencial urbana unifamiliar de um só pavimento finalizada há mais de 5 (cinco) anos em área ocupada predominantemente por população de baixa renda, inclusive para o fim de registro ou averbação decorrente de financiamento à moradia.             (Redação dada pela Lei nº 13.865, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 248 &#8211; O cancelamento efetuar-se-á mediante averbação, assinada pelo oficial, seu substituto legal ou escrevente autorizado, e declarará o motivo que o determinou, bem como o título em virtude do qual foi feito.                (Renumerado do art. 249 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 249 &#8211; O cancelamento poderá ser total ou parcial e referir-se a qualquer dos atos do registro.                    (Renumerado do art. 250 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 250 &#8211; Far-se-á o cancelamento:                      (incluído pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; em cumprimento de decisão judicial transitada em julgado;                  (incluído pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a requerimento unânime das partes que tenham participado do ato registrado, se capazes, com as firmas reconhecidas por tabelião;                      (incluído pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; A requerimento do interessado, instruído com documento hábil.                 (incluído pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; a requerimento da Fazenda Pública, instruído com certidão de conclusão de processo administrativo que declarou, na forma da lei, a rescisão do título de domínio ou de concessão de direito real de uso de imóvel rural, expedido para fins de regularização fundiária, e a reversão do imóvel ao patrimônio público.                     (Incluído pela Lei nº 11.952, de 2009)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 251 &#8211; O cancelamento de hipoteca só pode ser feito:                    (Renumerado do art. 254 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; à vista de autorização expressa ou quitação outorgada pelo credor ou seu sucessor, em instrumento público ou particular;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; em razão de procedimento administrativo ou contencioso, no qual o credor tenha sido intimado (art. 698 do Código de Processo Civil);</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; na conformidade da legislação referente às cédulas hipotecárias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 251-A. Em caso de falta de pagamento, o cancelamento do registro do compromisso de compra e venda de imóvel será efetuado em conformidade com o disposto neste artigo.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A requerimento do promitente vendedor, o promitente comprador, ou seu representante legal ou procurador regularmente constituído, será intimado pessoalmente pelo oficial do competente registro de imóveis a satisfazer, no prazo de 30 (trinta) dias, a prestação ou as prestações vencidas e as que vencerem até a data de pagamento, os juros convencionais, a correção monetária, as penalidades e os demais encargos contratuais, os encargos legais, inclusive tributos, as contribuições condominiais ou despesas de conservação e manutenção em loteamentos de acesso controlado, imputáveis ao imóvel, além das despesas de cobrança, de intimação, bem como do registro do contrato, caso esse tenha sido efetuado a requerimento do promitente vendedor.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>2º O oficial do registro de imóveis poderá delegar a diligência de intimação ao oficial do registro de títulos e documentos da comarca da situação do imóvel ou do domicílio de quem deva recebê-la.  (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>3º Aos procedimentos de intimação ou notificação efetuados pelos oficiais de registros públicos, aplicam-se, no que couber, os dispositivos referentes à citação e à intimação previstos na Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015(Código de Processo Civil).    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>4º A mora poderá ser purgada mediante pagamento ao oficial do registro de imóveis, que dará quitação ao promitente comprador ou ao seu cessionário das quantias recebidas no prazo de 3 (três) dias e depositará esse valor na conta bancária informada pelo promitente vendedor no próprio requerimento ou, na falta dessa informação, o cientificará de que o numerário está à sua disposição.   (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>5º Se não ocorrer o pagamento, o oficial certificará o ocorrido e intimará o promitente vendedor a promover o recolhimento dos emolumentos para efetuar o cancelamento do registro.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>6º A certidão do cancelamento do registro do compromisso de compra e venda reputa-se como prova relevante ou determinante para concessão da medida liminar de reintegração de posse.    (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 252 &#8211; O registro, enquanto não cancelado, produz todos os efeitos legais ainda que, por outra maneira, se prove que o título está desfeito, anulado, extinto ou rescindido.                  (Renumerado do art. 255 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 253 &#8211; Ao terceiro prejudicado é lícito, em juízo, fazer prova da extinção dos ônus, reais, e promover o cancelamento do seu registro.                     (Renumerado do art. 255, parágrafo único, com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 254 &#8211; Se, cancelado o registro, subsistirem o título e os direitos dele decorrentes, poderá o credor promover novo registro, o qual só produzirá efeitos a partir da nova data.                        (Renumerado do art. 257 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 255 &#8211; Além dos casos previstos nesta Lei, a inscrição de incorporação ou loteamento só será cancelada a requerimento do incorporador ou loteador, enquanto nenhuma unidade ou lote for objeto de transação averbada, ou mediante o consentimento de todos os compromissários ou cessionários.                         (Renumerado do art. 259 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 256 &#8211; O cancelamento da servidão, quando o prédio dominante estiver hipotecado, só poderá ser feito com aquiescência do credor, expressamente manifestada.                       (Renumerado do art. 251 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 257 &#8211; O dono do prédio serviente terá, nos termos da lei, direito a cancelar a servidão.                 (Renumerado do art. 252 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 258 &#8211; O foreiro poderá, nos termos da lei, averbar a renúncia de seu direito, sem dependência do consentimento do senhorio direto.                   (Renumerado do art. 253 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 259 &#8211; O cancelamento não pode ser feito em virtude de sentença sujeita, ainda, a recurso.                     (Renumerado do art. 256 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO IX</p>
<p>Do Bem de Família</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 260. A instituição do bem de família far-se-á por escritura pública, declarando o instituidor que determinado prédio se destina a domicílio de sua família e ficará isento de execução por dívida.(Renumerado do art. 261, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 261. Para a inscrição do bem de família, o instituidor apresentará ao oficial do registro a escritura pública de instituição, para que mande publicá-la na imprensa local e, à falta, na da Capital do Estado ou do Território.                     (Renumerado do art. 262, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 262. Se não ocorrer razão para dúvida, o oficial fará a publicação, em forma de edital, do qual constará:                     (Renumerado do art. 263, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; o resumo da escritura, nome, naturalidade e profissão do instituidor, data do instrumento e nome do tabelião que o fez, situação e característicos do prédio;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; o aviso de que, se alguém se julgar prejudicado, deverá, dentro em trinta (30) dias, contados da data da publicação, reclamar contra a instituição, por escrito e perante o oficial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 263. Findo o prazo do nº II do artigo anterior, sem que tenha havido reclamação, o oficial transcreverá a escritura, integralmente, no livro nº 3 e fará a inscrição na competente matrícula, arquivando um exemplar do jornal em que a publicação houver sido feita e restituindo o instrumento ao apresentante, com a nota da inscrição.                       (Renumerado do art. 264, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 264. Se for apresentada reclamação, dela fornecerá o oficial, ao instituidor, cópia autêntica e lhe restituirá a escritura, com a declaração de haver sido suspenso o registro, cancelando a prenotação.                     (Renumerado do art. 265, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1° O instituidor poderá requerer ao Juiz que ordene o registro, sem embargo da reclamação.</p>
<p>2º Se o Juiz determinar que proceda ao registro, ressalvará ao reclamante o direito de recorrer à ação competente para anular a instituição ou de fazer execução sobre o prédio instituído, na hipótese de tratar-se de dívida anterior e cuja solução se tornou inexeqüível em virtude do ato da instituição.</p>
<p>3° O despacho do Juiz será irrecorrível e, se deferir o pedido será transcrito integralmente, juntamente com o instrumento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 265. Quando o bem de família for instituído juntamente com a transmissão da propriedade (Decreto-Lei n. 3.200, de 19 de abril de 1941, art. 8°, § 5º), a inscrição far-se-á imediatamente após o registro da transmissão ou, se for o caso, com a matrícula.                  (Renumerado do art. 266, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO X</p>
<p>Da Remição do Imóvel Hipotecado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 266. Para remir o imóvel hipotecado, o adquirente requererá, no prazo legal, a citação dos credores hipotecários propondo, para a remição, no mínimo, o preço por que adquiriu o imóvel.                   (Renumerado do art. 267, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 267. Se o credor, citado, não se opuser à remição, ou não comparecer, lavrar-se-á termo de pagamento e quitação e o Juiz ordenará, por sentença, o cancelamento de hipoteca.                           (Renumerado do art. 268, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. No caso de revelia, consignar-se-á o preço à custa do credor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 268. Se o credor, citado, comparecer e impugnar o preço oferecido, o Juiz mandará promover a licitação entre os credores hipotecários, os fiadores e o próprio adquirente, autorizando a venda judicial a quem oferecer maior preço.                          (Renumerado do art. 269, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1° Na licitação, será preferido, em igualdade de condições, o lanço do adquirente.</p>
<p>2° Na falta de arrematante, o valor será o proposto pelo adquirente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 269. Arrematado o imóvel e depositado, dentro de quarenta e oito (48) horas, o respectivo preço, o Juiz mandará cancelar a hipoteca, sub-rogando-se no produto da venda os direitos do credor hipotecário.                    (Renumerado do art. 270, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 270. Se o credor de segunda hipoteca, embora não vencida a dívida, requerer a remição, juntará o título e certidão da inscrição da anterior e depositará a importância devida ao primeiro credor, pedindo a citação deste para levantar o depósito e a do devedor para dentro do prazo de cinco dias remir a hipoteca, sob pena de ficar o requerente sub-rogado nos direitos creditórios, sem prejuízo dos que lhe couberem em virtude da segunda hipoteca.                    (Renumerado do art. 271, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 271. Se o devedor não comparecer ou não remir a hipoteca, os autos serão conclusos ao Juiz para julgar por sentença a remição pedida pelo segundo credor.                       (Renumerado do art. 272, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 272. Se o devedor comparecer e quiser efetuar a remição, notificar-se-á o credor para receber o preço, ficando sem efeito o depósito realizado pelo autor.                     (Renumerado do art. 273, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 273. Se o primeiro credor estiver promovendo a execução da hipoteca, a remição, que abrangerá a importância das custas e despesas realizadas, não se efetuará antes da primeira praça, nem depois de assinado o auto de arrematação.                   (Renumerado do art. 274, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 274. Na remição de hipoteca legal em que haja interesse de incapaz intervirá o Ministério Público.                   (Renumerado do art. 275, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 275. Das sentenças que julgarem o pedido de remição caberá o recurso de apelação com ambos os efeitos.                      (Renumerado do art. 276, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 276. Não é necessária a remição quando o credor assinar, com o vendedor, escritura de venda do imóvel gravado.                      (Renumerado do art. 277, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO XI</p>
<p>Do Registro Torrens</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 277. Requerida a inscrição de imóvel rural no Registro Torrens, o oficial protocolará e autuará o requerimento e documentos que o instruirem e verificará se o pedido se acha em termos de ser despachado.                 (Renumerado do art. 278, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 278. O requerimento será instruído com:                   (Renumerado do art. 279, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; os documentos comprobatórios do domínio do requerente;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a prova de quaisquer atos que modifiquem ou limitem a sua propriedade;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; o memorial de que constem os encargos do imóvel os nomes dos ocupantes, confrontantes, quaisquer interessados, e a indicação das respectivas residências;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; a planta do imóvel, cuja escala poderá variar entre os limites: 1:500m (1/500) e 1:5.000m (1/5.000).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º O levantamento da planta obedecerá às seguintes regras:</p>
<ol>
<li>a) empregar-se-ão goniômetros ou outros instrumentos de maior precisão;</li>
<li>b) a planta será orientada segundo o mediano do lugar, determinada a declinação magnética;</li>
<li>c) fixação dos pontos de referência necessários a verificações ulteriores e de marcos especiais, ligados a pontos certos e estáveis nas sedes das propriedades, de maneira que a planta possa incorporar-se à carta geral cadastral.</li>
</ol>
<p>2º Às plantas serão anexadas o memorial e as cadernetas das operações de campo, autenticadas pelo agrimensor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 279. O imóvel sujeito a hipoteca ou ônus real não será admitido a registro sem consentimento expresso do credor hipotecário ou da pessoa em favor de quem se tenha instituído o ônus.                     (Renumerado do art. 280, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 280. Se o oficial considerar irregular o pedido ou a documentação, poderá conceder o prazo de trinta (30) dias para que o interessado os regularize. Se o requerente não estiver de acordo com a exigência do oficial, este suscitará dúvida.                   (Renumerado do art. 281, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 281. Se o oficial considerar em termos o pedido, remetê-lo-á a juízo para ser despachado.                   (Renumerado do art. 282, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 282. O Juiz, distribuído o pedido a um dos cartórios judiciais se entender que os documentos justificam a propriedade do requerente, mandará expedir edital que será afixado no lugar de costume e publicado uma vez no órgão oficial do Estado e três (3) vezes na imprensa local, se houver, marcando prazo não menor de dois (2) meses, nem maior de quatro (4) meses para que se ofereça oposição.                     (Renumerado do art. 283, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 283. O Juiz ordenará, de ofício ou a requerimento da parte, que, à custa do peticionário, se notifiquem do requerimento as pessoas nele indicadas.                  (Renumerado do art. 284, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 284. Em qualquer hipótese, será ouvido o órgão do Ministério Público, que poderá impugnar o registro por falta de prova completa do domínio ou preterição de outra formalidade legal.                    (Renumerado do art. 285, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 285. Feita a publicação do edital, a pessoa que se julgar com direito sobre o imóvel, no todo ou em parte, poderá contestar o pedido no prazo de quinze dias.                    (Renumerado do art. 286, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A contestação mencionará o nome e a residência do réu, fará a descrição exata do imóvel e indicará os direitos reclamados e os títulos em que se fundarem.</p>
<p>2º Se não houver contestação, e se o Ministério Público não impugnar o pedido, o Juiz ordenará que se inscreva o imóvel, que ficará, assim, submetido aos efeitos do Registro Torrens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 286. Se houver contestação ou impugnação, o procedimento será ordinário, cancelando-se, mediante mandado, a prenotação.                        (Renumerado do art. 287, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 287. Da sentença que deferir, ou não, o pedido, cabe o recurso de apelação, com ambos os efeitos.                      (Renumerado do art. 288, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 288. Transitada em julgado a sentença que deferir o pedido, o oficial inscreverá, na matrícula, o julgado que determinou a submissão do imóvel aos efeitos do Registro Torrens, arquivando em cartório a documentação autuada.                    (Renumerado do art. 289, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO XII</p>
<p>(Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DO REGISTRO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA URBANA</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 288-A.  O procedimento de registro da regularização fundiária urbana observará o disposto em legislação específica.      (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; (revogado);      (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; (revogado);      (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; (revogado).      (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1o(Revogado).      (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>2o(Revogado).      (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>3o(Revogado).      (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>4o(Revogado).      (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; (revogado);      (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; (revogado).     (Redação dada pela Lei nº 13.465, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 288-B.           (Revogado pela Lei nº 13.465, de 2017</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 288-C.          (Revogado pela Lei nº 13.465, de 2017</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 288-D.            (Revogado pela Lei nº 13.465, de 2017</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 288-E.          (Revogado pela Lei nº 13.465, de 2017</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 288-F.           (Revogado pela Lei nº 13.465, de 2017</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 288-G.          (Revogado pela Lei nº 13.465, de 2017</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO VI</p>
<p>Das Disposições Finais e Transitórias</p>
<p>(Redação dada pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 289. No exercício de suas funções, cumpre aos oficiais de registro fazer rigorosa fiscalização do pagamento dos impostos devidos por força dos atos que lhes forem apresentados em razão do ofício.                  (Renumerado do art. 305, pela Lei nº 6.216, de 1975)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 290.. Os emolumentos devidos pelos atos relacionados com a primeira aquisição imobiliária para fins residenciais, financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação, serão reduzidos em 50% (cinqüenta por cento).          (Redação dada pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º &#8211; O registro e a averbação referentes à aquisição da casa própria, em que seja parte cooperativa habitacional ou entidade assemelhada, serão considerados, para efeito de cálculo, de custas e emolumentos, como um ato apenas, não podendo a sua cobrança exceder o limite correspondente a 40% (quarenta por cento) do Maior Valor de Referência.                      (Redação dada pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>2º &#8211; Nos demais programas de interesse social, executados pelas Companhias de Habitação Popular &#8211; COHABs ou entidades assemelhadas, os emolumentos e as custas devidos pelos atos de aquisição de imóveis e pelos de averbação de construção estarão sujeitos às seguintes limitações:                  (Redação dada pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<ol start="6">
<li>a) imóvel de até 60 m 2(sessenta metros quadrados) de área construida: 10% (dez por cento) do Maior Valor de Referência;                    (Redação dada pela Lei nº 6.941, de 1981)</li>
<li>b) de mais de 60 m² (sessenta metros quadrados) até 70 m 2 (setenta metros quadrados) de área construída: 15% (quinze por cento) do Maior Valor de Referência;                   (Redação dada pela Lei nº 6.941, de 1981)</li>
<li>c) de mais de 70 m 2(setenta metros quadrados) e até 80 m 2(oitenta metros quadrados) de área construída: 20% (vinte por cento) do Maior Valor de Referência.                        (Redação dada pela Lei nº 6.941, de 1981)</li>
</ol>
<p>3º &#8211; Os emolumentos devidos pelos atos relativos a financiamento rural serão cobrados de acordo com a legislação federal.               (Redação dada pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>4oAs custas e emolumentos devidos aos Cartórios de Notas e de Registro de Imóveis, nos atos relacionados com a aquisição imobiliária para fins residenciais, oriundas de programas e convênios com a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, para a construção de habitações populares destinadas a famílias de baixa renda, pelo sistema de mutirão e autoconstrução orientada, serão reduzidos para vinte por cento da tabela cartorária normal, considerando-se que o imóvel será limitado a até sessenta e nove metros quadrados de área construída, em terreno de até duzentos e cinqüenta metros quadrados.                     (Incluído pela Lei nº 9.934, de 1999)</p>
<p>5oOs cartórios que não cumprirem o disposto no § 4oficarão sujeitos a multa de até R$ 1.120,00 (um mil, cento e vinte reais) a ser aplicada pelo juiz, com a atualização que se fizer necessária, em caso de desvalorização da moeda.                      (Incluído pela Lei nº 9.934, de 1999)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 290-A.  Devem ser realizados independentemente do recolhimento de custas e emolumentos:                    (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; o primeiro registro de direito real constituído em favor de beneficiário de regularização fundiária de interesse social em áreas urbanas e em áreas rurais de agricultura familiar;                   (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a primeira averbação de construção residencial de até 70 m² (setenta metros quadrados) de edificação em áreas urbanas objeto de regularização fundiária de interesse social.                     (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; o registro de título de legitimação de posse, concedido pelo poder público, de que trata o art. 59 da Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009, e de sua conversão em propriedade.                  (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; o registro do título de transferência do direito real de propriedade ou de outro direito ao beneficiário de projetos de assentamento rurais promovidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com base nas Leis nº 4.504, de 30 de novembro de 1964, e 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, ou em outra lei posterior com finalidade similar.  (Incluído pela Lei nº 14.382, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1o O registro e a averbação de que tratam os incisos I, II e III do caput deste artigo independem da comprovação do pagamento de quaisquer tributos, inclusive previdenciários.                   (Redação dada pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>2o (Revogado).                 (Redação dada pela Lei nº 12.424, de 2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 291 &#8211; A emissão ou averbação da Cédula Hipotecária, consolidando créditos hipotecários de um só credor, não implica modificação da ordem preferencial dessas hipotecas em relação a outras que lhes sejam posteriores e que garantam créditos não incluídos na consolidação.                  (Incluído pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 292 &#8211; É vedado aos Tabeliães e aos Oficiais de Registro de Imóveis, sob pena de responsabilidade, lavrar ou registrar escritura ou escritos particulares autorizados por lei, que tenham por objeto imóvel hipotecado a entidade do Sistema Financeiro da Habitação, ou direitos a eles relativos, sem que conste dos mesmos, expressamente, a menção ao ônus real e ao credor, bem como a comunicação ao credor, necessariamente feita pelo alienante, com antecedência de, no mínimo 30 (trinta) dias.                   (Incluído pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 293 &#8211; Se a escritura deixar de ser lavrada no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data da comunicação do alienante, esta perderá a validade.                       (Incluído pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único &#8211; A ciência da comunicação não importará consentimento tácito do credor hipotecário.                       (Incluído pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 294. Nos casos de incorporação de bens imóveis do patrimônio público, para a formação ou integralização do capital de sociedade por ações da administração indireta ou para a formação do patrimônio de empresa pública, o oficial do respectivo registro de imóveis fará o novo registro em nome da entidade a que os mesmos forem incorporados ou transferidos, valendo-se, para tanto, dos dados característicos e confrontações constantes do anterior.                  (Renumerado do art. 291, pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Servirá como título hábil para o novo registro o instrumento pelo qual a incorporação ou transferência se verificou, em cópia autêntica, ou exemplar do órgão oficial no qual foi aquele publicado.</p>
<p>2º Na hipótese de não coincidência das características do imóvel com as constantes do registro existente, deverá a entidade, ao qual foi o mesmo incorporado ou transferido, promover a respectiva correção mediante termo aditivo ao instrumento de incorporação ou transferência e do qual deverão constar, entre outros elementos, seus limites ou confrontações, sua descrição e caracterização.</p>
<p>3º Para fins do registro de que trata o presente artigo, considerar-se-á, como valor de transferência dos bens, o constante do instrumento a que alude o § 1°.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 295 &#8211; O encerramento dos livros em uso, antes da vigência da presente Lei, não exclui a validade dos atos neles registrados, nem impede que, neles, se façam as averbações e anotações posteriores.                      (Renumerado do art 292, pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único &#8211; Se a averbação ou anotação dever ser feita no Livro nº 2 do Registro de Imóvel, pela presente Lei, e não houver espaço nos anteriores Livros de Transcrição das Transmissões, será aberta a matrícula do imóvel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 296. Aplicam-se aos registros referidos no art. 1°, § 1º, incisos I, II e III, desta Lei, as disposições relativas ao processo de dúvida no registro de imóveis.                     (Renumerado do art 293, pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 297 &#8211; Os oficiais, na data de vigência desta Lei, lavrarão termo de encerramento nos livros, e dele remeterão cópia ao juiz a que estiverem subordinados.                        (Renumerado do art. 294, pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único &#8211; Sem prejuízo do cumprimento integral das disposições desta Lei, os livros antigos poderão ser aproveitados, até o seu esgotamento, mediante autorização judicial e adaptação aos novos modelos, iniciando-se nova numeração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 298 &#8211; Esta Lei entrará em vigor no dia 1º de janeiro 1976.                        (Renumerado do art 295, pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 299 &#8211; Revogam-se a Lei nº 4.827, de 7 de março de 1924, os Decretos nºs 4.857, de 9 de novembro de 1939, 5.318, de 29 de fevereiro 1940, 5.553, de 6 de maio de 1940, e as demais disposições em contrário. (Renumerado pela Lei nº 6.941, de 1981)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Brasília, 31 de dezembro de 1973; 152º da Independência e 85º da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>EMÍLIO G. MÉDICI</p>
<p>Alfredo Buzaid</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto não substitui o publicado no DOU de 31.12.1973 e retificado em 30.10.1975</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Republicado no DOU de 16.9.1975 (Suplemento), de acordo com o art. 2º da Lei nº 6.216, de 1975, com as alterações advindas das Leis nºs 6.140, de 28/11/1974 e 6.216, de 30/6/1975 e retificado em 30.10.1975</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>REGISTRO DE IMÓVEIS &#8211; Modelo do Livro nº 1 &#8211; Protocolo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>REGISTRO DE IMÓVEIS</p>
<p>PROTOCOLOLivro nº 1                                                                                       ANO:</p>
<p>Nº</p>
<p>de</p>
<p>ordem Data   NOME DO APRESENTANTE      Natureza</p>
<p>folmal do título         ANOTAÇÕES</p>
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<p>Dimensões máximas de acordo com o art. 3º,  § 1º :</p>
<p>Altura: 0,55m</p>
<p>Largura: 0,40m</p>
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<p>REGISTRO DE IMÓVEIS &#8211; Modelo do Livro nº 2 &#8211; Registro Geral</p>
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<p>REGISTRO DE IMÓVEIS</p>
<p>REGISTRO  GERALLivro nº 2                                                                                      Fl.:&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
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<p>MATRÍCULA Nº &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.                                         Data:&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.IDENTIDADE NOMINAL:</p>
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<p>NOME, DOMICÍLIO E NACIONALIDADE DO PROPRIETÁRIO:</p>
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<p>NÚMERO DO REGISTRO ANTERIOR:</p>
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<p>Dimensões máximas de acordo com o art. 3º,  § 1º :</p>
<p>Altura: 0,55m</p>
<p>Largura: 0,40m</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>REGISTRO DE IMÓVEIS &#8211; Modelo do Livro nº 3 &#8211; Registro Auxiliar</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>REGISTRO DE IMÓVEIS</p>
<p>REGISTRO AUXILIARLivro nº 3                                                                                       ANO:</p>
<p>Nº</p>
<p>de</p>
<p>ordem Data   REGISTRO   Ref. aos</p>
<p>demais</p>
<p>livros  AVERBAÇÕES</p>
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<p>Dimensões máximas de acordo com o art. 3º,  § 1º :</p>
<p>Altura: 0,55m</p>
<p>Largura: 0,40m</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>REGISTRO DE IMÓVEIS &#8211; Modelo do Livro nº 4 &#8211; Indicador Real</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>REGISTRO DE IMÓVEIS</p>
<p>INDICADOR REALLivro nº 4                                                                                       ANO:</p>
<p>Nº</p>
<p>de</p>
<p>ordem IDENTIFICAÇÃO DO IMÓVEL     Referência aos</p>
<p>demais livros ANOTAÇÕES</p>
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<p>Dimensões máximas de acordo com o art. 3º,  § 1º :</p>
<p>Altura: 0,55m</p>
<p>Largura: 0,40m</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>REGISTRO DE IMÓVEIS &#8211; Modelo do Livro nº 5 &#8211; Indicador Pessoal</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>REGISTRO DE IMÓVEIS</p>
<p>INDICADOR PESSOALLivro nº 5                                                                                       ANO:</p>
<p>Nº</p>
<p>de</p>
<p>ordem PESSOAS    Referência aos</p>
<p>demais livros ANOTAÇÕES</p>
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<p>Dimensões máximas de acordo com o art. 3º,  § 1º :</p>
<p>Altura: 0,55m</p>
<p>Largura: 0,40m</p>
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<p>O post <a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/registros-publicos-lei-n-6-015-de-31de-dezembro-de-1973/">Registros Públicos Lei N° 6.015, de 31de dezembro de 1973</a> apareceu primeiro em <a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br">Gaspar e Rufatto Advogados</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Maria da Penha Lei N° 11.340, de 7 de agosto de 2006</title>
		<link>https://gasparerufattoadvogados.com.br/maria-da-penha-lei-n-11-340-de-7-de-agosto-de-2006/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=maria-da-penha-lei-n-11-340-de-7-de-agosto-de-2006</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Antonio Gaspar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 19:01:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gasparerufattoadvogados.com.br/?p=5136</guid>

					<description><![CDATA[<p>Views: 2&#160; Presidência da República Secretaria-Geral Subchefia para Assuntos Jurídicos &#160; LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006 &#160; Vigência &#160; (Vide ADI nº 4424) &#160; Vide Lei nº 14.149, de 2021 &#160; Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226&#8230;&#160;<a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/maria-da-penha-lei-n-11-340-de-7-de-agosto-de-2006/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Maria da Penha Lei N° 11.340, de 7 de agosto de 2006</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Views: 2</p><p>&nbsp;</p>
<p>Presidência da República</p>
<p>Secretaria-Geral</p>
<p>Subchefia para Assuntos Jurídicos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vigência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(Vide ADI nº 4424)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vide Lei nº 14.149, de 2021</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO I</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DISPOSIÇÕES PRELIMINARES</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 1º Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 2º Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 3º Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º O poder público desenvolverá políticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres no âmbito das relações domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.</p>
<p>2º Cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos enunciados no caput.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 4º Na interpretação desta Lei, serão considerados os fins sociais a que ela se destina e, especialmente, as condições peculiares das mulheres em situação de violência doméstica e familiar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO II</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO I</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DISPOSIÇÕES GERAIS</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial:             (Vide Lei complementar nº 150, de 2015)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 6º A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO II</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;             (Redação dada pela Lei nº 13.772, de 2018)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO III</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DA ASSISTÊNCIA À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO I</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DAS MEDIDAS INTEGRADAS DE PREVENÇÃO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 8º A política pública que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por meio de um conjunto articulado de ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não-governamentais, tendo por diretrizes:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; a integração operacional do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública com as áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; a promoção de estudos e pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia, concernentes às causas, às conseqüências e à freqüência da violência doméstica e familiar contra a mulher, para a sistematização de dados, a serem unificados nacionalmente, e a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; o respeito, nos meios de comunicação social, dos valores éticos e sociais da pessoa e da família, de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica e familiar, de acordo com o estabelecido no inciso III do art. 1º , no inciso IV do art. 3º e no inciso IV do art. 221 da Constituição Federal ;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; a implementação de atendimento policial especializado para as mulheres, em particular nas Delegacias de Atendimento à Mulher;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher, voltadas ao público escolar e à sociedade em geral, e a difusão desta Lei e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; a celebração de convênios, protocolos, ajustes, termos ou outros instrumentos de promoção de parceria entre órgãos governamentais ou entre estes e entidades não-governamentais, tendo por objetivo a implementação de programas de erradicação da violência doméstica e familiar contra a mulher;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VII &#8211; a capacitação permanente das Polícias Civil e Militar, da Guarda Municipal, do Corpo de Bombeiros e dos profissionais pertencentes aos órgãos e às áreas enunciados no inciso I quanto às questões de gênero e de raça ou etnia;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VIII &#8211; a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à dignidade da pessoa humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IX &#8211; o destaque, nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, para os conteúdos relativos aos direitos humanos, à eqüidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência doméstica e familiar contra a mulher.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO II</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DA ASSISTÊNCIA À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 9º A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar será prestada de forma articulada e conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social, no Sistema Único de Saúde, no Sistema Único de Segurança Pública, entre outras normas e políticas públicas de proteção, e emergencialmente quando for o caso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º O juiz determinará, por prazo certo, a inclusão da mulher em situação de violência doméstica e familiar no cadastro de programas assistenciais do governo federal, estadual e municipal.</p>
<p>2º O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para preservar sua integridade física e psicológica:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; acesso prioritário à remoção quando servidora pública, integrante da administração direta ou indireta;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; manutenção do vínculo trabalhista, quando necessário o afastamento do local de trabalho, por até seis meses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; encaminhamento à assistência judiciária, quando for o caso, inclusive para eventual ajuizamento da ação de separação judicial, de divórcio, de anulação de casamento ou de dissolução de união estável perante o juízo competente.            (Incluído pela Lei nº 13.894, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3º A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar compreenderá o acesso aos benefícios decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico, incluindo os serviços de contracepção de emergência, a profilaxia das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e outros procedimentos médicos necessários e cabíveis nos casos de violência sexual.</p>
<p>4º Aquele que, por ação ou omissão, causar lesão, violência física, sexual ou psicológica e dano moral ou patrimonial a mulher fica obrigado a ressarcir todos os danos causados, inclusive ressarcir ao Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a tabela SUS, os custos relativos aos serviços de saúde prestados para o total tratamento das vítimas em situação de violência doméstica e familiar, recolhidos os recursos assim arrecadados ao Fundo de Saúde do ente federado responsável pelas unidades de saúde que prestarem os serviços.(Vide Lei nº 13.871, de 2019)     (Vigência)</p>
<p>5º Os dispositivos de segurança destinados ao uso em caso de perigo iminente e disponibilizados para o monitoramento das vítimas de violência doméstica ou familiar amparadas por medidas protetivas terão seus custos ressarcidos pelo agressor.(Vide Lei nº 13.871, de 2019)     (Vigência)</p>
<p>6º O ressarcimentode que tratam os §§ 4º e 5º deste artigo não poderá importar ônus de qualquer natureza ao patrimônio da mulher e dos seus dependentes, nem configurar atenuante ou ensejar possibilidade de substituição da pena aplicada.         (Vide Lei nº 13.871, de 2019)     (Vigência)</p>
<p>7º A mulher em situação de violência doméstica e familiar tem prioridade para matricular seus dependentes em instituição de educação básica mais próxima de seu domicílio, ou transferi-los para essa instituição, mediante a apresentação dos documentos comprobatórios do registro da ocorrência policial ou do processo de violência doméstica e familiar em curso.                (Incluído pela Lei nº 13.882,  de 2019)</p>
<p>8º Serão sigilosos os dados da ofendida e de seus dependentes matriculados ou transferidos conforme o disposto no § 7º deste artigo, e o acesso às informações será reservado ao juiz, ao Ministério Público e aos órgãos competentes do poder público.(Incluído pela Lei nº 13.882,  de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO III</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DO ATENDIMENTO PELA AUTORIDADE POLICIAL</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 10. Na hipótese da iminência ou da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, a autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência adotará, de imediato, as providências legais cabíveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput deste artigo ao descumprimento de medida protetiva de urgência deferida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 10-A. É direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar o atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por servidores &#8211; preferencialmente do sexo feminino &#8211; previamente capacitados.         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A inquirição de mulher em situação de violência doméstica e familiar ou de testemunha de violência doméstica, quando se tratar de crime contra a mulher, obedecerá às seguintes diretrizes:         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; salvaguarda da integridade física, psíquica e emocional da depoente, considerada a sua condição peculiar de pessoa em situação de violência doméstica e familiar;         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; garantia de que, em nenhuma hipótese, a mulher em situação de violência doméstica e familiar, familiares e testemunhas terão contato direto com investigados ou suspeitos e pessoas a eles relacionadas;         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; não revitimização da depoente, evitando sucessivas inquirições sobre o mesmo fato nos âmbitos criminal, cível e administrativo, bem como questionamentos sobre a vida privada.         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º Na inquirição de mulher em situação de violência doméstica e familiar ou de testemunha de delitos de que trata esta Lei, adotar-se-á, preferencialmente, o seguinte procedimento:         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; a inquirição será feita em recinto especialmente projetado para esse fim, o qual conterá os equipamentos próprios e adequados à idade da mulher em situação de violência doméstica e familiar ou testemunha e ao tipo e à gravidade da violência sofrida;         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; quando for o caso, a inquirição será intermediada por profissional especializado em violência doméstica e familiar designado pela autoridade judiciária ou policial;         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; o depoimento será registrado em meio eletrônico ou magnético, devendo a degravação e a mídia integrar o inquérito.         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 11. No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, a autoridade policial deverá, entre outras providências:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; garantir proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro, quando houver risco de vida;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; se necessário, acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences do local da ocorrência ou do domicílio familiar;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; informar à ofendida os direitos a ela conferidos nesta Lei e os serviços disponíveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; informar à ofendida os direitos a ela conferidos nesta Lei e os serviços disponíveis, inclusive os de assistência judiciária para o eventual ajuizamento perante o juízo competente da ação de separação judicial, de divórcio, de anulação de casamento ou de dissolução de união estável.            (Redação dada pela Lei nº 13.894, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 12. Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, feito o registro da ocorrência, deverá a autoridade policial adotar, de imediato, os seguintes procedimentos, sem prejuízo daqueles previstos no Código de Processo Penal:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; ouvir a ofendida, lavrar o boletim de ocorrência e tomar a representação a termo, se apresentada;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e de suas circunstâncias;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; remeter, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida, para a concessão de medidas protetivas de urgência;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; determinar que se proceda ao exame de corpo de delito da ofendida e requisitar outros exames periciais necessários;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; ouvir o agressor e as testemunhas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI &#8211; ordenar a identificação do agressor e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes criminais, indicando a existência de mandado de prisão ou registro de outras ocorrências policiais contra ele;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI-A &#8211; verificar se o agressor possui registro de porte ou posse de arma de fogo e, na hipótese de existência, juntar aos autos essa informação, bem como notificar a ocorrência à instituição responsável pela concessão do registro ou da emissão do porte, nos termos da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003 (Estatuto do Desarmamento);            (Incluído pela Lei nº 13.880, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VII &#8211; remeter, no prazo legal, os autos do inquérito policial ao juiz e ao Ministério Público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º O pedido da ofendida será tomado a termo pela autoridade policial e deverá conter:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; qualificação da ofendida e do agressor;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; nome e idade dos dependentes;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; descrição sucinta do fato e das medidas protetivas solicitadas pela ofendida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; informação sobre a condição de a ofendida ser pessoa com deficiência e se da violência sofrida resultou deficiência ou agravamento de deficiência preexistente.         (Incluído pela Lei nº 13.836, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2º A autoridade policial deverá anexar ao documento referido no § 1º o boletim de ocorrência e cópia de todos os documentos disponíveis em posse da ofendida.</p>
<p>3º Serão admitidos como meios de prova os laudos ou prontuários médicos fornecidos por hospitais e postos de saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 12-A. Os Estados e o Distrito Federal, na formulação de suas políticas e planos de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, darão prioridade, no âmbito da Polícia Civil, à criação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), de Núcleos Investigativos de Feminicídio e de equipes especializadas para o atendimento e a investigação das violências graves contra a mulher.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 12-B. (VETADO).         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º (VETADO).         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>2º (VETADO.         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>3º A autoridade policial poderá requisitar os serviços públicos necessários à defesa da mulher em situação de violência doméstica e familiar e de seus dependentes.         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 12-C. Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida:         (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 12-C.  Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida:    (Redação dada pela Lei nº 14.188, de 2021)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; pela autoridade judicial;         (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ou         (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia.         (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Nas hipóteses dos incisos II e III do caput deste artigo, o juiz será comunicado no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas e decidirá, em igual prazo, sobre a manutenção ou a revogação da medida aplicada, devendo dar ciência ao Ministério Público concomitantemente.         (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019)</p>
<p>2º Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade da medida protetiva de urgência, não será concedida liberdade provisória ao preso.         (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO IV</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DOS PROCEDIMENTOS</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO I</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DISPOSIÇÕES GERAIS</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 13. Ao processo, ao julgamento e à execução das causas cíveis e criminais decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher aplicar-se-ão as normas dos Códigos de Processo Penal e Processo Civil e da legislação específica relativa à criança, ao adolescente e ao idoso que não conflitarem com o estabelecido nesta Lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 14. Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, órgãos da Justiça Ordinária com competência cível e criminal, poderão ser criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para o processo, o julgamento e a execução das causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Os atos processuais poderão realizar-se em horário noturno, conforme dispuserem as normas de organização judiciária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 14-A. A ofendida tem a opção de propor ação de divórcio ou de dissolução de união estável no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.          (Incluído pela Lei nº 13.894, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º Exclui-se da competência dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher a pretensão relacionada à partilha de bens.          (Incluído pela Lei nº 13.894, de 2019)</p>
<p>2º Iniciada a situação de violência doméstica e familiar após o ajuizamento da ação de divórcio ou de dissolução de união estável, a ação terá preferência no juízo onde estiver.          (Incluído pela Lei nº 13.894, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 15. É competente, por opção da ofendida, para os processos cíveis regidos por esta Lei, o Juizado:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; do seu domicílio ou de sua residência;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; do lugar do fato em que se baseou a demanda;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; do domicílio do agressor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 16. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta Lei, só será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 17. É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO II</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DAS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seção I</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Disposições Gerais</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 18. Recebido o expediente com o pedido da ofendida, caberá ao juiz, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; conhecer do expediente e do pedido e decidir sobre as medidas protetivas de urgência;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; determinar o encaminhamento da ofendida ao órgão de assistência judiciária, quando for o caso;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; determinar o encaminhamento da ofendida ao órgão de assistência judiciária, quando for o caso, inclusive para o ajuizamento da ação de separação judicial, de divórcio, de anulação de casamento ou de dissolução de união estável perante o juízo competente;            (Redação dada pela Lei nº 13.894, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; comunicar ao Ministério Público para que adote as providências cabíveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; determinar a apreensão imediata de arma de fogo sob a posse do agressor.            (Incluído pela Lei nº 13.880, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 19. As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas de imediato, independentemente de audiência das partes e de manifestação do Ministério Público, devendo este ser prontamente comunicado.</p>
<p>2º As medidas protetivas de urgência serão aplicadas isolada ou cumulativamente, e poderão ser substituídas a qualquer tempo por outras de maior eficácia, sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados.</p>
<p>3º Poderá o juiz, a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida, conceder novas medidas protetivas de urgência ou rever aquelas já concedidas, se entender necessário à proteção da ofendida, de seus familiares e de seu patrimônio, ouvido o Ministério Público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 20. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, caberá a prisão preventiva do agressor, decretada pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. O juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no curso do processo, verificar a falta de motivo para que subsista, bem como de novo decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 21. A ofendida deverá ser notificada dos atos processuais relativos ao agressor, especialmente dos pertinentes ao ingresso e à saída da prisão, sem prejuízo da intimação do advogado constituído ou do defensor público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. A ofendida não poderá entregar intimação ou notificação ao agressor .</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seção II</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Das Medidas Protetivas de Urgência que Obrigam o Agressor</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 22. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003 ;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; proibição de determinadas condutas, entre as quais:</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor;</li>
<li>b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;</li>
<li>c) freqüentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida;</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; prestação de alimentos provisionais ou provisórios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VI – comparecimento do agressor a programas de recuperação e reeducação; e         (Incluído pela Lei nº 13.984, de 2020)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VII – acompanhamento psicossocial do agressor, por meio de atendimento individual e/ou em grupo de apoio.       (Incluído pela Lei nº 13.984, de 2020)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º As medidas referidas neste artigo não impedem a aplicação de outras previstas na legislação em vigor, sempre que a segurança da ofendida ou as circunstâncias o exigirem, devendo a providência ser comunicada ao Ministério Público.</p>
<p>2º Na hipótese de aplicação do inciso I, encontrando-se o agressor nas condições mencionadas no caput e incisos do art. 6º da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, o juiz comunicará ao respectivo órgão, corporação ou instituição as medidas protetivas de urgência concedidas e determinará a restrição do porte de armas, ficando o superior imediato do agressor responsável pelo cumprimento da determinação judicial, sob pena de incorrer nos crimes de prevaricação ou de desobediência, conforme o caso.</p>
<p>3º Para garantir a efetividade das medidas protetivas de urgência, poderá o juiz requisitar, a qualquer momento, auxílio da força policial.</p>
<p>4º Aplica-se às hipóteses previstas neste artigo, no que couber, o disposto no caput e nos §§ 5º e 6º do art. 461 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seção III</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Das Medidas Protetivas de Urgência à Ofendida</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 23. Poderá o juiz, quando necessário, sem prejuízo de outras medidas:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; encaminhar a ofendida e seus dependentes a programa oficial ou comunitário de proteção ou de atendimento;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; determinar a recondução da ofendida e a de seus dependentes ao respectivo domicílio, após afastamento do agressor;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; determinar o afastamento da ofendida do lar, sem prejuízo dos direitos relativos a bens, guarda dos filhos e alimentos;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; determinar a separação de corpos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; determinar a matrícula dos dependentes da ofendida em instituição de educação básica mais próxima do seu domicílio, ou a transferência deles para essa instituição, independentemente da existência de vaga.            (Incluído pela Lei nº 13.882,  de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 24. Para a proteção patrimonial dos bens da sociedade conjugal ou daqueles de propriedade particular da mulher, o juiz poderá determinar, liminarmente, as seguintes medidas, entre outras:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; restituição de bens indevidamente subtraídos pelo agressor à ofendida;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; proibição temporária para a celebração de atos e contratos de compra, venda e locação de propriedade em comum, salvo expressa autorização judicial;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; suspensão das procurações conferidas pela ofendida ao agressor;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; prestação de caução provisória, mediante depósito judicial, por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a ofendida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Deverá o juiz oficiar ao cartório competente para os fins previstos nos incisos II e III deste artigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seção IV</p>
<p>(Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Do Crime de Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência</p>
<p>Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei:         (Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.         (Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.         (Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018)</p>
<p>2º Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder fiança.         (Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018)</p>
<p>3º O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções cabíveis.         (Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO III</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DA ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 25. O Ministério Público intervirá, quando não for parte, nas causas cíveis e criminais decorrentes da violência doméstica e familiar contra a mulher.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 26. Caberá ao Ministério Público, sem prejuízo de outras atribuições, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, quando necessário:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; requisitar força policial e serviços públicos de saúde, de educação, de assistência social e de segurança, entre outros;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; fiscalizar os estabelecimentos públicos e particulares de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, e adotar, de imediato, as medidas administrativas ou judiciais cabíveis no tocante a quaisquer irregularidades constatadas;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; cadastrar os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CAPÍTULO IV</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 27. Em todos os atos processuais, cíveis e criminais, a mulher em situação de violência doméstica e familiar deverá estar acompanhada de advogado, ressalvado o previsto no art. 19 desta Lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 28. É garantido a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO V</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DA EQUIPE DE ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 29. Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher que vierem a ser criados poderão contar com uma equipe de atendimento multidisciplinar, a ser integrada por profissionais especializados nas áreas psicossocial, jurídica e de saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 30. Compete à equipe de atendimento multidisciplinar, entre outras atribuições que lhe forem reservadas pela legislação local, fornecer subsídios por escrito ao juiz, ao Ministério Público e à Defensoria Pública, mediante laudos ou verbalmente em audiência, e desenvolver trabalhos de orientação, encaminhamento, prevenção e outras medidas, voltados para a ofendida, o agressor e os familiares, com especial atenção às crianças e aos adolescentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 31. Quando a complexidade do caso exigir avaliação mais aprofundada, o juiz poderá determinar a manifestação de profissional especializado, mediante a indicação da equipe de atendimento multidisciplinar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 32. O Poder Judiciário, na elaboração de sua proposta orçamentária, poderá prever recursos para a criação e manutenção da equipe de atendimento multidisciplinar, nos termos da Lei de Diretrizes Orçamentárias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO VI</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 33. Enquanto não estruturados os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, as varas criminais acumularão as competências cível e criminal para conhecer e julgar as causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, observadas as previsões do Título IV desta Lei, subsidiada pela legislação processual pertinente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Será garantido o direito de preferência, nas varas criminais, para o processo e o julgamento das causas referidas no caput.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TÍTULO VII</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>DISPOSIÇÕES FINAIS</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 34. A instituição dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher poderá ser acompanhada pela implantação das curadorias necessárias e do serviço de assistência judiciária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 35. A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios poderão criar e promover, no limite das respectivas competências:      (Vide Lei nº 14.316, de 2022)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I &#8211; centros de atendimento integral e multidisciplinar para mulheres e respectivos dependentes em situação de violência doméstica e familiar;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; casas-abrigos para mulheres e respectivos dependentes menores em situação de violência doméstica e familiar;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>III &#8211; delegacias, núcleos de defensoria pública, serviços de saúde e centros de perícia médico-legal especializados no atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; programas e campanhas de enfrentamento da violência doméstica e familiar;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>V &#8211; centros de educação e de reabilitação para os agressores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 36. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios promoverão a adaptação de seus órgãos e de seus programas às diretrizes e aos princípios desta Lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 37. A defesa dos interesses e direitos transindividuais previstos nesta Lei poderá ser exercida, concorrentemente, pelo Ministério Público e por associação de atuação na área, regularmente constituída há pelo menos um ano, nos termos da legislação civil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz quando entender que não há outra entidade com representatividade adequada para o ajuizamento da demanda coletiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 38. As estatísticas sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher serão incluídas nas bases de dados dos órgãos oficiais do Sistema de Justiça e Segurança a fim de subsidiar o sistema nacional de dados e informações relativo às mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. As Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal poderão remeter suas informações criminais para a base de dados do Ministério da Justiça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 38-A. O juiz competente providenciará o registro da medida protetiva de urgência.         (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. As medidas protetivas de urgência serão registradas em banco de dados mantido e regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça, garantido o acesso do Ministério Público, da Defensoria Pública e dos órgãos de segurança pública e de assistência social, com vistas à fiscalização e à efetividade das medidas protetivas.         (Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. As medidas protetivas de urgência serão, após sua concessão, imediatamente registradas em banco de dados mantido e regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça, garantido o acesso instantâneo do Ministério Público, da Defensoria Pública e dos órgãos de segurança pública e de assistência social, com vistas à fiscalização e à efetividade das medidas protetivas.       (Redação dada Lei nº 14.310, de 2022)     Vigência</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no limite de suas competências e nos termos das respectivas leis de diretrizes orçamentárias, poderão estabelecer dotações orçamentárias específicas, em cada exercício financeiro, para a implementação das medidas estabelecidas nesta Lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 40. As obrigações previstas nesta Lei não excluem outras decorrentes dos princípios por ela adotados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 41. Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 42. O art. 313 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), passa a vigorar acrescido do seguinte inciso IV:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Art. 313. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>IV &#8211; se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos da lei específica, para garantir a execução das medidas protetivas de urgência.” (NR)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 43. A alínea f do inciso II do art. 61 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), passa a vigorar com a seguinte redação:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Art. 61. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II &#8211; &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica;</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. ” (NR)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 44. O art. 129 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), passa a vigorar com as seguintes alterações:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Art. 129. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pena &#8211; detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="11">
<li>Na hipótese do § 9º deste artigo, a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência.” (NR)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 45. O art. 152 da Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de Execução Penal), passa a vigorar com a seguinte redação:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Art. 152. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parágrafo único. Nos casos de violência doméstica contra a mulher, o juiz poderá determinar o comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação.” (NR)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Art. 46. Esta Lei entra em vigor 45 (quarenta e cinco) dias após sua publicação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Brasília, 7 de agosto de 2006; 185º da Independência e 118º da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA</p>
<p>Dilma Rousseff</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto não substitui o publicado no DOU de 8.8.2006</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br/maria-da-penha-lei-n-11-340-de-7-de-agosto-de-2006/">Maria da Penha Lei N° 11.340, de 7 de agosto de 2006</a> apareceu primeiro em <a href="https://gasparerufattoadvogados.com.br">Gaspar e Rufatto Advogados</a>.</p>
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